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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Ano Novo - Feliz 2015

                                     
             Ano Novo - Feliz 2015
   Desejo um Ano Novo cheio de atitude e iniciativa para todos nós, como exige o seu regente Marte, a partir de março de 2015. Com atenção especial a ética e as leis, pois Saturno em Sagitário, o braço pesado da lei, vai nos cobrar dívidas e ações ilegais, que por ventura tenhamos praticado. Um ótimo ano com respeito as normas de bom relacionamento, com nós mesmos e com os outros.
   Lembrar que o Sol brilha para todos da mesma forma, e que apagar a luz do outro não é possível, e que nesta tentativa acumulamos problemas e sempre terminamos enredados nas nossas próprias armadilhas. 
   Um maravilhoso 2015 com Júpiter em Leão até 11 de agosto de 2015, período propício a manifestação da nossa verdadeira natureza, sem máscaras ou dissimulações, o luxo e a razão de ser o que se é, sem necessidade de atropelar ninguém.
   Uma enorme gratidão e alegria pelo convívio que tivemos neste 2014! E que venha 2015 cheio de alegrias e evolução para toda a humanidade.
    

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O Mês de Capricórnio - Astrologia Cabalística

O Mês de Capricórnio - Astrologia Cabalística

                       Nome hebraico do mês: Tevet


Características:
O signo mais rígido de todos. Um bom capricorniano gosta de regras e de segui-las, é bem disciplinado, gosta de trabalhar (demais) e é muito fiel.
O grande problema do capricorniano é que ele normalmente não confia, em nada e ninguém, e muito menos em sistemas espirituais, por isso normalmente é muito difícil para ele se entregar a ideias “ilógicas” no trabalho espiritual, e quando o Capricorniano recusa a lidar de forma espiritual com qualquer situação, área da vida ou pessoa - o universo puxa o tapete debaixo de seus pés e ele tem que recomeçar do zero. Paradoxalmente o Capricorniano sabe intuitivamente que ele está “prestes a perder algo” e por isso tem a tendência de querer segurar próximo e forte o que é seu – o que só faz ele perder mais rápido ainda.
Capricórnio é um signo de terra, com uma forte conexão com o mundo material.  As pessoas nascidas neste mês possuem uma grande necessidade de segurança financeira.  Elas acreditam apenas no que os seus cinco sentidos lhes mostram e têm problemas de enxergar além das aparências.  Capricórnio representa a Coluna da Direita dos signos de terra, o que significa que sua energia interna é água.  Isso se traduz no caráter de ajudar e cuidar dos capricornianos.
Eles são orientados para a família e possuem fortes laços com o lar.  São ótimos cuidadores, que geralmente podem ter pouca fé na força da Luz, porque são facilmente controlados pelas forças físicas.  Eles temem o que o amanhã pode trazer e uma possível falta de fundos para sobreviver.  Esses temores impedem muitos capricornianos de se tornarem mais espirituais.
Os nascidos em Tevet são tradicionalmente confiáveis, responsáveis, se importam com os outros, são econômicos e pontuais.  Afinal de contas, tempo é dinheiro!  Eles dão ótimas pessoas de negócios, contadores, engenheiros, advogados e dão certo em qualquer posição disciplinadora, de guardas a treinadores militares.

Aspectos do mês:
O Livro da Formação, escrito por Abraão, o Patriarca, há mais de 4.000 anos atrás, revela que Saturno é responsável pelas distrações, doenças, morte, prisão, pobreza, desgraças, vergonha e muitos outros obstáculos que atormentam as nossas vidas.
Capricórnio é um dos três meses mais difíceis do ano, mas graças ao feriado de Chanuká, que se estende aos primeiros dois dias de Tevet, recebemos uma injeção da força da Luz que pode nos sustentar durante esse mês.

Fonte: http://www.kabbalahcentre.com.br


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O Mês de Sagitário - Astrologia Cabalística


    O Mês de Sagitário - Astrologia Cabalística - 

   O mês de Kislev/Sagitário é o nono mês/signo do calendário hebraico e é regido pelo planeta Júpiter, o símbolo planetário da abundância, boa sorte e boa fortuna. 
   As letras hebraicas que nos conectam com os aspectos espirituais do mês/signo são a Samech, que criou o signo de Sagitário, e a Guimel, que criou o planeta Júpiter. Em português, Samech significa encorajamento, sustento ou assistência. Guimel significa compartilhar. Juntas, elas sugerem um mês no qual encontramos segurança, bem-estar e esperança, se não nos permitirmos cair na complacência e na crença na própria retidão. De modo geral, este é um mês considerado extremamente positivo. Sagitário (em hebraico: Keshet) significa arco-íris, as sete cores básicas que contêm o espectro de luz visível. O Zohar nos diz que o arco-íris é a força que contrabalança o julgamento. Na Bíblia, ele apareceu no céu para sinalizar o fim do dilúvio de Noé, como um símbolo de esperança e novos começos.Sagitário é um signo de fogo, intimamente associado com o elemento ar.Isto significa que os sagitarianos são propelidos pelo fogo, como um foguete, por uma força que vem do fundo de seu espírito. Devido a esse fogo interior, os sagitarianos constantemente buscam desafios e riscos. Como veremos, essa qualidade audaciosa tem efeitos tanto bons quanto maus. Ainda crianças, os sagitarianos se distinguem do resto do grupo por constantemente buscarem por novos desafios. Esse comportamento aventureiro, se não for equilibrado por um bom julgamento, torna o sagitariano bastante irresponsável. Testar a si mesmos é a única coisa que lhes interessa. Eles chegarão a sair de seu caminho para tornar um teste em particular ainda mais difícil. Por exemplo, se sagitarianos têm uma prova, eles esperarão até o último minuto para estudar. Em vez de causar ansiedade, essa pressão adicional desperta o melhor deles. Os sagitarianos precisam sentir pressão para conseguir obter sucesso. A pressão os nutre. Sem ela, eles perdem o interesse muito rápido. Quando surge uma oportunidade de se aventurar, os sagitarianos correm para ela — quanto mais impossível a tarefa, maior o seu entusiasmo. Eles agarram todas as oportunidades de aparecer heroicamente, e se empenham constantemente em estender seus próprios limites. Os sagitarianos buscam o prazer praticamente a qualquer custo. Querem gratificação instantânea, e derivam o máximo dela arriscando-se e enfrentando seus temores. Por causa disso, seus pensamentos e suas ações não focam o objetivo em si, mas os meios para derivar o máximo de prazer da tarefa. Apesar de não terem intenções prejudiciais, eles estão preocupados em provar a si mesmos, e podem ser insensíveis às dúvidas e medos daqueles ao seu redor. É um ponto de honra para os sagitarianos superar qualquer desafio. E eles geralmente o fazem com uma certa exuberância alegre. Caso fracassem, porém, são perseguidos por culpa e revivem o evento diversas vezes.Os sagitarianos geralmente são inteligentes, ou pelo menos racionais. Eles focam o essencial. Adoram aprender coisas novas, mas não gostam de qualquer tipo de rigidez e tendem a procurar sua educação em ambientes não convencionais.
   Sagitarianos amam a liberdade, e não conseguem ficar num lugar por muito tempo. Preferem explorar novos horizontes, tanto físicos como intelectuais. Essa sede por viagens também se aplica a relacionamentos. Os sagitarianos precisam periodicamente "redescobrir" seus parceiros. Se eles sentem cair uma rotina sobre seu relacionamento, torna-se difícil, para eles, continuar. Os sagitarianos são intransigentes e extremamente críticos de seu próprio comportamento. Para seu crédito, sempre procuram pela culpa neles mesmos e imediatamente assumem total responsabilidade por suas ações e erros. Sagitarianos nunca colocam a culpa nos outros. Além disso, eles não guardam rancores, não ficam ressentidos, são rápidos em perdoar, e podem até ficar fixados em suas próprias inadequações e fracassos. Cada erro que os sagitarianos cometem fica gravado em suas memórias para referência futura. Apesar de orgulhosos demais para admiti-lo, os sagitarianos dão ouvidos à crítica. Eles aprendem com ela e a usam em seu Tikun, sua correção. Inclusive aprendem com os erros de seus amigos, e integram essas experiências em seu próprio desenvolvimento. Eles vêem tudo como uma oportunidade de aprender e progredir.
   De acordo com o Zohar, o arco-íris é um campo de energia que aparece cada vez que um decreto de destruição é emitido. Seu papel é impedir o desastre e ajudar a nos proteger. Para os sagitarianos, o sinal do arco-íris é o escudo do qual eles dependem. Sagitarianos experimentam milagres durante toda a sua vida. Na realidade, chegam a esperar por eles. Para os sagitarianos, existe sempre um "final feliz". A influência de Júpiter os convence de que tudo ficará bem no final. Embora a Cabala nos ensine que no final isso é verdade, os sagitarianos não devem permitir que seu otimismo se torne complacência e presunção. Eles não podem simplesmente depender de que a influência planetária os puxe por sua correção. Todo mundo tem trabalho a fazer.Os sagitarianos devem parar de enxergar cada desafio como uma oportunidade de diversão. Eles devem assumir o grande desafio espiritual de revelar a Luz. Para evitar a irresponsabilidade, precisam restringir seu comportamento aventureiro. Eles precisam aprender que tudo que eles procuram já existe, que a única meta verdadeira é fazer o bem e revelar a Luz. Como a Cabala nos diz que só são dadas a todos nós aquelas tarefas ou testes que já somos capazes de realizar, não podemos assumir nenhum crédito pela realização. Nós não somos a fonte; a Luz é a fonte.
   A correção de Sagitário é facilmente atingível, já que eles naturalmente se esforçam para progredir, aprender e controlar seus próprios destinos. Assim que são confrontados com um problema, buscam uma forma de resolvê-lo, aceitam o desconforto para estenderem a si mesmos, e é precisamente este o caminho para o auto-aprimoramento e a correção. 

