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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

História da Astrologia

                          História da Astrologia

   Costuma-se situar a origem da astrologia nas civilizações mesopotâmicas, principalmente entre os Caldeus, povo que viveu na região do Golfo Pérsico no deserto Árabe e às margens dos Rios Eufrates e Tigre, atual Iraque.
   Cícero, senador romano, em um dos seus livros, afirma que eles possuíam registros das posições estelares de milhares de anos. Atribuem-se aos babilônios, observações astronômicas que compreendem o extraordinário intervalo de 490 a 720 mil anos. Registros que relatam as cheias do Rio Eufrates as posições de planetas e constelações dos períodos e os horóscopos de crianças nascidas entre eles.
   A Esfinge de Gizé, no Egito, templo onde faziam cerimônias de iniciação possui uma síntese simbólica dos quatro elementos da natureza, tais como os que usamos nos estudos astrológicos atuais. Suas figuras representam os quatro signos fixos do zodíaco, um de cada elemento. Terra no corpo de Touro, Fogo na suas patas de Leão, a Água em suas asas de Águia, símbolo do signo de Escorpião quando sublima sua energias, e seu rosto humano , que mostra a natureza do elemento Ar, signo de Aquário.
   Entre todos os povos antigos encontramos uma linguagem simbólica semelhante quando se retrata o céu, o Zodíaco e a natureza dos planetas.
   A universalidade dos símbolos, a semelhança dos sistemas, os nomes dados aos signos e as constelações, a idêntica discrição das influências dos planetas, sugere a existência de um conhecimento único, praticado por todas as civilizações do passado, que evolui assumindo formas e linguagens de acordo com os tempos, guardando os princípios básicos de sua essência.

   A astrologia relaciona a posição dos astros no céu, tanto no nascimento quanto diariamente, com fatos na Terra, incluindo os humores e destinos das pessoas. Ela assume que há ação dos corpos celestes sobre os objetos animados e inanimados e que os ângulos aparentes entre os planetas no céu afetam a humanidade.
   Quando a astrologia começou cerca de 3000 a.C., os mesopotâmicos e os babilônios acreditavam que os planetas, incluindo o Sol e a Lua, e seus movimentos, afetavam a vida dos reis e das nações. Os chineses tinham crenças similares por volta de 2000 a.C. Quando a cultura babilônica foi absorvida pelos gregos, por volta de 500 a.C., a astrologia gradualmente se espalhou pelo Ocidente. Por volta do segundo século antes de Cristo, os gregos democratizaram a astrologia, desenvolvendo a tradição de que os planetas influenciavam a vida de todas as pessoas. Eles acreditavam que a configuração planetária no momento do nascimento das pessoas afetava sua personalidade e seu futuro. Esta forma de astrologia, conhecida como astrologia natal, alcançou seu ápice com o grande astrônomo Claudius Ptolomeu (85-165 d.C.). Seu trabalho de astrologia, Tetrabiblos, permanece como a base da astrologia ainda hoje.
   A chave da astrologia natal é o horóscopo, uma carta que mostra a posição dos planetas no céu no momento do nascimento (e não da concepção!), em relação às doze constelações do Zodíaco, definidas naquela época como cada uma ocupando 30 graus na eclíptica, e chamadas signos. As posições são tomadas em relação às casas, regiões de 30 graus do céu em relação ao horizonte.
   Uma variante popular da astrologia é baseada no signo solar, que usa somente um elemento, o signo ocupado pelo Sol no momento do nascimento da pessoa. É esta que aparece nos jornais e revistas.
   A necessidade de conhecimento da posição dos planetas levou ao desenvolvimento da astronomia.
   Independente de sua origem, a Astrologia é baseada em observações regulares desde tempos muito remotos. Ciência é definida como um conjunto organizado de conhecimentos relativos a um objeto perfeitamente definido, conhecimentos estes comprováveis e verificáveis por vários sistemas, inclusive por comparação estatística, obtidos mediante observação e experiência de fatos, possuindo metodologia própria.
   A Astrologia é uma linguagem em si e por si, não se confunde com nenhum outro ramo do conhecimento científico ou filosófico, seja em seu objeto de estudo, seja em seu método de investigação e análise. Possui um caráter integrativo, abrangente, universal, racional e natural, com infinitas aplicações e sendo assim um instrumento útil e valioso, para melhorar as condições de vida humana e da sociedade. É uma linguagem peculiar, em virtude de características próprias, metodologia, simbolismo e finalidades.