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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Mercúrio em Leão

                     Mercúrio em Leão
   Mercúrio ou Hermes, filho de Júpiter e mensageiro dos Deuses, é relacionando as vendas, lucro e ao comércio. Associado aos ladrões, viajantes e a personificação da inteligência e da eloquência. Vários elementos científicos levam seu nome, o planeta e o elemento químico são uns deles. A palavra mercurial é usada a tudo o que é instável, volátil e errático.
  Quando Mercúrio se encontra nos signos do Fogo -Áries, Leão e Sagitário- é um pensador instintivo e impulsivo, quando está na Terra – Touro, Virgem e Capricórnio – é prático e intuitivo, no elemento Ar – Gêmeos,Libra e Aquário – é uma mente rápida, desapegada e racional, na Água – Câncer, Escorpião e Peixes – são as mentes emocionais, mediúnicas e profundas.
  Leão, segundo signo da tríade do Fogo, define o ego e a identidade. Simboliza a força da criação que determina resultados, enfrentando as dificuldades e define. Mercúrio em Leão representa a mente líder, possuidora de grande força criativa, entusiasmo e comunicação expansiva. É o fogo em sua majestade, oratória exuberante e com grande segurança frente ao meio exterior.
   Este Mercúrio busca o reconhecimento, e devido a isso pode se expressar de forma firme, dramática, arrogante e autoritária. No signo regido pelo Sol traz uma energia brilhante e criativa.
  De 31 de julho até 15 de agosto de 2014 teremos uma comunicação dramática e emocional. Em tempos de Marte em Escorpião, os egos inflados serão prenuncio de brigas, discussões e divergências. Grande dificuldade de entendimento se nos apegarmos aos interesses individuais ou as divisões políticas do planeta. São tempos duros, de guerras sangrentas, comunicação agressiva e desentendimentos por motivos egoícos, beneficiando os poderosos em detrimento do resto da população.
  Quem tem Mercúrio em Leão também pode ser generoso, espontâneo e intuitivo. Se posicionam no centro das atenções, o que muitas vezes pode gerar problemas de convívio e disputas desnecessárias. Possuem enorme vaidade intelectual, precisam buscar conhecimento para embasar opiniões e argumentações. Geralmente são centradas, focadas na sua identidade pessoal, podem ser impessoais e sentirem-se os canais da vida.
  Mercúrio, Sol, Lilith e Júpiter em Leão e Urano em Áries, signos de Fogo, energia extremamente dinâmica, transformadora, violenta, inspirada e inspiradora, flui espontaneamente e é auto motivada.
 A predominância da energia do Fogo torna as pessoas diretas, objetivas, espontâneas, precisando de liberdade para se auto-expressar e garantir o seu espaço. Muitas vezes o inconsciente se expressa com uma enorme liberdade, o que chega revelar uma simplicidade infantil. As pessoas com muita energia de elemento Fogo, caso não sejam conscientes e cautelosos, podem ser extremamente ofensivas com a sua franqueza e espontaneidade. As investidas excessivas podem soar como ataques que podem causar danos aos sentimentos dos outros, se não forem conscientes de quem são e se tiverem baixa auto-estima, principalmente.
 Nos próximos dias devemos pensar nas palavras e evitar discussões desnecessárias, os resultados podem ser desastrosos.

Ler também: 
http://www.pensandoceu.com.br/2013/01/em-aries-em-transito-pelo-mapa-natal.html#.U9qrGPldUs8