Por: Rav. Philip Berg

Texto em homenagem a este blog sagitariano e a todos nós que nascemos sob sua influência.

Fonte: http://www.kabbalahcentre.com.br

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Marte em Aquário

                     Marte em Aquário

 de 04 de dezembro de 2014 até 12 de janeiro de 2015

   Marte em Aquário é a consciência do coletivo em ação, necessidade de integração e interação, do nós sem o qual não existe progresso nem sucesso possível. É o signo da pluralidade, das oportunidades que carrega a diversidade, o diferente, o múltiplo e infinito colocado em movimento em cada um de nós, pelo planeta da ação, da guerra, da sexualidade e do masculino.
   Neste ciclo estaremos abertos para novas ideias e reflexões. Ficamos mais lentos para realizar, escrever e falar deve ser uma boa alternativa, movimentos políticos e sociais, trocar ideias com grupos e amigos e iniciar ações coletivas. Estaremos abertos para outros pontos de vista, mesmo que com dificuldade de mudar de opinião.
   Marte em seu ciclo celeste representa a afirmação da vida, afirmação nem sempre ao se afirmar é sutil ou delicada. Sua beleza é bruta, selvagem e intempestiva, o que o excesso de civilização nos faz esquecer.
   Marte em Aquário é um chamado para a luta contra a inércia e acomodação do politicamente correto, o socialmente aceito, o possível e o impossível, determinado e limitador. Chama para as ações coletivas, fraternas e solidárias, partindo da premissa que somos pequenos frente a nossa grandeza, e de todas as possibilidades que ainda vamos desenvolver juntos e diferentes.
   A atitude de Marte em Aquário é libertária e revolucionária. Filósofos, cientistas, líderes políticos e espirituais apontam, avisam o que está se preparando. Não aceitamos e nem compreendemos pelo medo que se tem do diferente, pela tendência que todos os organismos vivos têm de expelir o que não reconhecem.
   Marte junto a Aquário foca as relações coletivas, os grupos e o movimento de evolução. Individualmente podemos nos conectar com esta poderosa energia de liberdade e inovação, sacudir nossas vidinhas acomodadas, mexer nas formas estéticas, nas estruturas, atitudes e eliminar preconceitos. Esta energia nos chama a ousar e romper com limites auto impostos. Criatividade, inovação, transgressão, alternativas revolucionárias e progressistas são legados deste posicionamento.
   Convívio, solidariedade, humanidade, liberdade e revolução são conceitos que descrevem este arquétipo da psique humana e que define este signo. Ser aquariano é não se contentar com o que está definido, é querer mudar, diferenciar para ver outras alternativas e possibilidades. Estabelecem relações desprendidas e não se conformam com limites e preconceitos. São os revolucionários regidos por Urano, já foram por Saturno, antes de Urano ser descoberto em 1781.
   Sua parte saturnina faz muitas vezes parecerem distantes e frios, aparentemente frequentando um universo paralelo, estão sempre com a inteligência ocupada em buscar saídas alternativas ou outra forma de fazer as coisas. Podem se tornar pessoas nervosas se não desenvolverem ideias que possam ter utilidade prática, rege o sistema nervoso e a eletricidade. Toda forma de tecnologia e de áreas que trabalhem com o simbólico são aquarianas, a Astrologia é uma delas.
   Estamos nos encaminhando para a Era de Aquário e a mente humana está passando por uma grande evolução, a nova inteligência e seus signos já estão entre nós, nos jovens, nos visionários e nas mudanças conceituais que a revolução tecnológica fez no nosso mundo. Estamos refazendo, reinventando formatos, reciclando para poder sobreviver no planeta e no movimento de evolução.
   Marte em Aquário é a consciência do coletivo em ação, necessidade de integração e interação, do nós sem o qual não existe progresso nem sucesso possível. É um posicionamento de pluralidade, das oportunidades que carregam a diversidade, o diferente, o múltiplo e infinito colocado em movimento em cada um de nós, pelo planeta associado a Áries que na mitologia grega é o deus da guerra, por isto se relaciona a força, a luta, a coragem e ao combate.
   Marte em Aquário e Urano em Áries, temos o que chamo de “duplo feitiço”, o planeta regente de Aquário é Urano e o de Áries é Marte, nos convocando a rompermos os nossos limites individuais, aceitar para promover mudanças através do maior acesso ao conhecimento, este sim revolucionário como Urano, com novos comportamentos frente ao coletivo, ao próximo e até a nós mesmos. Vamos descobrir que a frase “a união faz a força” faz todo o sentido.





segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Lua Negra/Lilith em Virgem

         Lua Negra/Lilith em Virgem

      De 27 de novembro de 2014 a 25 de agosto de 2015


  Devo lembrar de que a Lua Negra, em trânsito, não provoca absolutamente nada, nós que criamos. Na expectativa de que vai ter um trânsito, já esperamos algo, sintonizamos, abrimos canal, então realmente acontece, então fomos nós que tecemos.
   Com o Sol, Mercúrio e Vênus em Sagitário, Júpiter em Leão e Urano em Áries a Lua Negra em Virgem começando a se aproximar de uma oposição a Netuno em Peixes, que vai se dar em meados de 2015, achei oportuno falar do trânsito deste ponto de apogeu da órbita lunar projetado na eclíptica zodiacal.
   Os poderosos arquétipos do fogo, Áries/Leão/Sagitário, relacionados a vida, a noção de indentidade, e as leis que a regem o convívio dos humanos entre si e com o lugar que estamos, enfatiza as possibilidades transformadora da Lua Negra em Virgem, que pode mostra onde podemos deixar que a Totalidade fale dentro de nós, sem atravessar o “Eu” pelo caminho, sem erigir um muro formado pelo nosso ego. Ao mesmo tempo, ela não nos indica passividade, ao contrário, simboliza a firme vontade de nos manter abertos e confiantes, deixar que o Mundo Transcendental infiltre-se em nós, confiando inteiramente nas grandes Leis do Universo. Ao nos preparar para essa abertura, a Lua Negra reflete a criação de um vazio necessário.
   Em Virgem este muro pode ser nossas insatisfações do dia a dia e as formas como as conduzimos, com nossas atividades quotidianas, mesmo quando nos são confortáveis. Comportamentos evasivos ou infantis, geralmente muito preocupado com a saúde, procurando todo o tipo de terapia ou tratamento de que se ouve falar, mesmo sabendo que não precisa, é só precaução, afirma. Dificuldade com disciplina e perseverança, que faz desperdiçar talentos e realização de desejos, caso os tenha. Revela onde fazemos o que não gostamos, e não conseguimos fazer o que queremos de verdade.
  Segundo Carl G. Jung “uma palavra ou uma imagem é simbólica quando implica alguma coisa além de seu significado manifesto e imediato. Esta palavra ou esta imagem tem um aspecto inconsciente, mais amplo, que nunca é precisamente definido ou de todo explicado”. Lillith se encaixa perfeitamente nesta visão junguiana de complexa simbologia mística, onde o inconsciente é manifestado em todas as suas expressões.
  A imagem que me ocorre é um estádio de futebol colocado abaixo para se erguer um enorme salão de baile. Abaixo a competição, as tabelas de jogos, as torcidas, o fanatismo, as crenças limitadoras e o turbilhão da massa em fúria, para se construir a elevação do corpo e do espírito através da música, do prazer, da dança e dos movimentos sem coreógrafo ou padrões. Expressão pura do Ser/Eu em pares de dançarinos que se revezam ao longo da dança.
  A Lilith/Lua Negra simboliza a sombra citada por Jung, que muitos preferimos evitar, mas que é imprescindível para a integração da nossa personalidade, como forma de nos tornarmos adultos e assumirmos as escolhas que fizemos na vida. Com um quê de elevação e sentido pessoal.
  Em trânsito, a Lua Negra sempre nos indica alguma forma de castração ou frustração, frequentemente nos assuntos relacionados ao desejo, uma incapacidade da psique, ou uma inibição em geral. Por outro lado também aponta nossas áreas de autoquestionamento, na vida, no trabalho e em que acreditamos. Sua importância se dá pela oportunidade de abrir mão de algo.
  Neste período de Lua Negra/Lilith em Virgem podemos atuar na inversão do descaso, do permitido ao frágil, ignorante, inferior e enfrentar os nossos desejos, lutar com estratégia e disciplina para realizar nossos sonhos e aspirações mais profundas e inconfessáveis, até agora. Pode ser um bom período para “sair do armário”, como se diz popularmente, ou seja, assumir a sexualidade e todas as formas que temos prazer.
   Os que tem Lilith em Virgem podem ser pessoas ambíguas, carregam um infinito sentimento de inferioridade, que pode levar a se limitarem intelectualmente. Podem ter tendência a bipolaridade, oscilam entre a euforia descontrolada e a tristeza profunda. Seu desafio é estudar e se especializar principalmente em ciências biológicas, medicina, nutrição, enfermagem, veterinária etc. A partir daí vão descobrir suas capacidades ao servir a vida de forma meticulosa, realizando o desejo de perfeição de forma concreta, sem desculpas e desleixo. Precisam mudar o padrão energético através da alimentação. São grandes terapeutas. A isto chamo magia, habitat da Lilith, a arte de transmutar, transformar e evoluir.
  Das Liliths em Terra, Touro, Virgem e Capricórnio, está pode ser a mais violenta, o arquétipo da mãe devoradora.
  Vamos vivenciar um período que podemos definir que algumas coisas não devem mais se repetir, com a nossa sexualidade, nutrição, organização e métodos.

