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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Ascendente da Revolução nas Casas Natais




Ascendente da Revolução nas Casas Natais

As significações das posições do Ascendente da Revolução Solar em diferentes Casas Natais podem ser resumidas da seguinte maneira:
Ascendente na I Casa natal - Anuncia sempre um livre-arbítrio muito acentuado, que permite ao sujeito realizar, durante o ano vindouro, várias possibilidades indicadas na carta natal. Evidentemente, essa realização depende inteiramente da vontade do sujeito. O conjunto da Revolução Solar - a Casa em que se encontra o planeta que governa o Ascendente, seus aspectos e outras configurações - revela o domínio no qual se baseará a ação do nativo. Quando os planetas se encontram na I Casa, parecem diminuir o livre-arbítrio e devem, por conseguinte, ser examinados de maneira atenta, já que significam também a ação pessoal e suas modalidades, o sentido, as qualidades e os defeitos dessa ação. Um planeta na I Casa, não estando em conjunção com a cúspide do Ascendente, prenuncia que o nativo sofre seus efeitos sem provocá-los, ao passo que, estando em conjunção com o Ascendente, indica geralmente que os efeitos anunciados pelo planeta serão desencadeados pela própria atividade do nativo. A conjunção do Ascendente com o regente da VII Casa é freqüentemente encontrada nos anos de casamento do nativo.É possível supor que essa regra continue válida sempre e não somente quando o Ascendente anual se encontra na I Casa natal. Por exemplo, Urano, em conjunção com o Ascendente da Revolução Solar, prenuncia muitas vezes um acidente ou algum acontecimento brusco, cuja falta deve ser atribuída ao sujeito; por outro lado, na I Casa, sem estar em conjunção com a cúspide do Ascendente, esse planeta indicará a mesma coisa, sem que o sujeito seja a causa. As regras referentes à significação dos planetas nas Casas anuais e em suas relações com os planetas de natividade serão dadas mais adiante. Acrescentaremos aqui que o Ascendente anual estava na I Casa natal da Revolução Solar de H. P.Blavatsky no dia 11 de agosto de 1878, correspondente à sua partida dos Estados Unidos para a índia, que ocorreu em 18 de novembro daquele ano. Como o regente do Ascendente está em conjunção com Júpiter — um dos dois regentes da IX Casa, enquanto o segundo regente da IX Casa, Netuno, está na X, este tema é característico de uma mudança de vida levada a efeito por viagem.