quinta-feira, 24 de julho de 2014

Marte em Escorpião

                         Marte em Escorpião

   Marte ingressa em Escorpião a 25 de julho e por aí estará até 13 de setembro de 2014. Regente de Áries representa as energias da guerra e da virilidade. Simboliza a ação, a coragem, a força e a determinação. Energia que se relaciona com a confiança, instinto e ousadia, impulsiona e fecunda a vida, energia sexual de penetração e agressividade.
   Estas qualidades marcianas são as responsáveis pela má fama de Marte, responsabilizado por catástrofes, guerras, genocídios e toda violência que o homem é capaz. Nada mais injusto! Esta é uma interpretação feita pelos antigos, com parco conhecimento científico, recursos escassos de visão de mundo, biologia e física, dominados por dogmas religiosos e polarizados entre o “bem” e o “mal”.
   Quando Marte entra em Escorpião proliferam interpretações que ligam este trânsito com tudo que é de mais sórdido e violento dos acontecimentos a nossa volta. Escorpião é o signo relacionado com o sexo, a transmutação e a morte. Marte em Escorpião nos traz esta mira. Sexo/vida, transmutação/mudança profunda e a morte, fim de um ciclo para que outro possa iniciar no constante giro da roda universal. Marte em Escorpião aponta a necessidade premente e inexorável desta transformação, chegou a hora e dela não se passa, sob pena de perder, sofrer e provocar a destruição, nossa e de tudo que nos cerca. Nesta escolha Marte não tem nenhuma responsabilidade, os responsáveis somos nós que esperamos a casa cair para depois repensar os cálculos das fundações.
   Marte em Escorpião também representa o poder que existe em todos nós, tanto construtivo como destrutivos. A magia, nem branca e nem negra, só magia, pois a magia é o processo de mudança. Não podemos esquecer a posição de Urano em Áries, signo regido por Marte, que em Escorpião nos remete a necessidade mais que urgente de mudanças radicais nos nossos comportamentos, estes sim responsáveis por tudo que acontece nas nossas vidas, na sociedade e no planeta.
   Os trânsitos de Marte por Escorpião só nos lembram disto, traz para a luz o escuro das nossas ações, o que está por trás dos acontecimentos, sem máscaras, sem hipocrisias, cruamente. Nossa primeira atitude não pode ser culpar Marte em Escorpião, ele só marca um ciclo em que o que está escondido na caixinha do não politicamente correto vem a tona, na sua forma mais visceral e catastrófica, como se nos disse: Este é o mundo que criaram e ele está ruindo. Será necessário repensar valores, teorias e crenças.
   Se fosse o caso de “culpar” alguém pela destruição a nossa volta seria o posicionamento de Plutão, regente de Escorpião, em Capricórnio desde 2008, que vem pulverizando cidadelas intransponíveis de poder, sistemas econômicos baseados nos lucros amorais de poucos em prol da miséria absoluta de muitos, desmascarando cidadelas morais e religiosas, sistemas políticos falidos que potencializam reações de uma humanidade mais informada e consciente.
   Neste ciclo de Marte em Escorpião devemos observar vulcões em erupção, trazendo o obscuro do humano na sua maior sordidez, tratamento de choque para que quando ingressar em Sagitário, fazer trígono com Urano em Áries e Júpiter em Leão, possamos reformular as regras e leis que nos norteiam no convívio com nossos pares no planeta.
   Cientistas nos avisam que o planeta está passando por uma extinção em massa de espécies (Revista Science), e os responsáveis somos nós. Precisamos repensar nosso comportamento em relação a todas as coisas que nos cercam, e isto não é culpa de Marte, quer seja em Escorpião ou em qualquer outro signo, ele só aponta o ciclo universal que traz para a superfície o que colocamos embaixo do tapete, recusamos ver, e que quando colocados em xeque pelos acontecimentos preferimos encontrar um bode expiatório, um responsável. O velho hábito de terceirizar responsabilidades, delegar e não se comprometer. Só que em ciclo de Marte em Escorpião isto não é possível.
   Quem nasce com Marte em Escorpião é direto e visceral. Podem ser vistos como intratáveis e violentos, o que me faz lembrar da frase de Bertold Brecht: “ Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem”.
   Possuem enorme capacidade de regeneração e transformação. Misteriosos, fortes, dominadores e persuasivos. Precisam atentar para não se tornarem excessivamente individualistas e autoritários, simplesmente impor sua posição, embora tenham visão aprofundada, o que não justifica, anular ou não aceitar pessoas que estejam aquém das suas expectativas.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Sol em Leão