domingo, 30 de novembro de 2014

Aprofundamento Filosófico dos Mitos através do Mito do Rei Arthur


Aprofundamento Filosófico dos Mitos através do Mito do Rei Arthur


Links de textos do Pensando o Céu que abordam o universo mitológico na Astrologia:


   Por acreditar que não se compreende a linguagem da Astrologia sem transitar pelos diversos universos mitológicos da humanidade, disponibilizo este vídeo da palestra da profª Lucia Helena Galvão, diretora adjunta da Nova Acrópole, que muito contribui para se ingressar neste universo aliado íntimo da Astrologia.

Mitos e Características dos Signos - Parte I
http://www.pensandoceu.com.br/2013/06/mitos-e-caracteristicas-dos-signos.html#.VHtd3DHF8w8
Mitos e Características dos Signos Parte II
http://www.pensandoceu.com.br/2013/06/e-caracteristicas-dos-signos-parte-ii.html#.VHteBzHF8w8
Mitos e Características dos Signos - Parte III

http://www.pensandoceu.com.br/2013/06/mitos-e-caracteristicas-dos-signos_26.html#.VHt6QzHF8w8
Os 12 Trabalhos de Hércules

http://www.pensandoceu.com.br/2013/11/os12-trabalhos-de-herculesastrologia.html#.VHtaHDHF8w8
O trabalho de Áries 

http://www.pensandoceu.com.br/2013/11/aries-o-1-trabalho-de-hercules-captura.html
O trabalho de Touro
http://www.pensandoceu.com.br/2013/11/touro-o-2-trabalho-de-hercules-captura.html#.VHtagTHF8w8
O Trabalho de Gêmeos
http://www.pensandoceu.com.br/2013/11/gemeos-o-3-trabalho-de-hercules-os.html#.VHtayzHF8w8
O Trabalho de Câncer
http://www.pensandoceu.com.br/2013/11/o-4-trabalho-de-hercules-captura-da.html#.VHtbUzHF8w8
O Trabalho de Leão
http://www.pensandoceu.com.br/2013/11/5-trabalho-de-hercules-morte-do-leao-de.html#.VHtbsDHF8w8
O Trabalho de Virgem
http://www.pensandoceu.com.br/2013/11/o-6-trabalho-de-hercules-tomada-do.html
O Trabalho de Libra
http://www.pensandoceu.com.br/2013/11/o-7-trabalho-dehercules-captura-do.html#.VHtcdDHF8w8
O Trabalho de Escorpião
http://www.pensandoceu.com.br/2013/11/o-8-trabalho-de-hercules-destruicao-da.html#.V
Trabalho de Sagitário

sábado, 29 de novembro de 2014

Aniversário Pensando Céu - 2 anos

  Aniversário do Pensando o Céu!!!!!!!!!!!! 2 anos escrevendo sobre esta linguagem universal e milenar, com a pretensão de desmistificar para ampliar o acesso.
   Nossos espíritos sagitarianos, meu e do blog, se alegram com esta viagem que parece que contaminou muita gente, + ou - 20.000 mensais e nestes 2 anos 337.142 visualizações.
   Muito feliz e grata a todos que me acompanham e que dão sentido a este meu escrever, sobre este tema tão relevante para mim, e objeto dos meus estudos e pesquisas.  

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Lua em Capricórnio

              Lua em Capricórnio

   "Com o Sol chegando aos 03º de Sagitário: Um templo, no frontão do qual se lê uma inscrição. Diante do portal, uma mulher, aureolada como uma Madona, de cujas mãos se prolongam raios fluídicos, estende os bracos em um gesto de proteção sobre dois grupos, um de amigos, o outro de inimigos ameaçadores. Um homem sentado sobre um carneiro". (Símbolos Sabeus - Graus Simbólicos)“Cada grau do Zodíaco carrega um símbolo, e este símbolo revelará o significado de tudo o que se encontrar neste grau, seja um planeta, uma cúspide ou qualquer outro ponto abstrato” (Dane Rudhyar).
   A Lua estará em Capricórnio onde fará conjunção com Plutão e quadratura com Urano em Áries, a partir das 14:32 de 24/11, horário de Brasília, até às 17:23 do dia 26/11/2014.
  Em Capricórnio a Lua potencializa a sobriedade, ficamos mais severos e cientes de nossas responsabilidades, preocupados com o tempo e a realidade. Estimulados a realizar sem desperdícios de energia e recursos.
   Discutir e planejar a longo prazo, iniciar projetos que necessitem de persistência, paciência e disciplina, tudo nestes dias tende ser mais demorado do que o de costume.
   Capricórnio rege os dentes, cabelos, ossos, joelhos e cartilagens, o que pode proporcionar aparecimento ou agravamento de sintomas nestas partes do corpo, não é aconselhado cirurgias nestas áreas. 
   O aspecto com Urano trás dificuldade para lidar com o controle e obrigações de rotina, podem surgir explosões emocionais com amigos e familiares. As palavras ditas com excesso de franqueza acabam levando a atitudes rudes.
   A conjunção com Plutão estimula as emoções compulsivas e explosivas, medo de perder e de ser abandonado. Isto trás desejo de manipular, controlar e manter situações ou pessoas, mesmo que isto provoque fracasso, infelicidade e destruição. Estaremos extremamente passionais.
   As paixões intensas são próprias deste aspecto, ciúmes, problemas sexuais e intolerâncias surgem com muita força nestes períodos.
   Os relacionamentos limitadores, que escravizam e oprimem, podem ser rompidos e surgir necessidade de confrontar emoções e sentimentos.
   Ampliar limites, viabilizar possibilidades, rever as estruturas que construímos para nos sustentar e que muitas vezes se transformam em muros cerceadores da nossa liberdade de escolha, nos aprisionam em nossos conceitos, preconceitos e pretensas necessidades.

sábado, 15 de novembro de 2014

Ascendente da Revolução Solar nas 12 Casas do Mapa Natal

   Ascendente da Revolução Solar 

      nas 12 Casas do Mapa Natal


Ascendente na I Casa do mapa natal – Anuncia sempre um livre-arbítrio muito acentuado, que permite ao sujeito realizar, durante o ano vindouro, várias possibilidades indicadas na carta natal. Evidentemente, essa realização depende inteiramente da vontade do sujeito. O conjunto da Revolução Solar – a Casa em que se encontra o planeta que governa o Ascendente, seus aspectos e outras configurações – revela o domínio no qual se baseará a ação do nativo. Quando os planetas se encontram na I Casa parecem diminuir o livre-arbítrio e devem por conseguinte ser examinados de maneira atenta, já que significam também a ação pessoal e suas modalidades, o sentido, as qualidades e os defeitos dessa ação. Um planeta na I Casa não estando em conjunção com a cúspide do Ascendente, prenuncia que o nativo sofre seus efeitos sem provocá-los, ao passo que estando em conjunção com o Ascendente indica geralmente que os efeitos anunciados pelo planeta serão desencadeados pela própria atividade do nativo. A conjunção do Ascendente com o regente da VII Casa é frequentemente encontrada nos anos de casamento.
É possível supor que essa regra continue válida sempre e não somente quando o Ascendente anual se encontra na I Casa natal. Por exemplo, Urano em conjunção com o Ascendente da Revolução Solar prenuncia muitas vezes um acidente ou algum acontecimento brusco, cuja falta deve ser atribuída ao sujeito; por outro lado, na I Casa, sem estar em conjunção com a cúspide do Ascendente, esse planeta indicará a mesma coisa, sem que o sujeito seja a causa.
Acrescentaremos aqui que o Ascendente anual estava na I Casa natal da Revolução Solar de H. P. Blavatsky no dia 11 de agosto de 1878, correspondente à sua partida dos Estados Unidos para a índia, que ocorreu em 18 de novembro daquele ano. Como o regente do Ascendente está em conjunção com Júpiter — um dos dois regentes da IX Casa, enquanto o segundo regente da IX Casa, Netuno, está na X, este tema é característico de uma mudança de vida promovida por uma viagem.

Ascendente anual na II Casa do mapa natal — Anuncia que o interesse principal do ano se situa nos ganhos e nas finanças e essa questão deve ser examinada antes de todas as outras. Se o conjunto dos fatores astrológicos é benéfico, é possível tratar-se de uma realização importante nos negócios, mas se a II Casa está ocupada por fatores tensos, as preocupações financeiras, os aborrecimentos ligados a dinheiro e até mesmo as perdas pecuniárias serão potencializadas. Tudo depende do grau da aflição.