Ascendente anual na II Casa natal - Anuncia que o interesse principal do ano se situa nos ganhos e nas finanças e essa questão deve ser examinada antes de todas as outras. Se o conjunto dos fatores astrológicos é benéfico, é possível tratar-se de uma realização importante nos negócios, mas, se a II Casa está ocupada por fatores maléficos, as preocupações financeiras, os aborrecimentos ligados a dinheiro e até mesmo as perdas pecuniárias serão inevitáveis. Tudo depende do grau da aflição.
Ascendente anual na III Casa natal - Enfatiza a importância do meio e pressagia que o principal acontecimento do ano dirá respeito ao irmão ou à irmã do nativo ou que os deslocamentos (ou ainda os trabalhos do espírito ou os escritos) compõem, por assim dizer, o ambiente do ano e concentram toda a atenção. Trata-se da orientação da Revolução Solar de H. P. Blavatsky que precede a sua morte e da qual nos servimos para ilustrar a regra exposta no capítulo anterior. Essa orientação pode, à primeira vista, surpreender, mas os nove meses que separam o momento do aniversário do momento da morte foram inteiramente dedicados ao trabalho literário, não somente sobre A doutrina secreta (que ficou inacabada), mas também em função de vários artigos e da redação. Esse trabalho absorvia todos os seus pensamentos, e forma - ousarei expressar-me assim - o "clima" no qual H. P. Blavatsky viveu durante o último ano de sua vida.
Trata-se, em suma, da sobreposição das questões de família ou dos escritos, visitas, deslocamentos e vizinhança. Se a V Casa da Revolução Solar é importante e as questões de ordem sentimental desempenham um papel preponderante, tal sobreposição diz respeito às coisas relativas ao sexo oposto, pois a III Casa é a Casa da amante num tema masculino e do amante em um horóscopo feminino.
Ascendente anual na IV Casa natal - Corresponde freqüentemente a uma mudança de residência, à realização de um projeto ou ao final de um empreendimento, muitas vezes um acontecimento relativo aos pais, ao meio ou ao lar do nativo. Psicologicamente, trata-se do signo do desejo de estabilização, de segurança material e moral, de restabelecimento de um lar (caso o sujeito não o tenha) e de garantias para o futuro. Com uma carta afligida, trata-se de uma orientação bastante perigosa; numerosas foram as pessoas sob esta configuração, enviadas aos campos de concentração ou aos lugares de residência vigiada, nos tristes anos de 1939 a 1944. O estudo aprofundado da Revolução Solar revelará, em cada caso, em que sentido da IV Casa a interpretação deverá ser feita.
Observemos que é freqüente encontrar-se o Ascendente na IV Casa natal, nas Revoluções Solares que correspondem aos anos da morte. Essa é, por exemplo, a orientação da Revolução Solar de Balzac de 20 de maio de 1850.2 Aqui, evidentemente, "o final", que é uma das significações principais da IV Casa, age no sentido do final da existência.
Ascendente anual na V Casa natal - Anuncia que o principal acontecimento do ano dirá respeito ao amor ou às crianças (e, por vezes, também à instrução técnica) e corresponde sempre a uma evolução importante das relações com o ambiente íntimo ou a mudanças neste último. Trata-se de uma sobreposição geralmente feliz (caso não haja grandes aflições) e é freqüentemente encontrada nos anos de noivado ou de nascimento de crianças (sobretudo nos horóscopos femininos). Às vezes, essa posição estimula o lado especulativo desta Casa, fato que pode resultar, com uma Revolução Solar desfavorável, em perdas no jogo ou nas operações na Bolsa; mas esse sentido da V Casa só pode ser considerado caso o tema mostre uma ligação entre a V e a II ou VIII Casas (por exemplo, pela presença do regente da V na II, ou vice-versa) e caso os planetas acentuem as questões financeiras. Sem essas condições, tal sobreposição diz respeito às ligações ou às crianças, à influência de outrem, às boas relações, assim como às coisas amáveis, aos prazeres, convites e festas. Entre os artistas, é geralmente o indicador de um ano de êxitos ou de progressos, pois a V Casa governa as artes em geral e o teatro em particular.
Evidentemente, os planetas permitem dizer, em cada caso específico, em que sentido agirá a Casa natal em que se encontra o Ascendente anual. Assim, por exemplo, o Ascendente da Revolução Solar com Urano na V Casa natal de um tema feminino implica quase sempre um aborto: a natureza destrutiva de Urano, agindo sobre a V Casa, produz a destruição prematura (cirúrgica ou não, provocada ou acidental) do embrião. O conjunto do tema -as relações entre a V Casa, de um lado, e as VI, VIII e XII Casas, de outro -, e as aflições dos luminares e do regente do Ascendente permitem precisar, em cada caso específico, o perigo corrido pela nativa ou a repercussão do aborto sobre a saúde.
Ascendente anual na VI Casa natal - E geralmente um mau presságio para a saúde, assim como para os problemas domésticos. Contudo, é possível que, se a Revolução Solar for boa, nenhuma doença se produza; ainda assim, o organismo mostrará uma tendência para o enfraquecimento, para a falta de vitalidade, e as fadigas serão numerosas. Se a VI Casa da Revolução Solar estiver ligada desfavoravelmente à X, será necessário considerar esta Casa no sentido de aborrecimentos e de dificuldades profissionais, pois, de modo geral, ela se refere aos encargos e às obrigações (e até mesmo às servidões) e exprime com freqüência a idéia de uma atividade sem alegria e sem animação, um pouco fastidiosa e cansativa.
Ascendente anual na VII Casa natal - Ressaltará sempre a natureza desta Casa. Se as indicações são favoráveis, tal posição do Ascendente levará ao casamento ou a uma associação; afligida, essa configuração corresponde a um processo ou a aborrecimentos provenientes dos associados ou do cônjuge e ao insucesso na vida social; caso o Ascendente da Revolução Solar esteja em oposição ao Ascendente natal, haverá a presença de perturbações na saúde, doenças, acidentes, operações etc... Essa sobreposição é freqüentemente encontrada nas Revoluções que abrem os anos de divórcio ou de separação dos cônjuges. É possível dizer que, na maioria dos casos, todo arco da cúspide da VI Casa até o final da VIII Casa age num sentido bastante desfavorável.
Entre os políticos, essa orientação do céu faz sobressair a ação social (como é o caso da Revolução Solar de Mussolini ao comandar a marcha sobre Roma).
Ascendente anual na VIII Casa natal - É freqüentemente encontrado nos anos em que se verifica uma morte, quer na família, quer no ambiente de convívio do nativo. Se a Revolução Solar está afligida e as direções simbólicas e o Horóscopo Progredido contêm o perigo de morte, essa ameaça diz respeito diretamente ao sujeito. Essa é a posição do Ascendente da Revolução Solar que precedeu a execução de Robespierre. Mas, mesmo que o perigo direto não exista, não se trata de um bom índice do ponto de vista da saúde, já que essa posição do Ascendente da Revolução Solar expõe o sujeito, durante todo o ano, a um estado de fraqueza geral, de apatia e de lassidão incomuns, bem como à falta ou diminuição de vontade, a uma aceitação indiferente em termos de suas ocupações e obrigações e a inquietações em relação à saúde e à vida, no decorrer ou por causa de uma doença ou de um acidente. Trata-se do indicador mais seguro das fadigas e das depressões momentâneas, que podem chegar até a síncopes. O envelhecimento e o desgaste do organismo são particularmente sentidos durante os anos marcados por essa orientação do Ascendente. Se o nativo está doente, essa sobreposição prenuncia os riscos advindos de cuidados, tratamentos ou medicamentos inadequados e, por conseguinte, perigosos. Se, por último, o regente da VIII Casa ou do Ascendente se encontra na XI, ou se existem relações desarmônicas entre os regentes dessas Casas da Revolução, é oportuno aconselhar ao sujeito uma mudança de médico (que, nos temas dos doentes, é representado pela XI Casa, a do protetor).Por outro lado, se a VIII Casa está vantajosamente condicionada, tanto no tema natal quanto na Revolução Solar, tal fato diz respeito às coisas relativas a entradas de dinheiro, legados, rendas, pensões, pagamentos, dote do cônjuge, heranças, bens imprevistos etc. Neste caso, a Revolução Solar pode realmente anunciar um acontecimento feliz de qualquer espécie no decorrer do ano. Do ponto de vista psíquico, o Ascendente anual na VIII Casa parece incitar ao espiritismo e aos problemas do além. Afligido, aconselha que se evitem as experiências desse tipo, pois são perigosas.Tomemos como exemplo a Revolução Solar que estabelecemos no decorrer do Capítulo I. Seu Ascendente, quê está a 15° 54' de Gêmeos, encontra-se precisamente na VIII Casa natal, que se estende de 26° 13' de Touro a 28° 54' de Gêmeos. Em que sentido dever-se-á considerar essa orientação do Ascendente anual?É necessário examinar imediatamente a VIII Casa anual; ela contém o Sol, regente da IV Casa - a dos pais - e é governada por Saturno situado na X Casa, a da mãe. Esses dois planetas são peregrinos e muito afligidos; portanto, a presença do Ascendente anual na VIII Casa natal só pode ser considerada no mau sentido, isto é, como presságio da morte da mãe.Muitas outras configurações confirmam tal interpretação. A VIII Casa natal não contém mais que um único planeta: Plutão. Ora, na Revolução Solar, esse planeta aflige, mediante uma oposição, o Sol. Essa Casa natal começava no signo de Touro, isto é, era regida por Vênus; na Revolução Solar, esse planeta aflige, por uma oposição, o Ascendente. A X Casa, a da mãe, contém dois maléficos: Marte e Saturno, este último planeta sendo afligido pelos maus aspectos de Vênus, Júpiter e Netuno. Por último, o nodo ascendente que estava na VIII Casa natal ocupa esta mesma Casa.Retomaremos mais adiante a interpretação dessa Revolução Solar que nos ajudará ainda a ilustrar muitas outras regras. Observamos igualmente que a Revolução Solar do mesmo sujeito do dia 14 de janeiro de 1940 situa também o Ascendente anual na VIII Casa natal e que seu pai faleceu em 26 de julho de 1940.
Ascendente anual na IX Casa natal - Indica uma viagem importante durante o ano vindouro. Os planetas decidem se ela ocorrerá ou não. Sendo altamente filosófica, esta Casa é muito favorável aos estudos elevados e marca geralmente uma evolução das concepções ou um desenvolvimento intelectual acelerado. Afligida, pode indicar concepções religiosas e filosóficas errôneas ou o fanatismo. Em geral, essa posição do Ascendente deveria ser considerada favorável entre magistrados, advogados e todas as outras pessoas cuja profissão corresponda à natureza da IX Casa. De qualquer maneira, a importância de uma das significações é sempre ressaltada durante o ano vindouro. Como exemplo dessa orientação, citamos a Revolução Solar de Stálin do dia 2 de janeiro de 1941, correspondente à guerra russo-alemã ou, em outras palavras, ao ataque pelo estrangeiro. Terrivelmente afligida por Marte, astro da guerra, na I Casa, essa carta anual tem o Ascendente na IX Casa natal no signo marciano de Escorpião, em oposição exata a Netuno natal.
Ascendente anual no Meio-do-Céu natal — Prenuncia mudanças de situação, possibilidades e oportunidades novas, ou realizações longamente aguardadas etc. Mas, como o Ascendente anual simboliza a ação pessoal, essa mudança de situação, essas possibilidades ou realizações dependem sobretudo da atividade do nativo e de sua energia. Ele será a causa principal de seu bom ou mau destino, segundo as indicações gerais da Revolução Solar. A Revolução Solar de Gambetta do dia 2 de abril de 1870,4 correspondente a um dos anos mais fecundos de seu destino, tinha essa orientação do Ascendente, como também a tinha a de H. P. Blavatsky de 1877, que levou à sua naturalização americana no início de 1878.
Se, ao mesmo tempo, o Meio-do-Céu anual está em conjunção com a cúspide da VII Casa natal (o que ocorre muitas vezes, exceto nos temas das pessoas nascidas ao norte do paralelo 52), essa mudança de situação será acompanhada por mudanças no meio ambiente. Essa configuração é freqüentemente encontrada nas Revoluções Solares de casamento, divórcio e associação.
Ascendente anual na XI Casa natal — Situa sempre as amizades em lugar central. Se os fatores horoscópicos são favoráveis, esse será o ano das novas amizades, da ajuda proveniente dos amigos, de novos projetos cuja realização dependerá mais ou menos dos amigos ou dos conhecidos ou ainda da realização dos desejos ou esperanças, em nada dependente da vontade do sujeito. Afligida, essa posição anuncia complicações, aborrecimentos, dificuldades e traições advindos dos amigos e, às vezes, indica até mesmo rupturas.
Ascendente anual na XII Casa natal — É uma posição perigosa, que anuncia um ano de provações, de manifestação ou agravamento das doenças crônicas. Nos horóscopos dos ocultistas, essa posição pode favorecer os estudos e as experiências ocultas.
Como a XII é a Casa dos inimigos secretos, tal sobreposição pode levar a denúncias falsas, armadilhas de todos os tipos, confusões etc. Se o Ascendente anual se coloca ainda na XI Casa natal, mas em conjunção com a cúspide da XII, é preciso temer ações desleais por parte de um amigo que, na realidade, não passa de um inimigo disfarçado e hipócrita. As acusações judiciais são freqüentes sob esta configuração.
Se a presença do Ascendente anual na XII Casa natal anuncia um ano de provações, é impossível catalogar de antemão todos os acontecimentos que essa sobreposição pode provocar. Minha experiência pessoal permite somente dizer que a saúde sempre sofrerá com ela, ainda que o acontecimento principal seja o de falsas acusações, de uma prisão ou de uma queda moral. Por último, essa posição do Ascendente anual gera sempre muitos cuidados e graves preocupações no decorrer do ano.
Essas são as indicações gerais dadas pela orientação do tema anual. Em cada caso particular, será encontrada sempre a natureza da Casa natal em que está o Ascendente da Revolução Solar, mas somente o exame cuidadoso de todos os fatores astrológicos permitirá a determinação do sentido no qual a Casa que se eleva deverá ser considerada.
p/ Alexandre Volguini