                       Sol em Leão

   Neste 22 de julho de 2014 o Sol ingressa em Leão as 18h41, signo que rege e onde está no seu domicílio.
   O Sol, a fagulha universal que nos define, energia vital e luz cósmica que nos move e diferencia, quando passa por Leão sinaliza a busca da individualidade e potencializa o auto respeito, caminho natural que deveria levar ao reconhecimento, direito do outro ser o que é, assim como tu és, pela luz que habita no outro assim como em ti. A falta da consciência gera conflitos, embates de egos, violência e arrogância extrema.
   Leão é o indivíduo que compõe o coletivo que se manifesta em Aquário. Quando o Sol em trânsito está em Leão a luz se dá em sua essência mais potente, brilha e aparece, no belo e no feio, no aceitável e no mais desprezível da natureza de todas as coisas, principalmente pelo encontro, neste ciclo, com Júpiter também em trânsito por Leão.
   Quem nasce com o Sol em Leão tem natureza expressiva e corajosa, reais e sem filtros, são luz em ação. Será necessário desenvolver os talentos para dar vasão positiva a esta exposição necessária e inevitável. Em via de regra possuem talento dramático, liderança que precisa ser lapidada para não serem autoritários e intransigentes.
   Neste período é de extrema necessidade o exercício da generosidade, qualidade que é inerente dos seres leoninos, doar para receber. Urano em Áries formando um quarteto  potente que junta a essecia da vida terrena (O Sol), a expansão, a manifestação, a as crenças (Júpiter) e o oculto nas emoções (Lilith) em um ciclo de Urano em Áries traz inevitável revolução nas atitudes, necessária, para os valores, crenças e métodos mudem, cumprindo ciclo evolutivo e inexorável, para que a evolução aconteça. As tragédias, grandes acidentes, guerras, convulsões sociais são sintomas que demonstram a falência das crenças, das relações humanas e estão nos obrigando a repensar, mudar sob pena da perda da tranquilidade, perceber que precisamos aprender a repartir as benesses das condições da vida neste planeta, porque a dor, o sofrimento, as carências e males já o são, de uma forma direta ou indireta, sem escapatória.
   Com a informação disseminada de forma global em tempo real, atingindo todos de forma imediata, não poupa ninguém dos acontecimentos, próximos ou do outro lado do planeta. Não dá mais para justificar com a ignorância dos fatos, se esconder das dores e sofrimentos que pensamos ser dos outros, da fome na África, dos abusos na Índia, do genocídio em Gaza, da corrupção dos governos, somos todos autores e vítimas, direta ou indiretamente, cientes ou negando através de fugas, doenças físicas e psicológicas.
   Em tempos de Sol, Lilith e Júpiter em Leão a possibilidade de ver a vida claramente, com foco no nosso ser divino, na importância que tem sermos nós mesmos e compor um coletivo uno e divisível, com cada um tendo a relevância própria de sua diferença na composição do todo maior, em movimento constante pelo novo que as diferenças nos trazem. Estímulo é o que somos uns para os outros, não inimigos ou concorrentes, podemos viver em paz e comungar da maravilha de estar neste planeta aprendendo, crescendo, evoluindo e cumprindo a lei universal do movimento constante, da lei física que diz que nada se perde e que tudo se transforma. Mudar é preciso senão saímos do giro da roda da vida, caímos, perdemos o sentido e sofremos.
   Sol, Júpiter, Urano e Lilith, e em 23 de dezembro de 2014, Saturno em Sagitário, completando a tríade do fogo: Áries (Urano), Leão (Júpiter) e Sagitário (Saturno). O Fogo tem um plano espiritual de fé e força, é importante que se possa expressar criar, experimentar, têm em comum a vitalidade, a espontaneidade, a alegria de viver e uma confiança infantil na vida. Para o Fogo tudo é um grande jogo onde o objetivo não é vencer, mas ter estilo. É o elemento da mudança, vontade e paixão. Contém dentro deles todas as formas de magia, pois a magia é o processo de mudança. A magia do Fogo pode ser assustadora, os resultados se manifestam de forma rápida e espetacular. O Fogo é primário e por isto muito ousado. Este é o reino da paixão, representam o fogo sagrado, a faísca de divindade que brilha dentro de nós e de todas as coisas vivas. Ele é, ao mesmo tempo, o mais físico e o mais espiritual dos elementos.

Lei também para saber em que área da sua vida estas energias se manifestam: http://www.pensandoceu.com.br/2013/04/leao-nas-casas-do-mapa-natal.html#.U862wvldUs8

Júpiter em Leão: http://www.pensandoceu.com.br/2014/07/jupiter-em-leao-nosso-medo-mais.html

Lilith em Leão: http://www.pensandoceu.com.br/2014/03/lilith-em-leao-desde-o-dia-04-de-marco.html#.U864kfldUs8

Urano em Áries: http://www.pensandoceu.com.br/2012/12/planetas-deuses-e-transitos-relacao.html#.U865U_ldUs8

Eixo Nodal Libra/Áries e Urano em Áries: http://www.pensandoceu.com.br/2014/05/eixo-nodal-em-libraaries-e-urano-e