Ascendente anual na III Casa do mapa natal – Enfatiza a importância do meio e pressagia que o principal acontecimento do ano dirá respeito aos irmãos do nativo ou a sua comunicação (ou ainda os trabalhos do espírito ou os escritos) compõem o ambiente do ano e concentram toda a atenção. Trata-se da orientação da Revolução Solar de H. P. Blavatsky. Essa orientação pode, à primeira vista, surpreender, mas os nove meses que separam o momento do aniversário do momento da morte foram inteiramente dedicados ao trabalho literário, não somente sobre A Doutrina Secreta, que ficou inacabada, mas também em função de vários artigos e da redação. Esse trabalho absorvia todos os seus pensamentos e forma - ousarei expressar-me assim - o "clima" no qual H. P. Blavatsky viveu durante o último ano de sua vida.
Trata-se, em suma, da sobreposição das questões de família ou dos escritos, visitas, deslocamentos e vizinhança. Se a V Casa da Revolução Solar é importante e as questões de ordem sentimental desempenham um papel preponderante, tal sobreposição diz respeito às coisas relativas ao sexo oposto, pois a III Casa é a Casa dos amantes.


Ascendente anual na IV Casa do mapa natal – Corresponde frequentemente a uma mudança de residência, à realização de um projeto ou ao final de um empreendimento, muitas vezes um acontecimento relativo aos pais, ao meio ou ao lar do nativo. Psicologicamente, trata-se do signo do desejo de estabilização, de segurança material e moral, de restabelecimento de um lar (caso o sujeito não o tenha) e de garantias para o futuro. Com uma carta afligida, trata-se de uma orientação bastante perigosa; numerosas foram as pessoas sob esta configuração, enviadas aos campos de concentração ou aos lugares de residência vigiada, nos tristes anos de 1939 a 1944. O estudo aprofundado da Revolução Solar revelará, em cada caso, em que sentido da IV Casa a interpretação deverá ser feita. 
Observemos que é frequente se encontrar o Ascendente na IV Casa natal nas Revoluções Solares que correspondem aos anos da morte. Essa é, por exemplo, a orientação da Revolução Solar de Balzac de 20 de maio de 1850.2 Aqui, evidentemente, “o final”, que é uma das significações principais da IV Casa, age no sentido do final da existência.


Ascendente anual na V Casa do mapa natal – Anuncia que o principal acontecimento do ano dirá respeito ao amor ou às crianças e, por vezes também à instrução técnica e corresponde sempre a uma evolução importante das relações com o ambiente íntimo ou a mudanças nele. Trata-se de uma sobreposição geralmente feliz, caso não haja grandes aflições e é frequentemente encontrada nos anos de noivado ou de nascimento de crianças, sobretudo nos horóscopos femininos. Às vezes, essa posição estimula o lado especulativo desta Casa, fato que pode resultar em uma Revolução Solar desfavorável, em perdas no jogo ou nas operações financeiras especulativas; mas esse sentido da V Casa só pode ser considerado caso o tema mostre uma ligação entre a V e a II ou VIII Casas, por exemplo pela presença do regente da V na II, ou vice-versa, e caso os planetas acentuem as questões financeiras. Sem essas condições, tal sobreposição diz respeito às ligações ou às crianças, à influência de outrem, às boas relações, assim como às coisas amáveis, aos prazeres, convites e festas. Entre os artistas, é geralmente o indicador de um ano de êxitos ou de progressos, pois a V Casa governa as artes em geral e o teatro em particular.
Evidentemente, os planetas permitem dizer, em cada caso específico, em que sentido agirá a Casa natal em que se encontra o Ascendente anual. Assim, por exemplo, o Ascendente da Revolução Solar com Urano na V Casa natal de um tema feminino implica quase sempre um aborto: a natureza destrutiva de Urano, agindo sobre a V Casa, produz a destruição prematura (cirúrgica ou não, provocada ou acidental) do embrião. O conjunto do tema -as relações entre a V Casa, de um lado, e as VI, VIII e XII Casas, de outro –, e as aflições dos Luminares, Sol e Lua, e do regente do Ascendente permitem precisar, em cada caso específico, o perigo corrido pela nativa ou a repercussão do aborto sobre a saúde.


Ascendente anual na VI Casa do mapa natal – E geralmente um mau presságio para a saúde, assim como para os problemas domésticos. Contudo, é possível que, se a Revolução Solar for boa, nenhuma doença se produza; ainda assim, o organismo mostrará uma tendência para o enfraquecimento, para a falta de vitalidade, e as fadigas serão numerosas. Se a VI Casa da Revolução Solar estiver ligada desfavoravelmente à X, será necessário considerar esta Casa no sentido de aborrecimentos e de dificuldades profissionais, pois, de modo geral, ela se refere aos encargos e às obrigações (e até mesmo às servidões) e exprime com frequência a ideia de uma atividade sem alegria e sem animação, um pouco fastidiosa e cansativa.


Ascendente anual na VII Casa do mapa natal – Ressaltará sempre a natureza desta Casa. Se as indicações são favoráveis, tal posição do Ascendente levará ao casamento ou a uma associação; afligida, essa configuração corresponde a um processo ou a aborrecimentos provenientes dos associados ou do cônjuge e ao insucesso na vida social; caso o Ascendente da Revolução Solar esteja em oposição ao Ascendente natal, haverá a presença de perturbações na saúde, doenças, acidentes, operações etc... Essa sobreposição é frequentemente encontrada nas Revoluções que abrem os anos de divórcio ou de separação dos cônjuges. É possível dizer que, na maioria dos casos, todo arco da cúspide da VI Casa até o final da VIII Casa indica acontecimentos que vão requerer muita cautela e discernimento. 
Entre os políticos, essa orientação do céu faz sobressair a ação social (como é o caso da Revolução Solar de Mussolini ao comandar a marcha sobre Roma).

Ascendente anual na VIII Casa natal – É frequentemente encontrado nos anos em que se verifica uma morte, quer na família, quer no ambiente de convívio do nativo. Se a Revolução Solar está afligida e as direções simbólicas e o Horóscopo Progredido contêm o perigo de morte, essa ameaça diz respeito diretamente ao sujeito. Essa é a posição do Ascendente da Revolução Solar que precedeu a execução de Robespierre. Mas, mesmo que o perigo direto não exista, não se trata de um bom índice do ponto de vista da saúde, já que essa posição do Ascendente da Revolução Solar expõe o sujeito, durante todo o ano, a um estado de fraqueza geral, de apatia e de lassidão incomuns, bem como à falta ou diminuição de vontade, a uma aceitação indiferente em termos de suas ocupações e obrigações e a inquietações em relação à saúde e à vida, no decorrer ou por causa de uma doença ou de um acidente. Trata-se do indicador mais seguro das fadigas e das depressões momentâneas, que podem chegar até a síncopes. O envelhecimento e o desgaste do organismo são particularmente sentidos durante os anos marcados por essa orientação do Ascendente. Se o nativo está doente, essa sobreposição prenuncia os riscos advindos de cuidados, tratamentos ou medicamentos inadequados e, por conseguinte, perigosos. Se, por último, o regente da VIII Casa ou do Ascendente se encontra na XI, ou se existem relações desarmônicas entre os regentes dessas Casas da Revolução é oportuno aconselhar uma mudança de médico (que, nos temas dos doentes é representado pela XI Casa, a do protetor).
Por outro lado, se a VIII Casa está vantajosamente condicionada, tanto no tema natal quanto na Revolução Solar, tal fato diz respeito às coisas relativas a entradas de dinheiro, legados, rendas, pensões, pagamentos, dote do cônjuge, heranças, bens imprevistos etc. Neste caso, a Revolução Solar pode realmente anunciar um acontecimento feliz de qualquer espécie no decorrer do ano. Do ponto de vista psíquico, o Ascendente anual na VIII Casa parece indicar espiritualidade e remeter ao oculto.


Ascendente anual na IX Casa do mapa natal – Indica uma viagem importante durante o ano vindouro. Os planetas decidem se ela ocorrerá ou não. Sendo altamente filosófica, esta Casa é muito favorável aos estudos elevados e marca geralmente uma evolução das concepções ou um desenvolvimento intelectual acelerado. Afligida, pode indicar concepções religiosas e filosóficas errôneas ou o fanatismo. Em geral, essa posição do Ascendente deveria ser considerada favorável entre magistrados, advogados e todas as outras pessoas cuja profissão corresponda à natureza da IX Casa. De qualquer maneira, a importância de uma das significações é sempre ressaltada durante o ano vindouro. Como exemplo dessa orientação, citamos a Revolução Solar de Stálin do dia 2 de janeiro de 1941, correspondente à guerra russo alemã ou, em outras palavras, ao ataque pelo estrangeiro. Terrivelmente afligida por Marte, astro da guerra, na I Casa, essa carta anual tem o Ascendente na IX Casa natal no signo marciano de Escorpião, em oposição exata a Netuno natal.