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Saturno em Capricórnio

                     

            Saturno em Capricórnio

          A chegada de Saturno ao signo de Capricórnio em dezembro de 2017* foi seguida por várias análises que apontavam para o recrudescimento do conservadorismo e os perigos da seriedade e ambição excessivas. Se Saturno é o organizador da nossa experiência concreta, ainda que interna, o medo generalizado de seus métodos, que privilegiam a aprendizagem pelo sofrimento, foi exaltado por astrólogos e temido pelos clientes que buscam a orientação astrológica. Amigos quase totalmente leigos em Astrologia me perguntaram assustados como poderiam passar pelo trânsito de Saturno em Capricórnio sem sofrer muitos reveses, o que demonstra a força dessas imagens no coletivo.
          Entre os astrólogos, já há quase um senso comum de que Saturno pode ser encarado tanto como um pesado fardo quanto como uma sólida base para o desenvolvimento de habilidades e aprendizado. Dito de outro modo, as experiências propiciadas pelo planeta podem criar estruturas construtivas ou obstrutoras, servindo como um trampolim ou como barreiras para o crescimento pessoal. A demanda por concentração, responsabilidade e foco para a obtenção de resultados concretos nas diferentes áreas da vida por onde Saturno passa pode ser uma prova considerada quase intransponível por alguns. De qualquer modo, as recompensas geralmente são observadas após o longo, árduo e complexo processo de trabalho e esforço exigido.
          Assumindo o papel de Grande Mestre, do anjo caído que desempenha uma função educativa, de pai crítico ou do SUPEREGO, Saturno conduz a um isolamento naquelas áreas onde ele está transitando no mapa natal. Em trânsito, traz a qualidade do tempo de amadurecimento das questões que estão em movimento em cada casa. O “senhor do tempo” fecha os ciclos, arruma a bagunça, joga fora o que não serve mais e que está acumulado nos cantos juntando poeira. Como destaca Arroyo, o planeta torna evidente a importância do tempo para que o processo interno se realize por completo, especialmente porque apresenta um alto potencial educativo, especificamente em relação à paciência, moderação, temperança, dever e trabalho.
          Liz Greene menciona Jung em sua abordagem da Astrologia Psicológica, afirmando que Saturno representa a SOMBRA, isto é, as características que temos e que o superego tenta esconder a todo custo, e, por isso mesmo, acabam projetadas no outro. De alguma forma, portanto, o desafio de Saturno está nas lições que o sujeito precisa ter para conseguir se desenvolver plenamente do ponto de vista psíquico. Mais do que estabelecer verdadeiras limitações externas, portanto, Saturno projeta na realidade exterior os conteúdos que estão presentes internamente ao indivíduo, para que ele próprio consiga desenvolver todo o seu potencial.
          Ao chegar ao signo que rege, o planeta pode exibir-se em toda a sua plenitude. Sentindo-se confortável no território capricorniano, Saturno tem espaço (e tempo!) para trabalhar os temas da materialização, da ambição, da disciplina, da autoridade e do reconhecimento social. Objetividade, foco nos resultados, razão, prudência, solidez e uma determinação inquebrantável surgem naturalmente nesse território. A cabra Amalteia, de quem Júpiter se alimentou no tempo em que cresce até ter idade suficiente para destronar seu pai Saturno, segundo o mito, simboliza a perseverança.
          Capricórnio é o arquétipo, portanto, do comportamento pragmático e racional, organizado, estável e determinado rumo aos objetivos traçados. Responsabilidades, especialmente públicas ou com os demais, e o dever, assim como a honra, são temas capricornianos. Autoridade, seriedade e reconhecimento público dessas qualidades transparecem como essenciais.
          Se levadas aos extremos, contudo, essas características podem desembocar no autoritarismo, na tentativa de controle total sobre os outros e as situações vivenciadas, na inflexibilidade e na estreiteza de horizontes. O esforço é louvado sobre o talento, o cumprimento dos deveres é sempre mais importante que o prazer, a rigidez emocional não tolera desafios aos próprios valores, o diferente não se encaixa no pragmatismo e utilitarismo das rotinas desenhadas para o alcance das metas. Afinal, o que mais teme Saturno é a possibilidade de escárnio público, por isso o zelo pela própria imagem e pelo respeito à própria autoridade pode se tornar uma obsessão capricorniana.


por Cristiane Brum Bernardes

* Em 2020 Saturno deixa o signo de Capricórnio pela primeira vez no dia 22 de Março. Ele avança no signo de Aquário até o dia 11 de Maio de 2020, quando fica retrógrado.

