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terça-feira, 15 de julho de 2014

Júpiter em Leão

                       Júpiter em Leão
   "Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida. É a nossa luz, não as nossas trevas, o que mais nos apavora.
   Nós nos perguntamos: Quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso e fabuloso? Na realidade, quem é você para não ser? Você é filho do Universo. Fazer-se pequeno não ajuda o mundo. Não há iluminação em encolher-se, para que os outros não se sintam inseguros quando estão perto de si.
   Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós. Não está apenas em um de nós: está em todos nós. E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. Conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, libera os outros." Nelson Mandela
   Estas palavras atribuídas ao grande líder sul-africano Madiba (apelido carinhoso de Nelson Mandela) me ocorrem quando Júpiter, planeta social que define uma geração, seu ciclo é de aproximadamente 12 anos em torno do zodíaco, + ou – 1 ano em cada signo, inicia seu ciclo por Leão neste 16 de julho de 2014.
   Júpiter em Leão ativa mais uma vez a necessidade de reconhecimento e busca de validação da nossa identidade.
   Ser visto, aceito e reconhecido é fundamental desde o primeiro minuto de vida, garante que teremos uma existência no mundo, que seremos aceitos, amados e protegidos.
   Chama-se esta necessidade de reconhecimento de significância ou simplesmente de atenção. Isto é evidente desde o nascimento, precisamos ser amados, cuidados e vistos pelos outros seres humanos, assim termos nossa a identidade validada, nos sentimos importantes, únicos, significativos e especiais.
   Quem nasce com Júpiter em Leão centraliza esta energia potencializada, podem ser criativos e autênticos, enfrentando as dúvidas e a vergonha, correm riscos e se expõem, honram a verdade de quem são, mesmo que isso ponha em risco o amor e a admiração daqueles a quem querem impressionar e agradar. Se expõem completamente, nus na sua autenticidade, transparentes na sua verdade interior.
   Se não desenvolvem o que acham suficiente, em alguma altura da vida, podem tentar ser o que não são, ficam refém da necessidade de impressionar, agradar ou pelo menos de não desagradar, criam um falso “eu” destinado a conquistar o amor dos outros em detrimento do próprio auto-respeito. Criam um ciclo vicioso, no qual quanto mais se desrespeitam mais dependem do que os outros os amem. Dependendo disto para sentirem-se dignos, procurando tornarem-se o que acham que esperam que sejam, abrindo mão de sua autenticidade e o auto-respeito. Vão buscar no exterior, nos outros o que acham que não conseguem por si próprios.
   Até 11 de agosto de 2015 Júpiter em trânsito pelo signo de Leão amplia e expande os egos, os embates pela vaidade e potencializa a arrogância e os excessos do poder e dos poderosos.    Manipulações e tendência a panos quentes em situações limites e preste a explodir.
   O trígono com Urano em Áries dará a esta experiência uma conotação revolucionária, as ações no coletivo e individuais passam por uma mudança substancial por total falência dos velhos métodos. A diplomacia terá um papel fundamental na reformulação das atitudes, será necessário controlar, adaptar e ceder em prol do entendimento e da manutenção da ordem política/econômica mundial. São tempos de progresso e evolução do animal que habita em nós, nunca a humanidade progrediu tanto e tão velozmente como nestes tempos, a natureza e os valores vão encontrar novas fórmulas de convivência, tolerância e sobrevivência neste planeta.
  Júpiter em Leão sinaliza evolução das identidades, potencializa as individualidades, da desmassificação dos indivíduos e o direito de cada um ser único, especial e socialmente integrado dentro das suas diferenças e direitos. Glamour, fama, divertimento, progresso e muito mais generosidade.
   Esta posição de Júpiter me faz lembrar a música de Caetano Veloso que diz que “gente é para brilhar não para morrer de fome” (Gente).