Ascendente anual no Meio-do-Céu do mapa natal — Prenuncia mudanças de situação, possibilidades e oportunidades novas, ou realizações longamente aguardadas etc. Mas, como o Ascendente anual simboliza a ação pessoal, essa mudança de situação, essas possibilidades ou realizações dependem sobretudo da atividade do nativo e de sua energia. Ele será a causa principal de seu bom ou mau destino, segundo as indicações gerais da Revolução Solar. A Revolução Solar de Gambetta do dia 2 de abril de 1870 correspondente a um dos anos mais fecundos de seu destino, tinha essa orientação do Ascendente, como também a tinha a de H. P. Blavatsky de 1877, que levou à sua naturalização americana no início de 1878.
Se, ao mesmo tempo, o Meio-do-Céu anual está em conjunção com a cúspide da VII Casa natal (o que ocorre muitas vezes, exceto nos temas das pessoas nascidas ao norte do paralelo 52), essa mudança de situação será acompanhada por mudanças no meio ambiente. Essa configuração é frequentemente encontrada nas Revoluções Solares de casamento, divórcio e associação.

Ascendente anual na XI Casa do mapa natal — Situa sempre as amizades em lugar central. Se os fatores horoscópicos são favoráveis, esse será o ano das novas amizades, da ajuda proveniente dos amigos, de novos projetos cuja realização dependerá mais ou menos dos amigos ou dos conhecidos ou ainda da realização dos desejos ou esperanças, em nada dependente da vontade do sujeito. Afligida, essa posição anuncia complicações, aborrecimentos, dificuldades e traições advindos dos amigos e, às vezes, indica até mesmo rupturas.

Ascendente anual na XII Casa do mapa natal — É uma posição que requer atenção, pode anunciar um ano de provações, de manifestação ou agravamento das doenças crônicas. Nos horóscopos dos ocultistas, essa posição pode favorecer os estudos e as experiências ocultas.
Como a XII é a Casa dos inimigos secretos, tal sobreposição pode levar a denúncias falsas, armadilhas de todos os tipos, confusões etc. Se o Ascendente anual se coloca ainda na XI Casa natal, mas em conjunção com a cúspide da XII, é preciso temer ações desleais por parte de um amigo que, na realidade, não passa de um inimigo disfarçado e hipócrita. As acusações judiciais são frequentes sob esta configuração.
Se a presença do Ascendente anual na XII Casa natal anuncia um ano de provações, é impossível catalogar de antemão todos os acontecimentos que essa sobreposição pode provocar. Minha experiência pessoal permite somente dizer que a saúde sempre sofrerá com ela, ainda que o acontecimento principal seja o de falsas acusações, de uma prisão ou de uma queda moral. Por último, essa posição do Ascendente anual pede maiores cuidados e preocupações no decorrer do ano.

Essas são as indicações gerais dadas pela orientação do tema anual. Em cada caso particular, será encontrada sempre a natureza da Casa natal em que está o Ascendente da Revolução Solar, mas somente o exame cuidadoso de todos os fatores astrológicos permitirá a determinação do sentido no qual a Casa que se eleva deverá ser considerada.



  Baseado em "A Técnica das Revoluções Solares" -  VOLGUINE, A

                                         

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Lua Cheia em Touro


             Lua Cheia em Touro

   A Lua estará Cheia a partir das 20h24, horário de Brasília, desta quinta-feira em Touro ativando o eixo Fixo de Terra e Água,Touro/Escorpião, o eixo da posse, do apego, da dificuldade de soltar e deixar ir.
Na fase Cheia a face visível da Lua é totalmente iluminada pelo Sol e reflete esta luz para a Terra. Nas 48 horas anteriores é possível ver a Lua nascendo a Leste e o Sol se pondo a Oeste, alinhados, formando uma força gravitacional que provoca a maré cheia, nos oceanos e também em nós que somos predominantemente água.
   Na Lua Cheia aparecem os resultados do que foi iniciado na fase Nova. Se tivermos desenvolvido ações positivas e de crescimento e as etapas tiverem sido superadas na fase Crescente, a Cheia trará realização e satisfação, caso contrário poderá gerar ansiedade. A Lua Cheia é um trasbordamento de emoções, podemos abandonar situações que se mostram incapazes de nos trazerem coisas positivas, abrir espaço para o novo. O ciclo chegou ao seu ápice, o que estava sendo gerado chegou à maturidade e os resultados ficam aparentes.
   A fase Cheia é ativa e integradora, trás consciência, necessidade de compartilhar e cooperação.
Em Touro, desde 05/11, fará oposição ao Sol, Vênus e Saturno em Escorpião, visão das profundezas, polarizando os escuros do inconsciente a realidade, o que é tarefa e o que é funcionamento. Aprimoramento das ações através de uma grande noção de realismo e pragmatismo.
   Energia que estará no ar até o dia 07 de novembro as 22h46 quando ingressa em Gêmeos, signo de Ar que vai oxigenar as emoções e o raciocínio, nos ajudando a pôr em prática decisões difíceis mas necessárias, que vem ao longo da lunação que iniciou na Lua Nova em 23/10 em Escorpião, sinalizando e esbarrando em nossas resistências e medos.Tudo fica claro e plausível, vemos com clareza, o que proporciona oportunidade de se pôr em prática, mesmo com dificuldades, e até com dor, extirpando como se estivesse arrancando ervas daninhas que impedem o cultivo e germinação de novos projetos, novos amore, novos objetivos e nova vibração emocional e material.
   Esta Lua é associada à abundância e a realização dos desejos mais difíceis, sua energia é ampliada devido a sua força magnética, podem ocorrer purificações e alterações emocionais nas pessoas. Se reunir para potencializar esta energia de cura para dores profundas, transformá-las em amor, prosperidade, alegria e paz.
   Na mitologia Celta é associada ao contato com o reino encantado dos seres da natureza, se invocam as rainhas das fadas, que levam seus adoradores a viagens reais e imaginárias as terras dos pequenos povos. Para agradar as fadas, os Celtas cultivam perto das casas suas plantas favoritas: violetas, calêndulas, prímulas e verbenas, oferecem cristais nas clareiras onde os círculos de cogumelos indicam sua presença.

sábado, 1 de novembro de 2014

Repensando o Eixo Nodal

 Repensando o Eixo Nodal Libra/Áries

                             Um pensar astrológico

   Inspirada no Sol em Escorpião e a Lua em Peixes revisito o Eixo Nodal, segundo Dane Rudhyar em Astrologia da Personalidade: “No Nodo Norte é onde a vida está sendo absorvida, a substância da experiência está sendo ingerida e reduzida a material assimilável. No Nodo Sul assimilamos os conteúdos da vida, automaticamente, sem esforço, e eliminamos o refugo.”
   De 18/02/2014 até 10/10/2015 o Nodo Norte em Libra e o Nodo Sul em Áries, o desafio da humanidade, através das indicações do Eixo Nodal, define os inícios e o fogo primordial indo de encontro ao outro, daí encontrando o compartilhar, interagir, conectar, refletir, cooperar e acrescentar.
   Estando o Nodo Sul no mesmo signo do trânsito de Urano, também em Áries, impondo uma revolução necessária nas atitudes para acompanhar o novo ciclo que está se desenhando desde 11 de março de 2011 até 15 de maio de 2018, necessariamente mais fraterno, equilibrando forças opostas e complementares, para que se consiga cooperar e se responsabilizar, fazendo alianças onde cada um participe com o que tem de melhor, definido por talentos e particularidades das infinitas identidades.
   Viemos enfatizando a independência através da afirmação das personalidades e da agressividade, neste ciclo, que vai até 10 de outubro de 2015, precisamos abrir mão deste individualismo e exercitar a compreensão e o companheirismo, naquilo que nos une enquanto humanos no aqui e no agora, o momento histórico e o ciclo do nosso planeta inserido no ciclo Universal. Vale lembrar que contamos com a participação da Lilith em Leão desde 04 de Março até 27 de Novembro de 2014.
  Precisamos buscar o equilíbrio, a diplomacia, domar nossos instintos primários, repensar os critérios de convívio e como nos aliamos uns aos outros. Rever leis e principalmente as instituições que criamos para regular o nosso convívio neste planeta.
   Devo lembrar que o Eixo Nodal em 11/10/2015 passará a se localizar no eixo Virgem/Peixes, eixo da evolução espiritual e de todas as iniciações. Mas isto é assunto para mais além.