sábado, 31 de agosto de 2019

Stellium em Virgem

                                               
            STELLIUM EM VIRGEM


     Com um lindo Stellium no signo de Virgem, em trânsito pela minha casa VIII, retomo minhas publicações neste blog que por algum tempo recebeu minha apaixonada e obsessiva atenção, MC em Escorpião. Netuno em trânsito pela minha casa II, fazendo conjunção com a minha Lua natal que é regente da casa VI em Câncer contribuíram para esta pausa. Netuno dissolvendo as parcas estruturas da casa II em Peixes, o que abriu caminho para outras soluções materiais, saí usufruindo desta nova realidade e o Blog foi ficando em segundo plano.
     Com a vida em curso, coisas acontecendo, mudei o foco e interesse, como boa sagitariana de tempos em tempos encontro outras atividades que me mobilizam. Apesar de tudo este Blog sempre me foi muito caro.
      Com a casa VIII em Virgem e Ascendente da Revolução Solar em Leão, meu descendente no Mapa Natal, juntaram-se duas necessidades atuais, o desejo de rever caminhos já traçados, depois da vida vivida, e com uma profunda vontade de renovação, tenho Ascendente em Aquário, para compor e transformar e continuar a usufruir e compartilhar do que sei e abrir espaço para o que não sei. Resumindo...pretendo voltar a escrever.
         Um Stellium são três ou mais planetas em um signo, para interpretá-lo devemos juntar as vibrações dos planetas que lá se encontram e visualizar como funcionam no signo que acontece e compreender os efeitos energéticos passiveis deste potente encontro. Hoje temos Sol, Lua, Mercúrio e Marte, a Lua já a 27º de Virgem logo segue seu caminho para Libra. 
         Com Júpiter em Sagitário fazendo quadratura com o signo de Virgem, devido os exageros de Júpiter, o Stellium trás  um numero enorme de atitudes e padrões criteriosos, exigentes o que pode levar a um perfeccionismo inalcançável. Saturno em Capricórnio restringe as possibilidades nos levando a encarar com maturidade o que temos a disposição e agir, fazer e desejar coisas executáveis e possíveis para nós no momento, assim evitando a frustração, paralisia desesperada e prejudicial a nossa saúde, principalmente a mental. Mercúrio em Virgem logo vai fazer oposição a Netuno o que pode provocar fugas, pensamentos dispersivos e falta total de foco. 
         Neste Stellium em Virgem precisamos detectar a casa/área da vida que temos Virgem, também as casas de Sagitário e Capricórnio, para poder perceber a que me refiro com estes aspectos, e poder usufruir pessoalmente dos trânsitos no céu. Teoria é muito bom quando experimentada na prática, e este Stellium proporciona uma potente energia de execução, organização e cura.
          Urano em Touro, Netuno em Peixes e Plutão em Capricórnio, planetas trans-saturninos que representam a vida no sistema solar após os limites da força da gravidade, representada por Saturno, estão apontando a revolução das formas da matéria, Urano em Touro, a dissolução das crenças, religiões e padrões metafísicos, Netuno em Peixes e as desconstruções das estruturas da nossa civilização, Plutão em Capricórnio, nos remetem a necessidade de estabelecer novos critérios, modos operandis, repensar valores e crenças para conectar com este novo mundo. O Stellium em Virgem é nosso grande aliado.
          
         
          

sábado, 17 de dezembro de 2016

NÃO ME FALEM MAL DE SATURNO





  NÃO ME FALEM MAL DE SATURNO

         Texto de Emma Costet de Mascheville                                   


   Se a primeira questão que o estudante de Astrologia enfrenta é a do “determinismo” x “livre-arbítrio”, a segunda é o problema do “bem” e do “mal”.

No início, todos tem a preocupação de saber se o planeta regente do mapa que estudam é benéfico ou maléfico, se o signo zodiacal é favorável ou desfavorável. Se procuramos algum benefício no estudo da astrologia, devemos varrer desde o princípio todos estes preconceitos.

   Como seria possível que o Criador, na Sua sabedoria, tivesse criado acima e ao redor de nós forças, irradiações, que nos sujeitassem necessariamente ao mal só para depois sermos condenados pelo próprio Omnijusto?

   Toda Criação fala do Criador e por isto tudo o que está na natureza expressa a Sua sabedoria. Nossa incapacidade de compreender as leis divinas da natureza, nossa luta contra a Sua sabedoria, causam o nosso sofrimento- e não os planetas e signos zodiacais. Todos eles produzem em nós energias, vibrações, que alimentam diversas qualidades e virtudes.
   Tomemos, por exemplo, Marte e Saturno, os mais difamados. Marte é, parcialmente considerado um planeta mais evoluído que a Terra. Se é mais evoluído do que nós, porque sua vibração sobre nós será de violência e ódio?
   Analisando a dosagem de energia, de coragem e força de vontade segundo a posição do planeta Marte, veremos que de fato tais qualidades são graduadas segundo a intensidade da influência de Marte. Mas, se o homem usa essa energia recebida, doada, para finalidades de egoísmo e egocentrismo, provocando lutas, guerras, violências, ou não controlando as energias, deturpando-a entre as paixões, quem é o culpado: Marte ou o homem?
   Não recebeu o homem, com a fagulha divina da vida, a consciência? Não se aplicam o direito e o dever de dominar a natureza não somente ao usufruto da natureza abaixo de nós, mas também às energias dentro de nós?
   Em épocas de guerra, notaram-se as influências negativas de Marte. Quer dizer: a humanidade não conseguiu sintonizar a influência de Marte, e na incapacidade de receber e analisar o estímulo que vem do Alto e volta ao Alto, expressou mediante a agressividade desencadeada sua falta de domínio da energia recebida.
   Embora possamos, pela marcha dos planetas, calcular quando se processa em nós esta fraqueza humana, não podemos culpar o planeta pela imperfeição da consciência humana. Em agosto de 1956 havia uma aproximação de Marte que brilhava mais do que Vênus nos seus melhores dias. O povo olhava e espalhava boatos sobre o Mau Augúrio desse fenômeno celeste. Nessa ocasião escrevi este artigo
    Olhemos com confiança as maravilhas do Céu que estão acima de nós e procuremos compreender e controlar as razões da nossa própria imperfeição!
    Também é o que diz Paracelso, quando defende o mais belo dos planetas, que com seu anel brilhante gira majestosamente ao redor do Sol. Todos os que se interessam pela astronomia procuram dirigir o telescópio para admirar esta beleza sideral, e nós na astrologia o difamamos como se fosse a origem de nossa cruz, nosso peso e obstáculo.

    Será possível um planeta irradiar, ao mesmo tempo, vibrações completamente opostas, criando em uns a reação de fé, confiança, fidelidade, sinceridade e segurança e em seu vizinho o ceticismo, a desconfiança, a frieza de sentimentos e o pessimismo? O problema das reações provocadas pelas vibrações externas não está na maldade do planeta que irradia, mas na capacidade de sintonização do homem que recebe.