segunda-feira, 21 de julho de 2014

A Roda da Fortuna


                     A Roda da Fortuna 
                                                       Martin Schulman
    Enquanto o homem experimenta altos e baixos, provações e adversidades, ele é sustentado por um raio de esperança que se dirige para a prosperidade final de seu destino. Quando o curso da vida está indo contra si, ele sabe interiormente que dias melhores virão. Durante esses dias melhores, quando ele experimenta mais alegria em si mesmo, talvez sinta que seus pensamentos, emoções e atividades o estão levando para mais perto da meta que é o desejo sincero de sua Alma.
   Além de suas necessidades momentâneas, todo homem possui dentro de si a estrutura de suas aspirações. É essa estrutura de ideais que lhe ensina a diferença entre o certo e o errado. Quando um homem sai dessa estrutura, perde seu senso de certo e errado; ficar nela torna mais fácil compreender que tudo o que leva aos ideais é certo e o que o desvia deles é errado. Assim, o conceito de certo e errado, para qualquer indivíduo, é muito menos um produto da moralidade da sociedade em que vive do que dos meios através dos quais ele pode reconhecer os ideais intangíveis que definiu para si mesmo como sendo o seu objetivo particular. Atingir esses ideais iria lhe proporcionar uma vida de alegria. Nenhum de nós é tão velho ou cansado para acreditar em contos de fadas ou na presença de Deus; para esperar pelo bem definitivo ou por algum sonho distante logo além do horizonte de nossa imaginação. É esse sentimento impalpável de esperança que dá ao homem não somente seu entusiasmo pela vida e seu desejo de alcançar além de suas presentes conquistas, como também uma poderosa fé no resultado otimista de seu destino futuro.
   Cada indivíduo sabe congenitamente que em algum lugar existe um "pote de ouro" esperando no fim de seu próprio arco-íris. Para alcançá-lo o homem está disposto a passar pelas tempestades da vida, das quais emerge como "o capitão de seu próprio navio". As provações e as experiências que ele atrai e suporta são apenas as ondas nos mares por ele navegados em direção à sua própria terra prometida. O domínio de um obstáculo no caminho para uma meta idealista o leva para mais perto da praia.
   Os momentos na vida em que um homem sente-se completamente tranqüilo são comparativamente poucos em relação ao tempo que gasta indo rumo às suas metas. Algumas vezes ele perde a direção e erra o caminho. Embora sempre, nos níveis mais profundos, esteja preservada a essência pura do ideal; que a alegria da vida está esperando, se ele estiver disposto a entrar em seu próprio navio.
   Para alguns, essa grande alegria pode depender de outra pessoa, ou talvez envolva a segurança do dinheiro; ou talvez seja uma revelação espiritual ou alguma coisa verdadeiramente esotérica. Para muitas pessoas pode ser algo bastante simples — como lhes ser permitido o tempo para apenas "ser".
   Obviamente, os ideais de alegria são numerosos e variados. É por essa razão que cada indivíduo possui espaço e escolhas suficientes para personalizar, em sua própria maneira única, aquele ideal particular que lhe traria o maior sentimento de alegria e satisfação.
   Um poeta escreveu: "Nenhum homem é uma ilha..." Assim, definir nossos maiores ideais não é um processo fácil. O homem enfrenta fatores fora e dentro de si mesmo antes que possa conhecer a combinação particular de circunstâncias que o levarão ao sincero desejo de sua Alma. O maior obstáculo que o homem encontra ao longo de seu caminho é a preservação da harmonia interior e exterior. A harmonia interior nos permite conhecer as metas e ideais que nos trarão felicidade — "o pote de ouro".
   Na linguagem astrológica, esse pote de ouro é conhecido como a Roda da Fortuna. É através da expressão desse ponto que nos sentimos mais à vontade e percebemos nosso próprio nicho na vida. A Roda da Fortuna é também o ponto através do qual nos sentimos enraizados no centro de nosso próprio ser.
   As metas e os ideais de uma vida podem às vezes levar a vida toda para serem alcançados. Para aqueles que são suficientemente afortunados para atingirem tal vibração dourada cedo ainda na vida, teria que ter havido muito esforço concentrado num espaço de tempo relativamente curto. Assim, está claro que a Roda da Fortuna trabalha melhor para um indivíduo depois da meia-idade do que durante sua juventude.
   Devido à sua natureza peculiar e à promessa de tanto bem que ela encerra, a Roda da Fortuna representa o lugar no horóscopo onde, dentro de si mesmo, o indivíduo sabe que não deve comprometer seus ideais. Ele luta não apenas com seus próprios conflitos, mas também com os das pessoas ao seu redor, a fim de experimentar interiormente e expressar exteriormente a beleza pura daquilo que ele sabe ser possível.