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Júpiter em Leão quadratura Saturno em Escorpião


Júpiter em Leão quadratura Saturno em Escorpião

   Desde 05 de setembro até 04 de dezembro de 2014, Júpiter em Leão que vem ativando a necessidade de reconhecimento e a validação das identidades estará em aspecto de tensão manifesta no emocional, quadratura 45° numa orbe de 5°, com Saturno em Escorpião, que nos indica a necessidade de reflexão sobre as responsabilidades, opiniões e posturas que assumimos e que não são coerentes com nossa essência e realidade.
  Durante este trânsito devemos fazer ajustes em nossa vida, afastando-se de pessoas ou circunstâncias que não nos trazem nenhum bem. Devemos alterar padrões de comportamento ou moralidade que considerarmos inadequados, além de realinhar nossas concepções de dever e responsabilidade, tornando-as mais de acordo com a realidade. Nesse processo, talvez se viva uma certa tensão, nos sentir um pouco desorientados, sem saber se vai em frente ou retrocede, se expande ou restringe.
  Melhor será agir por conta própria, os conselhos serão de pouca valia, a menos que consiga fazer uma seleção muito cuidadosa. A questão aqui é crescer e avançar em certas áreas e, ao mesmo tempo, retroceder em outras. Não teremos condições de levar tudo adiante, por mais que assim se prefira.    Devemos ver em que casa (área) do nosso mapa natal se dá este aspecto para podermos precisar onde avançar e onde retroceder.
Este período se faz acompanhar de inquietude e incerteza. Saberemos claramente que algo está errado, mas não saberemos o quê. A melhor reação é não se apressar. Geralmente se aconselha tomar decisão mais fundamentada em fatos, portanto não devemos nos precipitar.
   Nos negócios e questões profissionais, o momento pode ser crítico, embora não necessariamente mau. Isso simplesmente significa que tudo que se fizer terá efeitos importantes mais a frente, mais que as ações costumeiras. Por isso, devemos ter paciência para encontrar a melhor solução para qualquer problema que apareça.
   Podemos mudar de emprego ou de direção ao longo deste trânsito, por uma melhor proposta ou mudar a trajetória da vida em busca de realização e mais prazer. As mudanças costumam ser benéficas sob esta influência. No geral, devemos aproveitar qualquer oportunidade que nos permita ampliar o raio de ação e libertar-nos das limitações que a vêm nos atingindo. A questão está em fazer de um modo não destrutivo.  

domingo, 26 de outubro de 2014

Marte em Capricórnio

                 Marte em Capricórnio

   Plutão terá a companhia de Marte o planeta da ação em Capricórnio, desde 26 de outubro a 04 de dezembro de 2014 e estarão em conjunção de 03 até 18 de novembro.
   Capricórnio nos fala de responsabilidade, compromisso, persistência e materialização, Marte em trânsito por este arquétipo ativa estas qualidades, mas também a sua sombra, teimosia, intransigência, materialismo e mau humor. Fazendo conjunção com Plutão, ativa e traz a possibilidade de fazermos mudanças profundas nas nossas atitudes, o que faz mudar a realidade a nossa volta, que nada mais é do que o resultado de nossos pensamentos, atitudes e formas de encaminhar e escolher.
    Em vez de esperarmos que nos digam como será, devemos tomar em nossas mãos a responsabilidade de viabilizar o que realmente queremos que aconteça, não há melhor momento do que este para decidir, projetar, planejar e concretizar.
  Quem tem Marte em Capricórnio no mapa natal é definido como alguém persistente, determinado e resistente. Pessoas focadas e de energia concentrada em metas e objetivos. Possuem grande capacidade de realização, mas devem delegar para não se sobrecarregar, terem desgastes maiores que o necessário, porque no final da vida, ou até mesmo antes, sofrerem de problemas crônicos de coluna vertebral, articulações, quedas de cabelos e problemas de pele. O enrijecimento do corpo provocado por atitudes intransigentes, deve ser evitado a todo custo, por isto é aconselhado exercícios físicos como a Ioga e o Pilates, aliados a uma performance mais relaxada e menos intransigente. A palavra de ordem é usar esta qualidade maravilhosa de realização e construção, sem esquecer que a vida é mais do que realizar, é também ser, compartilhar e usufruir.
   Sua expressão sexual é firme e sólida, mas deve cuidar para não ser puritano e controlar em demasia seus impulsos pelos limites impostos pela moral vigente, muitas vezes só se preocupando com as aparências. Quem possui esse posicionamento dificilmente irá se expressar através de erotismo irracional ou passional.
   Os tempos de Marte em Capricórnio tem uma energia de concretização e construção, devemos arregaçar as mangas e colocar a mão na massa, na busca daquilo que queremos, com disciplina e objetividade.
   Nos dias em que Marte estará conjunto com Plutão, de 03 a 18 de novembro de 2014, teremos a nossa disposição uma ação potencializada pela contundência da energia de Plutão, aliada a força e a penetração de Marte, serão dias de grande poder para firmarmos metas, resolver problemas em projetos e até redefinir nossas vidas, mudar de rumo e desenhar uma nova caminhada em busca da nossa realização neste plano da matéria. Capricórnio é o signo relacionado ao papel que viemos desempenhar nesta vida, nosso legado e participação no momento histórico que nos coube vivenciar, Marte conjunto com Plutão em Capricórnio nos motiva a sair da zona de conforto e tomar uma atitude em prol da nossa satisfação, realizando sonhos, cumprindo objetivos e metas.
   No coletivo esta conjunção estará em sextil, aspecto harmônico 30°, com Saturno em Escorpião, planeta regente de Capricórnio, podendo gerar alguns desconforto dentro das instituições públicas e privadas. Vazamento de más gestões com prejuízos e perdas financeiras consideráveis. Aqueles que não se aventuraram em especulações podem ficar tranquilos, mas quem apostou em projetos sem bases sólidas podem ficar bem preocupados. Serão dias de descobertas nada agradáveis, pessoas que aparentemente eram de confiança podem nos surpreender negativamente. Esta energia revela o escuro, trás para o visível o que a muito tempo estava escondido, caem a máscaras e a realidade aparece.
   E viva a realidade nua e crua, sem maquiagem, muitas vezes dureza para encarar e aceitar mas de enorme utilidade para que possamos seguir em frente de forma realista, fugindo das hipocrisias e desvendando seus métodos.
  É tempo para concluir coisas que vem se arrastando, que provavelmente nos deram muito trabalho e nos custaram muito tempo e dedicação, principalmente as relacionadas com as nossas negações e medos.   

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Vênus Revisitada/O Anjo Negro da Nossa Natureza

Vênus Revisitada/O Anjo Negro da Nossa Natureza

                                           Por Dana Gerhardt
   Vênus sugere vestidos fluidos, riso semelhante a música e um sensual à vontade com a vida. Ela é receptividade, beleza e graça femininas, a menos que você esteja a falar com um astrólogo para quem o planeta Vênus é sobretudo um símbolo de amor e dinheiro. Mas estarão estas associações corretas? Qual é a nossa verdadeira experiência do arquétipo de Vênus? E como é que isto se correlaciona com a posição dela nos nossos mapas? Esta indagação inspirou um projeto de investigação de dois anos (vejam a primeira parte da última edição de "Venus Revisited") no qual eu comparei o posicionamento de Vênus de 426 indivíduos face às suas respostas a um inquérito profundo que sonda todas as facetas da experiência venusiana – amor, relações, gostos estéticos, criatividade, finanças, sexo, mágoas e felicidade. Inquérito a inquérito, tornou-se óbvio que em simultâneo com a Vênus harmoniosa, amorosa e sensual coexistia uma outra, tensa, mais conflituosa e até mesmo divisora.
   É esta mesma Vênus, tal como na anedota do velho Flip Wilson, “Foi o diabo que me obrigou a fazer isto”, que inspira as nossas opções mais questionáveis, aquelas que evocam dor e confusão, mesmo que irrevogavelmente mudem as nossas vidas. Ela é o anjo negro da nossa natureza, cheia de desejo, ansiando por excitação em detrimento da paz, encorajando-nos a atirarmo-nos do precipício do status quo. Se esta outra Vênus fosse uma heroína de novela romântica, a sua história poderia começar com o seguinte parágrafo (escrito por uma Vênus de 5ª casa em Peixes):
   Algo indescritível tomou controlo dos seus sentidos. Com a dor a dilacerar o seu coração, o calor do coração revela-se inapropriado, demasiado quente e aconchegante. Lá fora o vento ululante alia-se às ondas do oceano que de uma valsa suave se convertem num tango agressivo e apaixonado. O desejo de ser violentamente acariciada pelo vento toma conta dela. Ela agarra no seu xale mais grosso e se encaminha para a beira do penhasco, onde o vento sopra na sua intensidade máxima. As ondas alcançam-na, salpicando a cara dela com água salgada. O vento sacode a sua roupa e o seu cabelo- num tumulto tal como o seu coração. Ainda assim, há tanta beleza para apreciar, mesmo agora.
   Os astrólogos não precisam de ir à procura nos asteroides ou nos confins do sistema solar para localizar esta deusa mais tumultuosa. Enquanto receptividade feminina, Vênus significa a nossa capacidade de abertura à vida. Isto traz prazer, mas também vulnerabilidade, penetração e dor mas até isso, pode ser bonito de acordo com os padrões de Vênus. A deusa que anseia por prazer e paixão gosta da variedade e intensidade o que pode ser revigorante. Isto também pode ser perturbador, inspirando escolhas que nos envergonham ou humilham, encaminhando-nos para amantes que não são bons para nós, para orgias de destruição que mais tarde lamentamos, estimulando os ciúmes, inadequação e medo da perda. Enquanto arquétipo, Vênus mapeia o nosso itinerário para a felicidade. Mas ela recusa-se a seguir somente por estradas seguras e bem iluminadas. Devido à sua própria natureza, ela continua a encaminharmo-nos para as trevas.
   As antigas culturas que observavam o céu compreenderam isto, observando o seu ciclo com um misto de reverência, assombro e medo. Sendo a nossa estrela mais próxima e brilhante, a sua influência era inegável. Para os Maias, Sumérios, Babilônios e muitas culturas indígenas, o seu ciclo mostrou a iniciação xamanística e a mudança, à medida que se transformava de estrela da manhã em estrela da noite e depois o inverso de novo, desaparecendo no submundo entre esses dois momentos. A visão moderna de Vênus enquanto promessa de alegria constante revela o nosso distanciamento do processo demonstrativo do céu.
   As duas queixas mais frequentes feitas pelas pessoas acerca da sua Vênus é que ela não lhes tem trazido amor eterno ou somas de dinheiro avultadas. Mas estas são promessas de astrólogo. Nunca li qualquer lenda sobre Vênus/Afrodite que mostrasse a deusa a contar grandes quantidades de dinheiro ou a declarar a sua fidelidade a um único verdadeiro amor. Ela é sexy e criativa, e também inteligente, curiosa e promíscua. Quando apenas queremos a “Vênus feliz” tendemos a recriar o mito de Pandora. Segundo Hesíodo, Pandora foi a primeira mulher. Foi criada por Zeus para punir o roubo de Prometeu. Moldada por Hefesto a partir da água e da terra e abençoada com dádivas de todas as divindades incluindo o desejo e a graça de Afrodite, Pandora chegou com um jarro que lhe pediram que não abrisse. A curiosidade levou a melhor e ela espreitou por debaixo da tampa , libertando todos os males do mundo. Podemos ter uma surpresa semelhante, quando esperamos roubar somente guloseimas a Vénus. Inevitavelmente libertamos o lado sombrio dela.
   A misoginia da fábula de Hesíodo é óbvia. As feministas encaram-na como mais uma acha na guerra do patriarcado contra o feminino. Provavelmente, Hesíodo reformulou um mito da deusa mais antigo, em que a primeira mulher chegou transportando um jarro que continha ao invés do mal, os mistérios femininos, os poderes associados à intuição, aos sonhos e à profecia assim como ao subconsciente e ao fértil desconhecido. As primeiras deusas da fertilidade foram a matriz da qual brotou toda a vida. Mas nos panteões patriarcais, foram despidas da sua plenitude e fragmentadas em múltiplas deusas com menos poderes. Para compreender como Vênus opera nos nossos mapas, temos de a voltar a ligar à sua linhagem matriarcal. Temos de a encarar como uma força da natureza. Ela é uma flor perfumada atraindo amantes e abelhas- mas também um terramoto ou furacão. Ela nem sempre é segura. A sua fertilidade pode inspirar a criatividade artística, uma união sexual que dá origem a uma criança ou uma experiência que choca e nos obriga a crescer.       Enquanto receptividade feminina, Vênus leva-nos aos nossos limites, à beira do nosso crescimento; a dor que ela traz é generativa. Tal como a psicóloga e a autora Ginette Paris escreve, Afrodite “não é apenas uma fonte de alegria, mas um caminho para o conhecimento interior.” Por outras palavras, ela traz mais que amor e dinheiro. Ela mergulha-nos na vida.

