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sábado, 17 de dezembro de 2016

NÃO ME FALEM MAL DE SATURNO





  NÃO ME FALEM MAL DE SATURNO

         Texto de Emma Costet de Mascheville                                   


   Se a primeira questão que o estudante de Astrologia enfrenta é a do “determinismo” x “livre-arbítrio”, a segunda é o problema do “bem” e do “mal”.

No início, todos tem a preocupação de saber se o planeta regente do mapa que estudam é benéfico ou maléfico, se o signo zodiacal é favorável ou desfavorável. Se procuramos algum benefício no estudo da astrologia, devemos varrer desde o princípio todos estes preconceitos.

   Como seria possível que o Criador, na Sua sabedoria, tivesse criado acima e ao redor de nós forças, irradiações, que nos sujeitassem necessariamente ao mal só para depois sermos condenados pelo próprio Omnijusto?
   Toda Criação fala do Criador e por isto tudo o que está na natureza expressa a Sua sabedoria. Nossa incapacidade de compreender as leis divinas da natureza, nossa luta contra a Sua sabedoria, causam o nosso sofrimento- e não os planetas e signos zodiacais. Todos eles produzem em nós energias, vibrações, que alimentam diversas qualidades e virtudes.
   Tomemos, por exemplo, Marte e Saturno, os mais difamados. Marte é, parcialmente considerado um planeta mais evoluído que a Terra. Se é mais evoluído do que nós, porque sua vibração sobre nós será de violência e ódio?
   Analisando a dosagem de energia, de coragem e força de vontade segundo a posição do planeta Marte, veremos que de fato tais qualidades são graduadas segundo a intensidade da influência de Marte. Mas, se o homem usa essa energia recebida, doada, para finalidades de egoísmo e egocentrismo, provocando lutas, guerras, violências, ou não controlando as energias, deturpando-a entre as paixões, quem é o culpado: Marte ou o homem?
   Não recebeu o homem, com a fagulha divina da vida, a consciência? Não se aplicam o direito e o dever de dominar a natureza não somente ao usufruto da natureza abaixo de nós, mas também às energias dentro de nós?
   Em épocas de guerra, notaram-se as influências negativas de Marte. Quer dizer: a humanidade não conseguiu sintonizar a influência de Marte, e na incapacidade de receber e analisar o estímulo que vem do Alto e volta ao Alto, expressou mediante a agressividade desencadeada sua falta de domínio da energia recebida.
   Embora possamos, pela marcha dos planetas, calcular quando se processa em nós esta fraqueza humana, não podemos culpar o planeta pela imperfeição da consciência humana. Em agosto de 1956 havia uma aproximação de Marte que brilhava mais do que Vênus nos seus melhores dias. O povo olhava e espalhava boatos sobre o Mau Augúrio desse fenômeno celeste. Nessa ocasião escrevi este artigo
    Olhemos com confiança as maravilhas do Céu que estão acima de nós e procuremos compreender e controlar as razões da nossa própria imperfeição!
    Também é o que diz Paracelso, quando defende o mais belo dos planetas, que com seu anel brilhante gira majestosamente ao redor do Sol. Todos os que se interessam pela astronomia procuram dirigir o telescópio para admirar esta beleza sideral, e nós na astrologia o difamamos como se fosse a origem de nossa cruz, nosso peso e obstáculo.

    Será possível um planeta irradiar, ao mesmo tempo, vibrações completamente opostas, criando em uns a reação de fé, confiança, fidelidade, sinceridade e segurança e em seu vizinho o ceticismo, a desconfiança, a frieza de sentimentos e o pessimismo? O problema das reações provocadas pelas vibrações externas não está na maldade do planeta que irradia, mas na capacidade de sintonização do homem que recebe.