   O primeiro fator com que nos confrontamos ao longo desse caminho de idealismo é a compreensão de nossa natureza solar. Através do signo do Sol, precisamos aprender quem são eles, o que simbolizam e estabelecer uma vibração de identidade muito positiva, que fica em maior harmonia com tudo que nos foi dado pela vida. Uma pessoa precisa estar disposta a encarar as partes mais brilhantes dentro de si mesma, que na realidade são tão boas que quase não se acredita nelas. Uma pessoa precisa aprender a energizar essa graça até não haver mais dúvidas em se identificar com ela. Precisamos aceitar tudo o que o universo nos destinou, como uma das crianças muito especiais de Deus, enquanto, ao mesmo tempo, dominamos nossas partes menos importantes que dissipam a vitalidade e diminuem o brilho de nosso maior potencial. Através do signo do Sol precisamos saber quem somos, não em função do que os outros pensam ou dizem, mas, sim, através do quanto de nós mesmos pode ser conhecido. Temos pela frente a difícil tarefa de sermos tolerantes e, ao mesmo tempo, rigorosos conosco. Como uma planta que floresce, precisamos aprender a nos dirigirmos para os raios do Sol, mantendo-nos, ao mesmo tempo, firmemente enraizados no lugar que se tornará o centro do ser. Não podemos negar nossa própria força, precisamos reconhecer as fraquezas e permitir que a força lide com elas. Uma pessoa precisa aprender a irradiar tudo o que ela é, para que, enquanto houver crescimento, exista uma habilidade para refletir mais puramente a energia e a beleza de seu ser.
   Através do signo da Lua, o homem precisa enfrentar uma parte muito diferente de sua natureza. Aqui, aprendemos como reagir emocionalmente a todas as forças estimulantes da vida. Através de muita prática, desenvolvemos padrões de reação que se tornam os blocos construtores de atitudes. O homem encontra seus maiores testes lidando com as circunstâncias externas da vida. Conhecendo as estações ou as mudanças que fluem interiormente, precisamos conseguir alcançar e manter uma reflexão clara e precisa do ser, não somente através de nossos próprios olhos, mas através do feedback recebido dos outros. A elevação da consciência através da posição da Lua é, na verdade, uma tarefa muito difícil. Isso não significa que um indivíduo precisa exercitar o controle emocional, mas, sim, que precisamos alcançar a harmonia emocional. Freqüentemente essas duas coisas não são iguais. Controlar nossas emoções, levando em consideração os fatores desagradáveis fora de nós mesmos, é como usar um guarda-chuva; mas, ao mesmo tempo, tendo a possibilidade de escolher entre sol e chuva, gostaríamos que não chovesse. A verdadeira harmonia emocional vem do reconhecimento de que não podemos mudar o tempo, mas, certamente, podemos mudar a maneira de nos adaptarmos a ele. O salgueiro que verga na tempestade, enquanto suas folhas voam com os ventos que mudam, ergue-se novamente quando a tempestade se acalma, e brilha outra vez como uma das criações mais majestosas da natureza. Ao mesmo tempo, uma árvore frágil sempre é destruída pela tempestade. Os delicados galhos e folhas do salgueiro são muito parecidos com a natureza emocional do homem como é representada pela Lua. Embora os galhos e folhas se curvem a cada brisa, nós temos uma consciência aguçada de que sua sobrevivência depende de nossa habilidade para manter sua ligação ao tronco da árvore. Aqui, o tronco da árvore pode ser comparado ao signo do Sol, que é o centro de nosso objetivo.
   O signo do Sol representa os fatores que são a essência do indivíduo — uma dádiva —, que torna a pessoa singularmente única. Através do signo da Lua aprendemos como nos adaptarmos ao mundo que se transforma. A Lua é o depósito de hábitos aprendidos a fim de sobreviver. O homem mede suas forças com o mundo em que vive e tenta manter um equilíbrio entre as necessidades que nutrirão seu signo do Sol e aquelas que a sociedade lhe permite satisfazer num determinado momento. Através do signo da Lua ele considera as necessidades e as opiniões de outras pessoas, e, através das reações significativas a elas, sustenta a si mesmo e aos outros. O equilíbrio entre as emoções, sentido pela Lua, e as necessidades do Sol, e sua integração, formam uma nova percepção de ser que permite que um indivíduo experimente um objetivo único e dirigido na vida. A percepção de ser dá ao indivíduo a consciência dos ideais essenciais que estruturam a direção e o objetivo.
   Considerar o Sol e a Lua apenas como fatores que levam a um equilíbrio dentro do indivíduo significaria ignorar uma lei universal: a lei da tríade, ou dos três. Um par, em tudo na natureza, automaticamente provoca um desequilíbrio. Veja as extremidades opostas da gangorra, com um lado para cima e o outro para baixo. Situações positivas/negativas sempre existem quando apenas dois fatores são considerados. As coisas parecem se tornar certas ou erradas, pretas ou brancas, altas ou baixas, leste ou oeste, grandes ou pequenas, dominantes ou submissas, e a lista poderia continuar sem fim. É apenas quando a Lei de Três é considerada que a harmonia e o equilíbrio perfeitos são alcançados. É o ápice no topo da pirâmide, através do qual todo poder é concentrado; o suporte no centro da gangorra, no qual as extremidades opostas podem se equilibrar. O conceito de Deus, na maior parte do mundo ocidental, é apresentado sob a forma da Trindade. Os relacionamentos entre duas pessoas somente funcionam suavemente na presença do divino poder superior. Os dois lados de uma moeda não têm sentido sem o terceiro fator, da essência do significado do próprio dinheiro. Na Astrologia, a Lei de Três está presente em todo lugar. Cada signo do zodíaco está dividido em três partes ou decanatos. Existem trinta graus para cada signo — três vezes dez. Cada quadrante do zodíaco abrange três signos que representam as estações do ano. Existem três qualidades para os elementos: cardinal, fixa e mutável. O Grande Trígono, através do qual uma milagrosa proteção divina parece resplandecer e que sempre ajuda um indivíduo a se firmar, é simbolizado por três pontos. A ciência da Geometria, à qual a Astrologia está diretamente relacionada, permitiu que o homem construísse o triângulo físico que é a forma de arquitetura mais forte para uma construção.