Intervalo técnico


   Porque estradas escuras a Vênus pessoal poderá viajar poderá ser sugerido pelo seu signo e casa. Mas os posicionamentos mais eloquentes são frequentemente os aspetos a Vênus – as conjunções, as quadraturas, as oposições, os trígonos, os sextis dos outros planetas. Partilharei algumas citações e histórias mas primeiro tenho de revelar o meu método. Se você estiver pouco preocupado com a precisão técnica, salte esta parte. Fui sempre exigente com as orbes apertadas, fui treinada pelo meu professor para esmiuçar os mapas até chegar aos aspetos menores, pontos harmônicos e pontos médios. A maior parte dos dias chego mesmo a torcer o nariz de desaprovação para com o sistema “alfabético” que estabelece equivalências entre signos, casas e planetas. Comecei a minha investigação sobre Vênus com planilhas para calibrar as características técnicas de cada mapa. Isto teria sido uma boa ideia se eu apenas tivesse conseguido os 30-50 participantes que eu esperava, mas com 426 participantes tornou-se avassalador. A minha única alternativa foi optar por utilizar técnicas intuitivas (que é claro são mais venusianas).
   Trabalhar intuitivamente significa ouvir. Li os questionários dos entrevistados e ouvi os padrões, depois observei como as palavras correspondiam ou não aos mapas. Reuni todas as Vênus sagitarianas, ou o grupo com a Vénus na 8ª casa e ouvi as similaridades entre elas. Também foi importante o que as pessoas não diziam. De facto, várias fábulas astrológicas se desvaneceram desta forma. A primeira foi " o ciúme é próprio de uma Vênus afligida em Escorpião" (ou uma influência de 8ª casa/Plutão). Quando mais de metade dos entrevistados admitiram ter problemas com o ciúme, este facto confirmou que o ciúme é um traço venusiano genérico. Não é apenas tolo mas inexato limitar o ciúme a um signo. O mais excitante foi ouvir que havia de facto similitudes que ligavam cada grupo venusiano e que o tornavam diferente dos outros. As Vênus em Aquário relataram aspirações amorosas similares, distintas das partilhadas pelas Vênus em Caranguejo/Câncer. Mesmo após vinte anos de prática astrológica, sinto-me sempre emocionada e um pouco surpreendida por ver que a astrologia funciona.
   No entanto, a leitura dos questionários trouxe também momentos de confusão, nos momentos em que ouvi a nota inconfundível de um planeta que não estava ligado à árvore de Vênus. Uma Vênus conjunta a Marte queixou-se mais de uma vez de desespero ou de baixa autoestima e estava à espera de ver a mão sombria de Saturno pousada sobre Vênus ou Marte, mas ela não estava lá. Embora as minhas perguntas focassem assuntos de Vênus, nada impedia que o Sol ou a Lua ou qualquer outro fator respondessem também. E por vezes era aí que o aspeto de Saturno se escondia. Mas o que é importante num mapa é dito pelo menos três vezes. Quando levantei os meus olhos e suavizei o seu foco, toda uma nova rede de relacionamentos venusianos apareceu. Frequentemente, um planeta influenciava Vênus através de um aspeto cuja orbe era superior a dez graus ou ainda maior. Por vezes um planeta exterior, cuja única ligação a Vênus era o facto de ocupar a mesma casa, com um afastamento de vinte graus, ainda figurava na história de Vênus daquela pessoa. Estes aspetos amplos e lasso frequentemente falavam mais alto que os aspetos mais apertados e pequenos, como os quintis e biquintis com orbe de um grau.
   Conheço astrólogos que interpretam os aspetos por signo em vez de orbe (como se lessem qualquer planeta em Touro em quadratura com qualquer planeta em Aquário, independentemente dos seus graus). Está prática costumava fazer-me revirar os olhos. Não esperava que estudar tantos mapas desta forma tão focada me fizesse relaxar a minha precisão astrológica, mas fez. Talvez seja apenas uma fantasia de técnico achar que os deuses permanecem confinados dentro de discretas fronteiras numéricas. As vidas reais são confusas. Os limites arquetípicos misturam-se e esborratam. Sinto-me agora mais confortável com o sistema alfabético. Vi como funciona vigorosamente. Uma Vênus na 9ª casa pode ser de facto como uma Vénus em Sagitário ou em aspeto com Júpiter. Também descobri que a natureza particular de um aspeto – quer seja uma quadratura, trígono ou sesquiquadratura, pode ter menos importância que a habitualmente atribuída. Na experiência da vida real, uma quadratura pode não ser tão diferente de um inconjunto. O que importa é que os planetas estão ligados. Entre os entrevistados cuja Vênus aspectava a Lua, ouvi temas similares, quer os planetas estivessem ligados por uma conjunção, trígono ou oposição. Quão bem os planetas funcionavam parecia ter mais a ver com os antecedentes da pessoa e com a sua vontade de crescer – um mistério que frequentemente prevalece sobre a matemática.
   Tenho desejos sensuais mesmo antes de saber o que era o sexo. Quando eu tinha apenas quatro anos, a minha mãe levou-me à praia. Assim que ela se acomodou , reparou que a minha atenção estava orientada para um homem incrivelmente bonito que apanhava banhos de sol próximo de nós. De repente levantei-me e caminhei em direção a este homem, ajoelhei-me ao seu lado, acariciei-o suavemente da parte superior da coxa até ao joelho e disse, “Hmmm, cheiras como um homem.” A minha mãe ficou horrorizada. Sempre tive rapazes na minha mente, mas curiosamente o “sexo” assustava-me. Fui virgem até aos 19. Os meus relacionamentos têm sido um desastre. Como tenho estado por minha conta desde os 16, acho que tenho confundido amor e segurança, contentando-me com segundas escolhas porque não sentia que conseguia melhor. Sinto-me muito autoconsciente do meu corpo e não entusiasmada com a nudez. Não quero sentir vergonha, mas sinto; no entanto quando excitada e durante o sexo, isto desaparece. Já não receio não ser perfeita. A minha deusa interior toma o controlo e é maravilhoso estar despida. (Vênus quadratura à Lua)
   O lado negro do aspeto Lua/Vênus remonta ao Monte Olimpo, onde o Feminino dividido começou a entrar em conflito consigo mesmo. A competição entre Hera, rainha do céu e a deusa do sexo Afrodite desencadeou não apenas a guerra de Troia, mas também uma fricção inconsciente entre nutrição e sexo ou entre a segurança dos relacionamentos e o seu prazer saudável. Podemos compreender o horror de uma mãe face ao despertar sexual precoce da sua filha, mas a reação pode inspirar a criança a virar-se para ela mesma, sentindo culpa pelos sentimentos sexuais ou aprendendo a comprometer o desejo em troca de compromissos seguros. Muitas pessoas com este aspeto lutam contra os seus corpos: “Não é perfeito”, "É nojento" ou “Lembra-me o corpo da minha mãe”. Contam como se sentem criticados pela mãe ou envergonhados pela galanteria da sua própria mãe. Estão na linha da frente daquilo que é um dilema cultural mais vasto, onde o feminino dividido deflagra por meio de desordens alimentares, a incapacidade das mulheres de partilhar o poder com outras mulheres, ou homens que confundem as esposas com as mães e que têm de manter encontros fortuitos com as suas amantes.
   Muitos com Lua/Vênus sentem uma doce ligação às suas mães, mesmo que o relacionamento seja por vezes conturbado. Uma influência feminina positiva -uma mãe, tia ou avó que é capaz de abarcar tanto Hera como Afrodite com a vontade – podem ajudar a dar a este aspeto uma bonita manifestação: A tarefa da alma de Vênus/Lua é reunir o Feminino na sua plenitude original. Amar o corpo e reclamar a sua sacralidade pode ser um passo importante na integração destas duas potências femininas. Isto foi uma descoberta importante para uma Lua/Vênus em quadratura no meu estudo:
   Aprendi uma preciosa lição durante umas férias de verão no Brasil quando tinha 17 anos. No Rio andavam praticamente nus nas ruas. Os homens usavam aqueles reduzidos fatos de banho da Speedo e as mulheres de todas as formas, idades e tamanhos usavam biquínis ou tangas de 2 peças e ninguém olhava para eles duas vezes. Sentem-se tão livres nos seus corpos. Refleti acerca disso. Após o choque inicial, fez-se luz dentro de mim acerca da beleza do corpo humano e das diferentes formas que ele assume. Se alguém não gostar, ele ou ela podem sempre olhar para outro lado.
   Vênus desperta no corpo naturalmente, por vezes antes da idade culturalmente aceite, mas quando ela está em aspeto com Plutão, poderá haver uma iniciação indesejada. Seria irresponsável e incorreto dizer que a ligação Vênus/Plutão indica abuso sexual. No entanto, da mesma forma que Plutão raptou e levou Perséfone para o submundo, poderá haver uma prematura e indesejada consciência do sexo, demasiado forte para ser totalmente processada pela inocência. Este é outro aspeto que pode acarretar vergonha em relação ao corpo ou a sensação de ter sido lesado de alguma forma. Com Vênus/Plutão, é quase como se uma camada de proteção estivesse a faltar, intensificando a vulnerabilidade e aumentando a voltagem das emoções. Há uma grande força neste aspeto, mas inicialmente a sua sensibilidade pode inspirar extremos ou de silenciar Vênus por completo ou de a atirar aos lobos.
   O que é que eu aprendi sobre o amor antes de ter cinco anos de idade? Que eu era inamável, indesejada. De alguma forma o sexo estava emaranhado nisso, mas não consigo compreender totalmente como. Fui sexualmente abusada aos nove, mas simplesmente sei que não foi a primeira vez e tenho estranhos fragmentos de memórias. Aprendi que o sexo me podia comprar uma ilusão de amor. O amor é algo em que ainda é muito difícil de acreditar mesmo após anos de terapia. Uma vez, apesar de a minha maior capacidade de discernimento, envolvi-me com um homem assustador (intensamente possessivo e muito desonesto) quase imediatamente após a separação do meu ex-marido. O nosso relacionamento sexual era quer ardente quer por vezes sombrio (envolvendo S & M) quer excitante quer perturbador e por vezes, mais para o final, assustador. Eu era a masoquista no relacionamento em muitos aspetos, incluindo o sexual. Após o final do relacionamento, ( que foi intensamente doloroso porque eu tinha desenvolvido “amor”/ necessidade dele?) Decidi saltar fora! (Vênus oposição Plutão)
   Quando alguém viaja pelo submundo, ter um guia ajuda. Uma vivência Vênus/Plutão dolorosa pode ser o catalisador da procura de aconselhamento, de adesão a grupos de apoio ou da participação em workshops conduzindo a uma melhor percepção do próprio e dos outros e a uma identificação das motivações mais profundas e dos padrões inconscientes. Algumas das mais dramaticamente dolorosas histórias de perda, abuso e traição foram contadas pelos Vênus/Plutão do meu estudo, no entanto, elas também mostraram uma força de sobreviventes e uma intensa autoconsciência. É útil relembrar que no mito Perséfone se transforma numa Rainha. Podemos dizer que ela aprende a proteger cuidadosamente os seus tesouros, revelando-os apenas àqueles merecedores da sua confiança. Com mestria, ela inspira outros com a sua autenticidade emocional, a sua prontidão para ir ao encontro do desconhecido, a sua habilidade para limpar o passado, libertando relacionamentos que já cumpriram o seu propósito.
   Os livros de astrologia alimentam grandes expectativas acerca dos aspetos Vênus/Júpiter. A conjunção é considerada a mais afortunada de todas as combinações planetárias, trazendo abundância, sorte e popularidade. O lado negro desta e de outras combinações Vênus/Júpiter é habitualmente relatado como excesso de indulgência excesso de comida, bebida, de gastos ou arrogância e hipocrisia. Entre os Vênus/Júpiter do meu estudo e até mesmo entre aqueles que tenho conhecido, é raro encontrar estes altos ou baixos extremos. O mulherengo Zeus e a promíscua Afrodite tinham de facto a reputação de serem indulgentes. Mas noutros mitos, eles eram pai e filha, com Zeus a elevar Afrodite ao estatuto de divindade, alternando entre protegê-la e discipliná-la. Foi sobre esta qualidade de elevação que eu mais ouvi da parte dos Vénus/Júpiter do meu estudo. Havia uma aspiração por viagens, geográficas e espirituais e prazer nas vivências que proporcionavam liberdade, novas perspetivas e uma ligação à verdade. A boa sorte vinha muitas vezes através dos professores. Na história seguinte de uma mulher com Vênus em trígono com Júpiter, quase que nos conseguimos aperceber de Zeus a cuidar da sua filha, chamando-a a viajar para o templo da sua própria mulher. Talvez fosse Zeus disfarçado do guarda que lhe permitiu entrar para receber uma mensagem importante.
   Há uns anos viajei para a Grécia e fui levada a visitar o Heraion, um templo dedicado à deusa Hera. É um sítio ermo no planalto argivo. Não consegui perceber porque fui levada a visitá-lo. Estava um calor abrasador mas tinha de ir. Nada me impediria Quando cheguei ao local, o guarda, que disse que raramente tinha visitantes, ficou tão contente de me ver que me deixou entrar de graça. Trepei ao muro do templo e sentei-me no cimo dele, a olhar para as montanhas ao longe. Os insetos zumbiam nos relvados secos e o sol massacrava, mas eu estava esquecida de tudo. Repentinamente, uma declaração muito imperiosa, clara e decisiva entrou no meu consciente. “Durante quanto tempo achas que consegues viver uma mentira?” – perguntou aquilo. Fiquei chocada. Não se parecia nada com a minha voz interior. A questão foi repetida e eu imediatamente soube a que dizia respeito. Eu vivia há muitos anos um casamento muito difícil e infeliz. A experiência estava a matar o meu espírito. Comecei a chorar suavemente, depois as lágrimas vieram acompanhadas de grandes e pesados soluços. Finalmente recompus -me e regressei ao meu hotel. Quando me dei conta do que tinha acontecido fiquei esmagada. O arquétipo da grande deusa tinha ressuscitado, ali no Heraion. Quando regressei aos Estados Unidos, pedi o divórcio e fui viver e trabalhar para a Grécia; (Vênus em trígono com Júpiter).
   Seja qual for o aspeto planetário, se encararmos as nossas vivências difíceis de Vênus como o nosso caminho único para o crescimento, também seremos elevadas e não mais seremos vítimas ou fracassos. As pessoas podem ser muito críticas acerca dos seus próprios fracassos amorosos. Talvez seja Vénus que viaja através de nós, para atingir a plenitude da sua felicidade uma e outra vez. Quando ela nos conduz através do submundo, se não cairmos na inconsciência ou permanecermos ali, se continuarmos a nossa viagem, poderá haver momentos em que saberemos o que os deuses sabem.
   Vivi sempre o meu Vênus em oposição a Neptuno como mágoa, apaixonando-me por todos os homens errados – ansiando por uma ligação mais profunda, nunca me conseguia encontrar com homem por quem me sentia atraída, amando homens que não me amavam ou que tinham outra mulher nas suas vidas. Costumava chamar-lhe o horóscopo da mágoa até chegar aos 48 anos de idade. Conheci um artista que se ligou a mim instantaneamente. Estamos juntos há 3 anos. Como retratista, pintou as minhas duas filhas e um nu de mim que está agora dependurado numa galeria de arte. Isto é que é Vênus em funcionamento!

Traduzido do Inglês por Patrícia Vieira Neves