    É isso o que diz Paracelso ao declarar: Não é o Saturno acima de nós, mas o Saturno dentro de nós que nos atormenta. Com “Saturno dentro de nós”, ele quer dizer a nossa falta de fé a nossa inexperiência, a nossa desconfiança.
   Na realidade a vibração de Saturno desperta em nós a capacidade de fazer uso daquilo que conquistamos pelos nossos próprios esforços, ou pelo dos nossos antepassados; a capacidade de aprofundar e experimentar, de lembrar: é a Sabedoria que podemos alcançar através da experiência.
   Há temperamentos que, do passado, lembram somente as alegrias. E há estados de alma em que enxergamos, em todo o passado que vivemos, a marca de uma finalidade, a prova de que toda a cruz que nos foi imposta teve como finalidade nosso progresso e evolução. A prova de que “não cai um cabelo de nossa cabeça sem a vontade do Pai.
   Nesse caso a vibração de Saturno desenvolve-se em fé, em confiança, em fidelidade, em senso de dever e responsabilidade. E a cruz se torna mais leve.
   Há os temperamentos e os estados de alma onde, do passado, rememoramos o que foi difícil, e achamos que não foi merecido. Em resultado enfrentamos as situações do presente com medo, com desconfiança, com angústia, com depressão, pessimismo, falta de fé. E a mesma cruz se torna pesada.
   A olho nu, com a nossa visão humana, podemos somente enxergar sete corpos celestes no nosso sistema solar. Saturno é o último deles, a última etapa da escala planetária visível. Depois dele existe a escala dos planetas invisíveis, que começa com Urano; esta escala torna-se mais visível para nós somente através dos aparatos da ciência.
   Saturno é o planeta que desperta em nós as provas que, na escala da evolução, nos conduzem do visível ao invisível. Ele é o mestre escola que precisamos enfrentar para passar do primário ao secundário.
   Quem raciocinou, quem se aprofundou, quem passou as provas do passado, enfrenta seu examinador com amor e alegria; ele ama seu examinador. Quem não soube alcançar em seu coração a fé e a confiança, sente angústia, sente medo na presença do mestre-escola. Se, nas vibrações negativas de Saturno ainda sentimos desconfiança, pessimismo, angústia, remorso, dores, é sinal de que nossa fé ainda é fraca, ou de que ainda há algo a redimir.
   Tomemos os anéis como símbolo de um mundo separado em dois: concreto-abstrato, visível-invisível, ciência e fé. Para passar de uma parte a outra é necessário rodear-se dessa faixa luminosa da fé que resulta do saber, é necessário aproveitar-se das experiências do passado.
Saturno é o grande contabilista do passado, que cria a base do futuro. Que, da fé na experiencia e da dor visível conduz à fé no invisível. 
   Se tu não sentes ainda a sabedoria e a confiança que resultam da fé, se não possuis ainda a faixa luminosa de Saturno, a culpa não é dele.





terça-feira, 25 de outubro de 2016

O que é um signo? Proust: os signos materiais e o signo da arte

O que é um signo? Proust: os signos materiais e o signo da arte


Claudio Ulpiano

O ponto de partida dessa aula é a palavra signo. Essa aula que eu vou começar é uma aula dura, é uma aula difícil porque é uma aula de estudo. Uma aula de aprendizado. E esse conceito de aprendizado é o conceito mais poderoso que existe. Proust diz que o que o homem faz durante toda a sua vida é um aprendizado. O homem não para de aprender na sua vida. Então o ponto de saída desta aula é essa figura chamada signo. E eu vou começar a explicar pra vocês o que vem a ser um signo – de uma maneira inteiramente fácil, que é a maneira clássica que eu explico aos meus alunos universitários.

O mundo é constituído de coisas. A palavra coisa é uma palavra do vocabulário vulgar, o vocabulário cotidiano. E essa palavra coisa, ela recobre tudo o que existe. Tudo o que existe você pode chamar isto é uma coisa. Isto é uma coisa, as minhas palavras são uma coisa. Então esta palavra coisa, ela tem o valor de recobrir tudo o que existe. Por isso, qualquer elemento que exista eu dou o nome de coisa.