   O Ascendente é o terceiro fator que equilibra os signos do Sol e da Lua. Todas as energias planetárias são sentidas e expressadas através do Ascendente. É aqui, particularmente, que a atração entre o Sol e a Lua será mais fortemente sentida. Aqui, desenvolvemos a personalidade que nos permitirá lidar confortavelmente com as necessidades e os sentimentos. As dificuldades experimentadas para lidar com circunstâncias externas geralmente forçam a maioria das pessoas a usar o Ascendente para harmonizar as energias da Lua às custas das energias do Sol. Assim, a personalidade desenvolvida no Ascendente é também usada como uma fachada mediadora para amenizar tudo que um indivíduo sente e tudo que acredita que os outros pensam que deveria sentir. Isso concentra muita atenção na Lua, mas, na verdade, diz muito pouco para as necessidades do signo do Sol.
   Quando se permite que a personalidade, simbolizada pelo Ascendente, e o ser emocional ou habitual, simbolizado pela Lua, dominem o Sol, nos defrontamos com uma situação na qual a base de uma pirâmide é vista como sendo mais importante do que o seu topo. A base existe para sustentar o topo, e não o inverso. A Bíblia diz: "E os construtores rejeitaram o cume." A essência foi ignorada e sacrificada por um nível inferior de ser.
   Para reajustar o equilíbrio, um indivíduo precisa se tornar mais consciente do poder de seu signo do Sol. Astrologicamente, o melhor caminho para fazê-lo é refazer o mapa natal, com o Sol no Ascendente ou mentalmente colocar o Sol nessa posição. Fazendo o Sol formar uma conjunção com o Ascendente, a personalidade do indivíduo se harmoniza com as necessidades do Sol. Assim, estamos aumentando a importância do Sol e não permitindo que a personalidade aja independente dele. Agora, ambos precisam atuar juntos em direção a um objetivo comum. Obviamente, isso muda a ênfase da Lua. Se o Ascendente está agora atuando como um resultado do Sol, e não é mais uma fachada para a Lua, então é a vez de a Lua cooperar com esse novo equilíbrio que representa a força e o potencial do indivíduo. Continuando com a analogia do salgueiro: se o tronco da árvore, o Sol, tiver sido transplantado para o Ascendente, então as folhas, a Lua e as necessidades emocionais, precisam se mover também, e na mesma medida. Não podemos partir nossa árvore em pedaços. Para que isso aconteça, movemos a Lua o mesmo número de graus, na mesma direção em que o Sol foi movido. Por exemplo: se o Sol estava em 15.º de Áries, a Lua em 15.° de Capricórnio e o Ascendente em 15.° de Câncer, imaginamos o Sol no grau do Ascendente e a Lua 90 graus atrás ou em 15.° de Áries. A relação de graus entre o Sol e a Lua não mudou — são os mesmos 90 graus. Entretanto, a posição do signo mudou. Mais um exemplo: o Sol em 12.° de Peixes, a Lua em 6.° de Aquário, o Ascendente em 25.° de Câncer. O Sol e a Lua estão separados por 36 graus. Se o Sol for visualizado no Ascendente, 25.º de Câncer, a Lua estaria 36 graus para trás ou em 19.° de Gêmeos. A nova posição da Lua — signo e grau — forma a Roda da Fortuna. No primeiro exemplo, a Roda estaria em 15.° de Áries e no segundo, em 19.° de Gêmeos.
   A Roda da Fortuna simboliza o lugar no horóscopo através do qual o Sol, a Lua e o Ascendente estão no melhor relacionamento harmonioso entre si e são facilmente expressos para maior benefício do indivíduo.
   A Roda da Fortuna, como o planeta Júpiter, promete abundância. Entretanto, num sentido mais amplo, abrange muito mais da natureza de um indivíduo do que qualquer planeta específico. Ela harmoniza o indivíduo ao meio ambiente no qual será mais natural ser bem-sucedido, e define para cada indivíduo onde será o seu conceito único e particular de sucesso. Ela também mostra a necessidade mais forte numa pessoa, ao definir a diretriz particular para a qual todo seu ser vibra.
   Em todo indivíduo existe um "ego" e um "ego" ideal. A maneira mais simples de definir o "ego" é dizer que ele é o que a pessoa pensa de si mesma. Estejam corretos ou não os pensamentos a respeito de si mesma, a maneira como ela os percebe se torna seu "ego".
   Ao mesmo tempo, seu "ego" ideal é formado pelos pensamentos que representam tudo o que ela gostaria de ser mas não é. Assim, o "ego" ideal é sempre muito mais do que o "ego" real, com relação aos nossos sonhos de satisfação. Como resultado, quando uma pessoa olha para si vê, ao mesmo tempo, seu "ego" ideal, ou tudo que gostaria de ser, e seu "ego" (o conhecimento de tudo o que ela verdadeiramente é). Freqüentemente, ela vê uma grande lacuna entre os dois. Essa lacuna lhe serve como motivação para atingir além do que está dentro de seu alcance atual.
   O próprio "ego" muda dia a dia, momento a momento, dependendo do que o indivíduo faz, do meio ambiente no qual se encontra, e do quanto se acha bem-sucedido — aos seus próprios olhos e aos dos outros. O "ego" ideal, entretanto, é mais como um ponto fixo na mente, no mundo e no destino de um indivíduo. Simboliza a parte de si mesmo que ele acredita que o realizaria — se pudesse alcançá-lo. Assim, o "ego" ideal representa alguma coisa pela qual o indivíduo está interiormente lutando para atingir e sua feliz realização pode ser alcançada ao encontrar a harmonia prometida pela Roda da Fortuna.


