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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Lua e o "Eu" Inconsciente

                        A Lua e o “Eu” Inconsciente

   Venerada como divindade na antiguidade, a Lua foi vinculada ao feminino, a fecundidade, a fragilidade, a mãe, a nutrição e a instabilidade. É a energia da nossa natureza emocional e, o signo em que se encontra define esta natureza arquetípica.
   A Lua revela as manifestações do inconsciente, simboliza a nossa alma, os nossos sonhos, as nossas fantasias e outras manifestações do “eu” profundo e inconsciente. Como guardamos as impressões das experiências vividas, nosso humor e como reagimos. Representa o passado, o condicionamento, a imaginação, as viagens, as mudanças temporárias, intuição, sonhos, fantasia, o yin, desejos, emoção, instinto, alma, a mãe, feminilidade, o lado inconsciente da personalidade, a energia passiva, a família, a casa, a sensibilidade, os assuntos domésticos, a saúde e o cotidiano.
   Na interpretação astrológica governa os nossos instintos mais básicos e primários, a nossa maneira intuitiva de ser, o nosso lado mais sensível e emocional.
   A casa em que Lua se localiza em nosso mapa recebe essa energia fluida e impressionável. Possui força para dar e receber nutrição física e emocional, mas também insegurança e sensibilidades fora de controle.
   No mapa natal, o signo e casa da Lua oferecem uma descrição bastante detalhada do tipo de coisas que nos proporcionam sensação de segurança. Nossa fome lunar é uma característica humana básica, apesar dos modos de expressão variarem. Se não soubermos como acolher e expressar nossa condição lunar, a Lua não consegue operar diretamente através da personalidade, vai se manifestar indiretamente, através dos mecanismos cegos que adotamos quando estamos inconscientemente ansiosos e precisamos recuperar a segurança, criando assim nossos comportamentos compulsivos.
   Todos têm algum grau de compulsão, pois a vida muitas vezes é realmente insegura, mutável e desconhecida. Ninguém tem segurança suficiente para nunca ter medo. Se conseguirmos conhecer, aceitar e respeitar nossa Lua podemos aprender a nos nutrir adequadamente, o que permita lidar com a ansiedade de forma mais sensata e criativa.
   Aqui aprendemos como reagir emocionalmente a todas as forças estimulantes da vida. Através da prática, desenvolvemos padrões de reação que se tornam estruturas construtoras de atitudes. Conhecendo as estações ou as mudanças que fluem interiormente, vamos alcançar e manter uma reflexão clara e precisa do ser, não somente através de nossos próprios olhos, mas através dos olhos dos outros.
   A elevação da consciência através da posição da Lua é, na verdade, uma tarefa muito trabalhosa. Isso não significa que um indivíduo precisa exercitar o controle emocional, mas sim que precisamos alcançar a harmonia emocional. Freqüentemente essas duas coisas não são iguais. Controlar nossas emoções, levando em consideração os fatores desagradáveis fora de nós mesmos, é como usar um guarda-chuva, nos proteger, e ao mesmo tempo ter a possibilidade de escolher entre sol e chuva, gostaríamos que não chovesse, mas chove, e só o que podemos mudar são as nossas impressões sobre ela.
   A verdadeira harmonia emocional vem do reconhecimento de que não podemos mudar o tempo, mas, certamente, podemos mudar a maneira de nos aliarmos a ele.
   O bambu que verga na tempestade enquanto suas folhas voam com o vento, ergue-se novamente quando a tempestade se acalma, recupera seu esplendor e movimento. Ao mesmo tempo, uma árvore frágil sempre é destruída pela tempestade.
   Os delicados galhos e folhas do bambu são muito parecidos com a natureza emocional do homem, que é representada pela Lua. Embora os galhos e folhas se curvem a cada brisa, nós temos a consciência de que a sobrevivência depende de nossa capacidade de manter a ligação ao tronco da árvore, que é representado na linguagem astrologica pelo Sol.