    É isso o que diz Paracelso ao declarar: Não é o Saturno acima de nós, mas o Saturno dentro de nós que nos atormenta. Com “Saturno dentro de nós”, ele quer dizer a nossa falta de fé a nossa inexperiência, a nossa desconfiança.
   Na realidade a vibração de Saturno desperta em nós a capacidade de fazer uso daquilo que conquistamos pelos nossos próprios esforços, ou pelo dos nossos antepassados; a capacidade de aprofundar e experimentar, de lembrar: é a Sabedoria que podemos alcançar através da experiência.
   Há temperamentos que, do passado, lembram somente as alegrias. E há estados de alma em que enxergamos, em todo o passado que vivemos, a marca de uma finalidade, a prova de que toda a cruz que nos foi imposta teve como finalidade nosso progresso e evolução. A prova de que “não cai um cabelo de nossa cabeça sem a vontade do Pai.
   Nesse caso a vibração de Saturno desenvolve-se em fé, em confiança, em fidelidade, em senso de dever e responsabilidade. E a cruz se torna mais leve.
   Há os temperamentos e os estados de alma onde, do passado, rememoramos o que foi difícil, e achamos que não foi merecido. Em resultado enfrentamos as situações do presente com medo, com desconfiança, com angústia, com depressão, pessimismo, falta de fé. E a mesma cruz se torna pesada.
   A olho nu, com a nossa visão humana, podemos somente enxergar sete corpos celestes no nosso sistema solar. Saturno é o último deles, a última etapa da escala planetária visível. Depois dele existe a escala dos planetas invisíveis, que começa com Urano; esta escala torna-se mais visível para nós somente através dos aparatos da ciência.
   Saturno é o planeta que desperta em nós as provas que, na escala da evolução, nos conduzem do visível ao invisível. Ele é o mestre escola que precisamos enfrentar para passar do primário ao secundário.
   Quem raciocinou, quem se aprofundou, quem passou as provas do passado, enfrenta seu examinador com amor e alegria; ele ama seu examinador. Quem não soube alcançar em seu coração a fé e a confiança, sente angústia, sente medo na presença do mestre-escola. Se, nas vibrações negativas de Saturno ainda sentimos desconfiança, pessimismo, angústia, remorso, dores, é sinal de que nossa fé ainda é fraca, ou de que ainda há algo a redimir.
   Tomemos os anéis como símbolo de um mundo separado em dois: concreto-abstrato, visível-invisível, ciência e fé. Para passar de uma parte a outra é necessário rodear-se dessa faixa luminosa da fé que resulta do saber, é necessário aproveitar-se das experiências do passado.
Saturno é o grande contabilista do passado, que cria a base do futuro. Que, da fé na experiencia e da dor visível conduz à fé no invisível. 
   Se tu não sentes ainda a sabedoria e a confiança que resultam da fé, se não possuis ainda a faixa luminosa de Saturno, a culpa não é dele.





terça-feira, 25 de outubro de 2016

O que é um signo? Proust: os signos materiais e o signo da arte

O que é um signo? Proust: os signos materiais e o signo da arte


Claudio Ulpiano

O ponto de partida dessa aula é a palavra signo. Essa aula que eu vou começar é uma aula dura, é uma aula difícil porque é uma aula de estudo. Uma aula de aprendizado. E esse conceito de aprendizado é o conceito mais poderoso que existe. Proust diz que o que o homem faz durante toda a sua vida é um aprendizado. O homem não para de aprender na sua vida. Então o ponto de saída desta aula é essa figura chamada signo. E eu vou começar a explicar pra vocês o que vem a ser um signo – de uma maneira inteiramente fácil, que é a maneira clássica que eu explico aos meus alunos universitários.

O mundo é constituído de coisas. A palavra coisa é uma palavra do vocabulário vulgar, o vocabulário cotidiano. E essa palavra coisa, ela recobre tudo o que existe. Tudo o que existe você pode chamar isto é uma coisa. Isto é uma coisa, as minhas palavras são uma coisa. Então esta palavra coisa, ela tem o valor de recobrir tudo o que existe. Por isso, qualquer elemento que exista eu dou o nome de coisa.

[Claudio aponta objetos na sala: isto é uma coisa, isto é uma coisa...].

Tudo o que existe é uma coisa eu estou aplicando para as pessoas também, tá?! ...Deus, tudo, tudo é coisa. E as coisas, elas têm valor pra nós valor não quer dizer que elas são boas ou más; quer dizer que elas valem. A nossa vida torna as coisas valiosas.O valor é trabalhado por uma ciência chamada Axiologia ¬é a ciência dos valores. As coisas valem, elas têm valor. O primeiro valor que as coisas têm é o valor.... (interessante que é readotado pelo Marx, é readotado pelo Ricardo [David Ricardo], é readotado pelo Adam Smith; nas teorias econômicas ¬; as coisas têm para nós um valor de uso. Todas as coisas, elas têm ou podem ter um valor de uso.

Por exemplo: este cinzeiro, eu uso ele para apagar cigarro; o rádio, eu uso para ouvir música; a xícara eu uso para beber café.

Então, todas as coisas que têm no mundo, eu posso tornar ela um valor de uso. Tornar um valor de uso é a coisa mais simples para se entender: eu posso usar qualquer coisa, desde que eu consiga transformá-la em algo que me sirva.

Então as coisas, elas trazem com elas um valor de uso. Agora, como todas as coisas têm valor de uso ou podem ter valor de uso, todas as coisas podem interessar a todos os homens.

(...)

Como todas as coisas têm valor de uso e todos os homens podem se interessar por elas, as coisas adquirem um valor de troca. Todas as coisas [também] têm um valor de troca.

O que quer dizer valor de troca? Este cinzeiro que está aqui [Claudio pega um cinzeiro] ele tem um valor de uso, mas eu posso a qualquer momento em que eu quiser trocar este cinzeiro por uma outra coisa qualquer desde que eu encontre alguém interessado no valor de uso deste cinzeiro.

Então, tudo o que existe no mundo, todas as coisas que existem no mundo; necessáriamente todas as coisas, elas têm valor de troca e valor de uso.
Elas se tornam valor de troca... quando elas se tornam valor de troca, elas ganham o nome mercadoria. O que aconteceu no ‘capitalismo’ foi que ‘tudo no capitalismo’ se transformou em ‘mercadoria’; inclusive, dizem, o espírito. (Isso é o Marx que eu estou citando)

Então, até uma trovoada tem um valor de uso e um valor de troca, tá?! Tudo... valor de uso e valor de troca.

Então eu pego este cinzeiro e eu vou usá-lo. Muito simples: eu fumo um cigarro e jogo a cinza em cima dele.

Claudio: O cinzeiro tem...

Alunos: Valor de uso.

Claudio: Valor de uso.

Agora eu pego este cinzeiro e levo na esquina e vendo ele. Ele passou a ter valor de troca.

Agora, eu vou fazer uma suposição: a Maria Lúcia me dá este cinzeiro de presente. Ela me dá este cinzeiro de presente. Eu pego o cinzeiro, guardo o cinzeiro e... a Maria Lúcia vai fazer uma viagem a Paris... Ela está viajando para Paris e eu estou em casa e puxo este cinzeiro para fumar um cigarro. Na hora em que eu for fumar um cigarro, eu olho pro cinzeiro. E na hora em que eu olho pro cinzeiro, eu me lembro de Maria Lúcia. Eu olho pro cinzeiro e me lembro dela. Na hora em que eu olhar para o cinzeiro e me lembrar dela, o cinzeiro, ele deixa de ter valor de uso e valor de troca e se transforma em um signo.