[Claudio aponta objetos na sala: isto é uma coisa, isto é uma coisa...].

Tudo o que existe é uma coisa eu estou aplicando para as pessoas também, tá?! ...Deus, tudo, tudo é coisa. E as coisas, elas têm valor pra nós valor não quer dizer que elas são boas ou más; quer dizer que elas valem. A nossa vida torna as coisas valiosas.O valor é trabalhado por uma ciência chamada Axiologia ¬é a ciência dos valores. As coisas valem, elas têm valor. O primeiro valor que as coisas têm é o valor.... (interessante que é readotado pelo Marx, é readotado pelo Ricardo [David Ricardo], é readotado pelo Adam Smith; nas teorias econômicas ¬; as coisas têm para nós um valor de uso. Todas as coisas, elas têm ou podem ter um valor de uso.

Por exemplo: este cinzeiro, eu uso ele para apagar cigarro; o rádio, eu uso para ouvir música; a xícara eu uso para beber café.

Então, todas as coisas que têm no mundo, eu posso tornar ela um valor de uso. Tornar um valor de uso é a coisa mais simples para se entender: eu posso usar qualquer coisa, desde que eu consiga transformá-la em algo que me sirva.

Então as coisas, elas trazem com elas um valor de uso. Agora, como todas as coisas têm valor de uso ou podem ter valor de uso, todas as coisas podem interessar a todos os homens.

(...)

Como todas as coisas têm valor de uso e todos os homens podem se interessar por elas, as coisas adquirem um valor de troca. Todas as coisas [também] têm um valor de troca.

O que quer dizer valor de troca? Este cinzeiro que está aqui [Claudio pega um cinzeiro] ele tem um valor de uso, mas eu posso a qualquer momento em que eu quiser trocar este cinzeiro por uma outra coisa qualquer desde que eu encontre alguém interessado no valor de uso deste cinzeiro.

Então, tudo o que existe no mundo, todas as coisas que existem no mundo; necessáriamente todas as coisas, elas têm valor de troca e valor de uso.
Elas se tornam valor de troca... quando elas se tornam valor de troca, elas ganham o nome mercadoria. O que aconteceu no ‘capitalismo’ foi que ‘tudo no capitalismo’ se transformou em ‘mercadoria’; inclusive, dizem, o espírito. (Isso é o Marx que eu estou citando)

Então, até uma trovoada tem um valor de uso e um valor de troca, tá?! Tudo... valor de uso e valor de troca.

Então eu pego este cinzeiro e eu vou usá-lo. Muito simples: eu fumo um cigarro e jogo a cinza em cima dele.

Claudio: O cinzeiro tem...

Alunos: Valor de uso.

Claudio: Valor de uso.

Agora eu pego este cinzeiro e levo na esquina e vendo ele. Ele passou a ter valor de troca.

Agora, eu vou fazer uma suposição: a Maria Lúcia me dá este cinzeiro de presente. Ela me dá este cinzeiro de presente. Eu pego o cinzeiro, guardo o cinzeiro e... a Maria Lúcia vai fazer uma viagem a Paris... Ela está viajando para Paris e eu estou em casa e puxo este cinzeiro para fumar um cigarro. Na hora em que eu for fumar um cigarro, eu olho pro cinzeiro. E na hora em que eu olho pro cinzeiro, eu me lembro de Maria Lúcia. Eu olho pro cinzeiro e me lembro dela. Na hora em que eu olhar para o cinzeiro e me lembrar dela, o cinzeiro, ele deixa de ter valor de uso e valor de troca e se transforma em um signo.

O signo, qualquer coisa que existe pode ser um signo. Basta que aquela coisa evoque outra coisa. (entendeu Ricardo?)

Aluna: Acho que isso tem a ver com a memória...