terça-feira, 15 de julho de 2014

Júpiter em Leão

                       Júpiter em Leão
   "Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida. É a nossa luz, não as nossas trevas, o que mais nos apavora.
   Nós nos perguntamos: Quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso e fabuloso? Na realidade, quem é você para não ser? Você é filho do Universo. Fazer-se pequeno não ajuda o mundo. Não há iluminação em encolher-se, para que os outros não se sintam inseguros quando estão perto de si.
   Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós. Não está apenas em um de nós: está em todos nós. E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. Conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, libera os outros." Nelson Mandela
   Estas palavras atribuídas ao grande líder sul-africano Madiba (apelido carinhoso de Nelson Mandela) me ocorrem quando Júpiter, planeta social que define uma geração, seu ciclo é de aproximadamente 12 anos em torno do zodíaco, + ou – 1 ano em cada signo, inicia seu ciclo por Leão neste 16 de julho de 2014.
   Júpiter em Leão ativa mais uma vez a necessidade de reconhecimento e busca de validação da nossa identidade.
   Ser visto, aceito e reconhecido é fundamental desde o primeiro minuto de vida, garante que teremos uma existência no mundo, que seremos aceitos, amados e protegidos.
   Chama-se esta necessidade de reconhecimento de significância ou simplesmente de atenção. Isto é evidente desde o nascimento, precisamos ser amados, cuidados e vistos pelos outros seres humanos, assim termos nossa a identidade validada, nos sentimos importantes, únicos, significativos e especiais.
   Quem nasce com Júpiter em Leão centraliza esta energia potencializada, podem ser criativos e autênticos, enfrentando as dúvidas e a vergonha, correm riscos e se expõem, honram a verdade de quem são, mesmo que isso ponha em risco o amor e a admiração daqueles a quem querem impressionar e agradar. Se expõem completamente, nus na sua autenticidade, transparentes na sua verdade interior.
   Se não desenvolvem o que acham suficiente, em alguma altura da vida, podem tentar ser o que não são, ficam refém da necessidade de impressionar, agradar ou pelo menos de não desagradar, criam um falso “eu” destinado a conquistar o amor dos outros em detrimento do próprio auto-respeito. Criam um ciclo vicioso, no qual quanto mais se desrespeitam mais dependem do que os outros os amem. Dependendo disto para sentirem-se dignos, procurando tornarem-se o que acham que esperam que sejam, abrindo mão de sua autenticidade e o auto-respeito. Vão buscar no exterior, nos outros o que acham que não conseguem por si próprios.
   Até 11 de agosto de 2015 Júpiter em trânsito pelo signo de Leão amplia e expande os egos, os embates pela vaidade e potencializa a arrogância e os excessos do poder e dos poderosos.    Manipulações e tendência a panos quentes em situações limites e preste a explodir.
   O trígono com Urano em Áries dará a esta experiência uma conotação revolucionária, as ações no coletivo e individuais passam por uma mudança substancial por total falência dos velhos métodos. A diplomacia terá um papel fundamental na reformulação das atitudes, será necessário controlar, adaptar e ceder em prol do entendimento e da manutenção da ordem política/econômica mundial. São tempos de progresso e evolução do animal que habita em nós, nunca a humanidade progrediu tanto e tão velozmente como nestes tempos, a natureza e os valores vão encontrar novas fórmulas de convivência, tolerância e sobrevivência neste planeta.
  Júpiter em Leão sinaliza evolução das identidades, potencializa as individualidades, da desmassificação dos indivíduos e o direito de cada um ser único, especial e socialmente integrado dentro das suas diferenças e direitos. Glamour, fama, divertimento, progresso e muito mais generosidade.
   Esta posição de Júpiter me faz lembrar a música de Caetano Veloso que diz que “gente é para brilhar não para morrer de fome” (Gente).   