O signo, qualquer coisa que existe pode ser um signo. Basta que aquela coisa evoque outra coisa. (entendeu Ricardo?)

Aluna: Acho que isso tem a ver com a memória...

Claudio: [Se] o signo tem a ver com a memória? [Sim] ele tem uma relação com a memória porque ele é evocador. Evocar... ele tem uma relação com a memória, o signo porque ele evoca.

O signo é alguma coisa que nos remete para outra coisa.


http://claudioulpiano.org.br/aulas-em-audio/proust-e-os-signos-os-signos-materiais-e-o-signo-da-arte/

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Interpretação do Mapa Natal - Parte I - Esboço

         Interpretação do Mapa Natal

                               

                                Parte I - Esboço



   Partindo das milhares de possibilidades de iniciar uma interpretação do Mapa escolho a que mais define a minha visão da Astrologia, uma visão prática, simples e direta, sem muita citação das simbologias (astrologuês) e sim o que detecto na análise dos símbolos e como eles podem ser útil para planejamento, foco, direcionamento e aprimoramento dos arquétipos ali colocados. Pontos importantes como Ascendente/Descendente, Cúspides (grau e signo em que começam as casas) e Meio do Céu/Fundo do Céu. A seguir as Regências (planeta relacionado com os signo da cúspide das casas e sua localização, casa, signo e aspectos.
   No primeiro passo vou localizar a pessoa que está requerendo a leitura, vou visualizar o posicionamento do Sol, signo, casa e aspectos. Partindo daí entro em contato com as potencialidades, luz e sombra da pessoa real.Imediatamente busco a Lua, signo, casa e aspectos. Vejo o filtro pelo qual tudo passa, as emoções, o que toca, o que rejeita, como o inconsciente se manifesta nas atitudes, nos quereres e as dores da alma. Aqui é necessário muito respeito e cuidado pelo outro, o que ele suporta ou não. Não quero dizer com isto que não vou falar o que penso, interpreto, mas sim a necessidade de profundo respeito e cuidado com as susceptibilidades de cada posicionamento lunar. Para o outro o mesmo que quero para mim.
   Passo seguinte vou analisar as casas que Sol e Lua regem. A casa que se encontra Leão e Câncer/Caranguejo na cúspide. Casa de Leão onde precisamos ser reconhecidos e onde nos sentimos um sucesso ou um fracasso total, tem relação com o nosso pai e o que pensamos que ele espera de nós, e pode definir como cremos que é ser bem ou mal sucedido na vida. Independente de ter ou não pai presente, porque isto não é ele e sim como nós o vemos. A casa onde está Câncer/Caranguejo oscilamos, como as marés, dependendo das nossas questões/estados emocionais e que tem grande influência da mãe e da leitura que temos dela. A Lua não é como nossa mãe é, e sim como nos sentimos em relação a ela, como a vemos. Isto tende a definir nossos pontos frágeis, o que nos magoa profundamente e muitas vezes interfere na nossa racionalidade, o filtro definindo o que é aceitável ou não. O que ela nos disse, em atitudes ou palavras, que era o certo a fazer, se comportar.

Exemplos 1 - Sol em Touro na casa VI com Leão no Meio do Céu – Preciso me destacar, ser alguém, aparecer, ser vista e reconhecida publicamente, não é vaidade é necessidade para definir minha identidade. Preciso saber que para isto vou contar com minha resistência, plantar uma boa semente, respeitar os ciclos de começo, meio e fim para ter o resultado almejado, Sol na casa VI que é a casa onde analisamos os comportamentos cotidianos, como organizamos a nossa vida, saúde e relações práticas. Posso ter um pai que considero um fracasso como pai, profissional ou os dois, mas isto é só o que penso dele e não a realidade necessariamente, os aspectos entre o Sol e a Vênus, regente de Touro, podem aprimorar esta interpretação. Mas isto leva a almejar sucesso mundano, querer reconhecimento público. O caminho desta realização está no arquétipo de Virgem, casa VI, ordem, critério, organização e objetividade serão de grande utilidade. A casa onde está o Sol é seguramente onde temos natureza, qualidades, ferramentas para realizar nossa natureza.

Exemplo 2 – Lua em Virgem na casa V com Câncer na casa III – A comunicação e o pensamento lógico é afetada pelas emoções, por um profundo sentimento de servir. A capacidade cognitiva é afetada pela relação com a mãe, ancestralidade e uma necessidade atávica, herdada dos femininos familiares, servir. Tem dificuldade em gerenciar de forma lógica os pensamentos, tendência a se colocar de forma inferiorizada frente a sua capacidade intelectual. Pode provocar bloqueios ou desenvolver uma mente sensitiva e propensa a paranormalidade, intuitiva. Precisa reconhecer esta capacidade e deixar de traduzir tudo de forma pragmática e restrita. A visão da mãe pode ser de alguém que não corresponde as expectativas, simplória, inferior, humilhada e até incapaz. A posição da Lua por signo, casa e aspectos é onde acontecem oscilações relacionados com o passado e o presente, o real e o imaginário, precisa-se aprende a lidar com isto para que não condicionar a expressão, o trato com os filhos e as relações amorosas, casa V, a atender somente necessidades práticas de sobrevivência material unicamente. Uma visão mais realista da mãe, neste caso em particular, pode ajudar com a comunicação e o aprimoramento do pensamento.
   A partir daí lanço o olhar ao Ascendente e posicionamento do regente, para identificar a trajetória e por onde ela se desenvolve. O Meio do Céu, destino, profissão e papel no coletivo mais o seu regente e a casa que ocupa. A seguir os planetas pessoais, Mercúrio, Vênus e Marte, signos, regências, casas e aspectos. Mas isto fica para a próxima, da série: Interpretar um Mapa Astral não é para principiantes.





quarta-feira, 8 de junho de 2016

Lua Negra/Lilith em Escorpião

       Lua Negra/Lilith em Escorpião


   De 21 de maio de 2016 até 14 de fevereiro de 2017 Lilith estará em trânsito por Escorpião. A casa onde temos Escorpião no nosso Mapa Natal será a área que servirá de cenário para os acontecimentos relacionados a estas experiências. A Luz que traz a Sombra para a consciência e a consequente evolução, superação e libertação.
   Devo lembrar de que a Lua Negra, em trânsito, não provoca absolutamente nada, nós que criamos. Na expectativa de que vai ter um trânsito, já esperamos algo, sintonizamos, abrimos canal, então realmente acontece, então fui eu que teci.
   A Lilith simboliza a sombra citada por Jung, que muitos preferimos evitar, mas que é imprescindível para a integração da nossa personalidade, como forma de nos tornarmos adultos e assumirmos as escolhas que fizemos na vida. Em Escorpião confere uma atração excepcional para o ocultismo, particularmente pela magia, xamanismo, feitiçaria, pelas práticas que se relacionam com mecanismos de poder ou de acesso a outros planos da existência. A pessoa tem uma razoável disponibilidade de poderes curativos e regeneradores, insatisfação com a condição material em que vive com inclinação a tornar-se dependente materialmente. A necessidade de algum tipo de poder pode ser obsessiva e causar um comportamento tirânico ou até mesmo cruel com relação ao parceiro. Provável fascínio ou temor pela ideia da morte, física ou simbólica, o que pode levá-la a procurar conhecê-la pelo estudo da medicina ou do espiritismo.

