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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Programação e Mediocridade

                Programação e Mediocridade

   Acredito que o estudo da Astrologia funciona como um desprogramador do pensamento linear, que através do Mapa Natal temos uma boa indicação de quem somos e o que devemos desenvolver, reproduzo o excelente texto que li na página da Escola Livre. 
   “Nós somos programados para ser medíocres. Nós somos produto de todo treinamento que recebemos até hoje. Não somente ao que fomos e somos submetidos nas empresas, nas escolas e nas universidades. Me refiro ao treinamento que recebemos em casa e nas ruas. Para quem conviveu pelo menos até os 18 anos com os pais, foram em torno de 100 mil horas de treinamento. Sim, durante todo este tempo você estava mergulhado no caldo de cultura familiar repleto de crenças sobre a vida, relacionamentos, dinheiro, amor, trabalho e tudo mais que é importante e nos desafia diariamente a tomar decisões. Muitas destas crenças são limitantes, inúteis e que só serviram em momentos muito específicos para você se alinhar ao pensamento vigente na família e ser aceito pelos seus.
   Tudo que os nossos pais querem é nos proteger do mal, da dor e das frustrações. Esta é a missão fundamental destes seres fantásticos que cuidaram com tanto zelo de nossa sobrevivência. E aí reside a contradição que coloca em choque os modelos mentais dos pais em relação aos filhos. O pai diz: "Meu filho, tudo que eu quero é que você seja feliz". Por sua vez, o filho afirma: "Que bom pai, porque eu sei exatamente o que vai me fazer feliz neste momento da minha vida. Eu quero saltar de paraquedas". O pai atônito engole em seco e diz: "De jeito nenhum! Quando você for dono do seu próprio nariz você fará o que quiser. Mas enquanto viver sob este teto quem decide o que é melhor pra você sou eu". Os pais querem que sejamos felizes. Mas do jeito deles. Então, eles se esforçam para nos catequizar com suas ideias e crenças sobre a vida e o que é felicidade; sobre o que é certo e o que é errado, enfim, sobre o que devemos fazer para sermos felizes. Mesmo que muitas vezes eles mesmos passem bem longe das escolhas que os fariam mudar e melhorar suas vidas. Assim, aprendemos que tudo que possa significar algum tipo de risco deve ser evitado. E mais tarde também aprendemos que viver a vida que desejamos viver nos leva a experimentar os riscos inerentes a qualquer escolha ou mudança.
   Como podemos viver a nossa vida, ir atrás de nossos sonhos e sermos quem queremos ser sem correr riscos? Se aceitarmos este conjunto de crenças limitantes, no curto prazo, evitaremos várias frustrações e teremos poucas experiências de sofrimento. Protegidos de qualquer risco, viveremos a vida que os outros desejam para nós sem descobrir como seria a vida que de fato sonhamos. No longo prazo, você se transforma numa sombra de quem você poderia ser, com uma identidade confusa, sem saber ao menos quem você é e o que veio fazer neste mundo. Aceitar o risco de ser quem você deseja ser é o caminho para a felicidade plena. Quando experimentamos a nossa essência vivemos a vida para qual nascemos. Aprendemos a aceitar os nossos erros, nossas falhas e imperfeições. Nos tornamos parte do Universo e a vida flui sem esforço, assim como a grama não se esforça para crescer todos os dias e o sol simplesmente aparece.
   Celebrar e viver a nossa própria identidade - e não aquela que os outros projetaram para nós - é entrar em sintonia com a natureza da vida seguindo o curso e o propósito maior de nossa existência”.

Marcos Brasil Moraes, Msc. Master Trainer & Coach Generativo