terça-feira, 1 de julho de 2014

Vertex no Mapa Astrológico

             Vertex no Mapa Astrológico

   O Vertex no Mapa Astrológico foi descoberto pelo Americano Lorne Esuard Jokndro, segundo sua teoria todo o corpo na Terra tem um componente magnético e um componente electrostático. Sendo assim o Mapa Natal teria o Ascendente tradicional que é magnético e outro Ascendente eléctrico que é o Vertex. É analisado num Mapa Natal como se fosse um segundo Ascendente.
   O Ascendente tradicional, magnético seria usado voluntáriamente , quando a pessoa utiliza os potenciais do seu signo Ascendente. O Ascendente eléctrico, o Vertex, é involuntário e atrai experiências á pessoa independente da sua vontade ou razão,
   O Vertex aparece nos mapas individuais, entre as casa 4 e 10 e funciona quando interpretamos o Vertex de um mapa com um ponto ou planeta num Mapa de outro, como por exemplo, Vertex do primeiro Mapa em quadratura ao Vertex do segundo Mapa, ao Ascendente, aos Planetas, especialmente os Trans-saturninos, porque representam encontros importantes entre duas pessoas, de desenvolvimento mútuo, sendo a casa VII de grande importância também.
   O Anti Vertex , que é o ponto oposto, tem uma forte relação com a casa I, os Planetas em aspecto com o eixo Vertex-Anti Vertex são considerados de grande importância e quando se manifestam ocorrem de forma totalmente inconsciente .
Renzo Baldini, apresentou um estudo no Congresso de Barcelona, disse que o Vertex é o Ascendente da nossa personalidade inconsciente , a identidade da nossa alma. Explica que para calcular o Vertex  o Fundo do Céu é tomado como o Meio do Céu, acrescenta a possibilidade de encontros do destino estarem fortemente ligados ao Vertex.
   Nos relacionamentos amorosos, segundo os investigadores, a sensação é de reencontro, a atração é magnética, sexual e irresistivel. Neste ponto os padões normais de atração física, intelectual, social e espiritual de um parceiro pelo outro normalmente não combinam, como se tratasse de uma cobrança Kármica.
   Na primeira alegria do reencontro existe o registo de memórias de alguém amado num passado distante, no entanto existem sempre obstáculos para separá-los.
   Nas sinastrias, normalmente, analisamos a atração que se dá entre duas pessoas pela posição do Sol e Lua, Sol com Vênus, Sol com Urano, Sol com Plutão e Lua com Vênus, Lua com Urano, Lua com Netuno, Lua com Vênus, Vênus com Marte, Vênus com Urano, Vênus com Netuno e Vênus com Plutão. Segundo os pesquisadores podemos ter uma ideia, depois de verificarmos a sinastria de um casal, se trata-se de um forte encontro Kármico.
   No Vertex podemos investigar se os encontros vão durar ou não, pelo menos é o que concluem os poucos estudos existentes. Sendo assim, o Vertex deve ser interpretado como um segundo Ascendente e representa a identidade da nossa Alma.


Adapatado do texto de Rui Santos – Astrólogo Português