   Se pensarmos a Lilith a partir das tribos nômades há 6.000 anos atrás, onde o sexo não era vinculado à fecundação e à procriação, essa mulher era empoderada. Podiam alimentar os filhos sem depender de nada e de ninguém. Seu poder era ilimitado. Os homens consideravam as mulheres deusas, porque delas brotava a vida. As mulheres detinham o poder nas sociedades primitivas. Sua sacralidade era cantada e homenageada.
   Com o passar dos tempos mudou o calendário, até então eram lunares, para o solar, e nesta mudança os povos não eram mais exclusivamente nômades, já se fixavam em aldeias, e com isto tinham mais tempo observar a natureza.   Observando os animais copulando vincularam o sexo à fecundação e a procriação. A partir daí o poder do feminino acabou, e resolveram aprisioná-las.
Nas primeiras colocavam argolar nos calcanhares e prendiam perto das cabanas, só assim tinham certeza da paternidade. A passagem da sociedade matriarcal para a patriarcal em algumas regiões se deu muito lentamente, as mulheres resistindo, guerreando, matando inclusive os bebes homens, deixando apenas homens suficiente para continuarem procriando.
   Na visão das mulheres os homens eram inúteis, não podiam arar a terra porque a terra era mulher, só as mulheres férteis podiam mexer nela. Homens não podiam forjar o ferro, que é um metal saído do ventre da mãe terra. Na sociedade matriarcal não tinha estupro e violência, com isto as mulheres não precisavam dos homens para protegê-las. Os homens tinham a função da reprodução e prazer na Babilônia, Caldéia, Suméria e todas as cidades de 6.000 anos atrás. É muito importante este início para entender a Lua Negra, estudá-la é penetrar profundamente no universo feminino. Um feminino que perdeu o poder e já nasce com medo. Cada célula do corpo de uma mulher já tem na memória genética o medo da violência. Medo ancestral de todas as mulheres que foram violentadas a 6.000 anos.
   É disto que se trata a Lua Negra: a revolta da mulher. Revolta e medo que passa a ser um ponto de transgressão no mapa, onde saímos rompendo com tudo.
   A Lua Negra em Escorpião é um mito de ligação com a morte. Trás da experiência do útero a consciência de que seria uma passagem de uma dimensão para outra. Sente uma ameaça real de morte durante a gestação, a mãe sente muito medo de morrer no parto, da morte da criança ou de alguma pessoa próxima. Passa toda a gestação sob pressão, isto provoca na Lua Negra em Escorpião uma ligação intensa e desesperada com a figura materna, o que muitas vezes a leva a romper com ela.
   Desta experiência surge a sensação de que algo trágico sempre está para acontecer, que o mundo vai desmoronar a qualquer momento, que se vivi andando no fio de uma navalha. Quem nasce nesta Lua Negra ama devorando.
Nos homens, a relação com o feminino é de projeção, chega as raias da obsessão. A mãe, a mulher e a filha devem nutrir e fazer tudo por ele. Pode ser homossexual, a mãe invalidou tanto o masculino que quer chegar perto deles para ver como é. São homens femininos.
   Quando crianças se subestimadas pela mãe desenvolvem uma ligação extremamente profunda, desenvolvem uma enorme dificuldade em estabelecer ligações com outras pessoas. Se esta ligação com a mãe possuir muitos ruídos, maiores serão as dificuldades nos seus relacionamentos. A base de Escorpião é a confiança, e ela já desconfia de cara.
   Com a Lua Negra em Escorpião devemos trabalhar a segurança, oferecer proteção real e desenvolver a consciência de que só nós somos capazes de nos oferecer segurança, possível numa vida no caos e no inesperado. Precisamos rever o conceito de seguro.
   Quando esta Lua Negra usa a sua capacidade mediúnica são terapeutas muito bons, podem ajudar muito outras pessoas, pois desde muito cedo sabem que precisam buscar a cura, e que a cura não é deste mundo. Aprendem a passar para os outros a capacidade de resistir ao sofrimento, que ela tem como resolução. Esta Lua Negra só ganha confiança quando toca no outro.
   O sexo para Lua Negra em Escorpião é seríssimo, porque é através dele que ela transforma a energia, e na medida que vai vivendo a sua sexualidade vai encontrando a espiritualidade. É um alquimista do sexo.
   Em tempos de Plutão em Capricórnio, Netuno em Peixes e Urano em Áries esta Lua Negra nos remete a força de resistência ao trágico, a destruição das nossas referências e crenças. As práticas rituais, a necessidade que temos de proteger os mais frágeis, desvalidos e fracos. As forças ocultas e invisíveis, a existência de outros planos e a possibilidade de termos respostas e ajudas se nos conectamos com eles.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Mitologia – Mitos (Sonhos Coletivos)



         Mitologia – Mitos (Sonhos Coletivos)


   Segundo Jung “os mitos são principalmente fenômenos psíquicos que revelam a própria natureza da psique”. Os mitos condensam experiências vividas repetidamente durante milênios, experiências típicas pelas quais passaram (e ainda passam) os seres humanos. Por isso temas idênticos são encontrados nos lugares mais distantes e mais diversos. A partir desses materiais básicos é que sacerdotes e poetas elaboram os mitos, segundo as épocas e culturas. (Nise da Siveira – Jung Vida e Obra).

Amor e Relacionamentos – Na Visão dos Mitos   

   O amor, como dizem, faz o mundo girar. A quantidade de mitos que falam de paixão e repulsa, casamento e separação, amor e rivalidade, fidelidade e infidelidade sexuais e do poder transcendental da compaixão sublinha a importância central do amor em nossa vida. Não há variação em torno do tema dos relacionamentos que não se possa encontrar na mitologia mundial. E, por serem muitos complexas as relações humanas, a moral apresentada nos mitos é igualmente multifacetada. Não há enigma maior do que o mistério de por que as pessoas se atraem ou se repelem, e é comum buscarmos respostas simples para perguntas um enorme esforço da alma até para serem adequadamente formuladas. Os amores e desgostos dos mitos aparecem sob muitas formas e cores, e alguns são claramente insólitos. Mas, ainda que algumas dessas histórias questionem muitos de nossos pressupostos morais sobre os relacionamentos, os mitos relativos ao amor também nos consolam de nossa infelicidade, servem de guia para nossos dilemas e trazem um discernimento duramente necessário sobre as razões pelas quais, em nossa vida pessoal, às vezes criamos os dilemas que criamos, ou que vivemos.

Paixão e Rejeição

   A paixão sexual é retratada na mitologia como uma força mais poderosa que qualquer outra, capaz de levar homens e deuses a atos que contrariam sua vontade e não raro terminam em tragédia. Os gregos atribuíam tal paixão à obra da deusa Afrodite, que apesar de atormentar homens e mulheres com paixões incontroláveis, era capaz de levar a loucura e a destruição aos que a ofendessem. Mas a paixão em si não é retratada como uma força negativa ou imoral: está aliada à força, à coragem, à potência sexual e à reação da alma à beleza; reflete o poder e a tenacidade da própria força vital; e, por ser inspirada pelos deuses, é sagrada. A mitologia nos ensina que o modo como os mortais seguem suas paixões e o grau em que a paixão domina a consciência é que são as verdadeiras fontes de sofrimento, da rejeição e até da catástrofe.

Liz Greene@Juliet Sharman-Burke – Uma Viagem através dos Mitos

segunda-feira, 25 de abril de 2016

A Lua nos Signos e o Cotidiano



             A Lua nos Signos e o Cotidiano


   Com a Lua em trânsito por Sagitário, conjunta ao meu Sol Natal, vejo a oportunidade de esclarecer o papel dela em nosso dia a dia, e como seu posicionamento pode ajudar a planejar as nossas vidas.
   A Lua, para a Astrologia, representa a mãe arquetípica e as nossas emoções, fica aproximadamente 2 dias em cada signo. Acompanhando diariamente seu movimento, podemos aproveitar sua luz e evitar a sombra, próprios de cada signo em que ela passa. Se pudermos adiar os assuntos que não estão positivos teremos uma margem maior de acerto, entre tantas variáveis que a vida proporciona. A Lua atua no humor das pessoas, quem trata com o público percebe isto muito claramente.

Lua em Áries – As pessoas ficam mais entusiasmadas e cheias de energia, mas agressivas e impacientes. Beneficia atividades individuais e desfavorece iniciar o que queremos que seja de longa duração.

Lua em Touro – Ficamos mais afáveis e calmos, mas teimosos e com preguiça. Beneficia as atividades financeiras, investimentos de longo prazo e compra de bens duráveis.

Lua em Gêmeos – Bom humor e agilidade, mas maior instabilidade e inconstância.
Favorece as comunicações, divulgações e estimular a curiosidade por novidades. Negócios fechados nesta Lua podem não durar.

Lua em Câncer – Carência e hipersensibilidade, tendência a buscar proteção e carinho. Favorece os assuntos particulares, encontros familiares. As pessoas ficam mais interessadas em melhorar o ambiente doméstico. Vamos lidar com a carência alheia.

Lua em Leão - Extroversão e calor humano, mas tudo será levado para o lado pessoal, o orgulho está no ar. Bom período pára se divertir e realizar atividades criativas. Chamar a atenção, brilhar e realizar eventos grandiosos e glamurosos.

Lua em Virgem – Aumenta a prestatividade e a simplicidade, mas as pessoas ficam mais exigentes e perfeccionistas. Assuntos de limpeza, organização, saúde e dietas estão favorecidos e tudo o que precisar de praticidade. Cuidar com excesso de crítica.
m nossas vidas. Aumenta o magnetismo e favorece as análises profundas e a pesquisa. Aumenta a sensibilidade e o psiquismo.

Lua e
Libra - Nos comportamos de forma mais diplomática e sociável, mas tendemos a indecisão e maior dificuldade em dizer "não". Favorece os assuntos legais, relacionados a beleza, aprovação de projetos, obter favores e os encontros românticos.

Lua em Escorpião - Intensidade e profundidade são os temas desta Lua. Descartar definitivamente o que perdeu a validade em nossas vidas. Aumenta o magnetismo e favorece as análises profundas e a pesquisa. Aumenta a sensibilidade e o psiquismo.

Lua em Sagitário - Expansão e otimismo, busca de novos horizontes e maior capacidade de entendimento. Podemos ter dificuldades de concentração e tendência ao desperdício. Devemos focalizar nos assuntos que gostaríamos que fossem amplamente divulgados.


Lua em Capricórnio - Objetividade e produtividade, ficamos mais fechados e frios. Iniciar atividades que precisem de obstinação e paciência. Adquirir bens duráveis, iniciar construções e fechar negócios que renderão lucro a longo prazo.

Lua em Aquário - Estimulo mental, muita criatividade e originalidade. Fase em que podemos decretar nossa libertação de padrões obsoletos e revolucionar, as pessoas ficam mais abertas as novidades. Favorece as questões do coletivo e os assuntos sociais, ficamos agitados e propensos a transgredir. Ter conversas francas e diretas, encontrar os amigos e fazer novas amizades.

Lua em Peixes - Maior sensibilidade e empatia, mas maior fragilidade e somatização. Favorece o repouso e a meditação, atividades que precisem da empatia com o público. Não tratar assuntos que precisem de realismo e praticidade, sonho e imaginação são os temas desta Lua impregnada de fantasia e encantamento.

domingo, 24 de abril de 2016

Lua, Marte e Saturno em Sagitário e Vênus e Urano em Áries


Lua, Marte e Saturno em Sagitário e Vênus e Urano em Áries


   Com a Lua em Sagitário, preste a fazer conjunção com o meu Sol Natal, me deu uma súbita vontade de voltar a escrever sobre a Lua, seus posicionamentos e aspectos que faz nos dias que visita cada um dos 12 signos.
   Esta Lua em Sagitário na fase Cheia, tempo de perceber os resultados do que foi encaminhado na Lua Nova, que iniciou em 22 de abril as 02:23hs está se encaminhando para conjunção com Marte e Saturno em Sagitário, isto se dará neste início de semana.
   Esta será a finalização de um ciclo que teve seu início na última Lua Nova que se deu em Áries no dia 07 de abril 2016 as 08:23hs.
As casas, cenários da vida no Mapa Astral, que estes signos, Áries e Libra, ocupam são as áreas que verão resultados nesta Lua Cheia Sagitariana em aspecto de conjunção com Marte e Saturno e trígono com a Vênus e Urano.
   A Lua Cheia expande, amplifica e esclarece, transborda e traz a tona. Viveremos dias muito esclarecedores e didáticos. Quando a Lua toca um signo ela potencializa o lado emocional deste arquétipo, então estaremos sensibilizados a lei, a filosofia, as crenças, a fé e ao aprendizado em alto nível.      Ao fazer conjunção a Marte, o ímpeto pode ser de muita agressividade, pois falamos de emoção e ação, mas a presença de Saturno em Sagitário anda nos dizendo que a lei deve ser cumprida, caso contrário arcaremos com resultados restritivos e paralisantes. Saturno em movimento retrógrado até 13 de agosto de 2016, nos dá a possibilidade de rever tudo que estamos vivenciando, rever posições e até mudar de postura frente aos fato, a partir daí estarão estabelecidos e as penas serão proferidas. Saturno nos fala das nossas responsabilidades e restrições, somos responsáveis pelo que cremos e seremos coagidos a nos responsabilizar por isto. Não há alternativas fora do aprendizado pela sabedoria ou da dor.
   A Vênus em Áries nos mostra os valores através do impulso ariano, conjunta com Urano indica um período de mudanças inexoráveis, repentinas que podem ser catastróficas se teimamos em resistir, não mudar. Será necessário rever e modernizar.