Claudio: [Se] o signo tem a ver com a memória? [Sim] ele tem uma relação com a memória porque ele é evocador. Evocar... ele tem uma relação com a memória, o signo porque ele evoca.

O signo é alguma coisa que nos remete para outra coisa.


http://claudioulpiano.org.br/aulas-em-audio/proust-e-os-signos-os-signos-materiais-e-o-signo-da-arte/

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Interpretação do Mapa Natal - Parte I - Esboço

         Interpretação do Mapa Natal

                               

                                Parte I - Esboço



   Partindo das milhares de possibilidades de iniciar uma interpretação do Mapa escolho a que mais define a minha visão da Astrologia, uma visão prática, simples e direta, sem muita citação das simbologias (astrologuês) e sim o que detecto na análise dos símbolos e como eles podem ser útil para planejamento, foco, direcionamento e aprimoramento dos arquétipos ali colocados. Pontos importantes como Ascendente/Descendente, Cúspides (grau e signo em que começam as casas) e Meio do Céu/Fundo do Céu. A seguir as Regências (planeta relacionado com os signo da cúspide das casas e sua localização, casa, signo e aspectos.
   No primeiro passo vou localizar a pessoa que está requerendo a leitura, vou visualizar o posicionamento do Sol, signo, casa e aspectos. Partindo daí entro em contato com as potencialidades, luz e sombra da pessoa real.Imediatamente busco a Lua, signo, casa e aspectos. Vejo o filtro pelo qual tudo passa, as emoções, o que toca, o que rejeita, como o inconsciente se manifesta nas atitudes, nos quereres e as dores da alma. Aqui é necessário muito respeito e cuidado pelo outro, o que ele suporta ou não. Não quero dizer com isto que não vou falar o que penso, interpreto, mas sim a necessidade de profundo respeito e cuidado com as susceptibilidades de cada posicionamento lunar. Para o outro o mesmo que quero para mim.
   Passo seguinte vou analisar as casas que Sol e Lua regem. A casa que se encontra Leão e Câncer/Caranguejo na cúspide. Casa de Leão onde precisamos ser reconhecidos e onde nos sentimos um sucesso ou um fracasso total, tem relação com o nosso pai e o que pensamos que ele espera de nós, e pode definir como cremos que é ser bem ou mal sucedido na vida. Independente de ter ou não pai presente, porque isto não é ele e sim como nós o vemos. A casa onde está Câncer/Caranguejo oscilamos, como as marés, dependendo das nossas questões/estados emocionais e que tem grande influência da mãe e da leitura que temos dela. A Lua não é como nossa mãe é, e sim como nos sentimos em relação a ela, como a vemos. Isto tende a definir nossos pontos frágeis, o que nos magoa profundamente e muitas vezes interfere na nossa racionalidade, o filtro definindo o que é aceitável ou não. O que ela nos disse, em atitudes ou palavras, que era o certo a fazer, se comportar.

Exemplos 1 - Sol em Touro na casa VI com Leão no Meio do Céu – Preciso me destacar, ser alguém, aparecer, ser vista e reconhecida publicamente, não é vaidade é necessidade para definir minha identidade. Preciso saber que para isto vou contar com minha resistência, plantar uma boa semente, respeitar os ciclos de começo, meio e fim para ter o resultado almejado, Sol na casa VI que é a casa onde analisamos os comportamentos cotidianos, como organizamos a nossa vida, saúde e relações práticas. Posso ter um pai que considero um fracasso como pai, profissional ou os dois, mas isto é só o que penso dele e não a realidade necessariamente, os aspectos entre o Sol e a Vênus, regente de Touro, podem aprimorar esta interpretação. Mas isto leva a almejar sucesso mundano, querer reconhecimento público. O caminho desta realização está no arquétipo de Virgem, casa VI, ordem, critério, organização e objetividade serão de grande utilidade. A casa onde está o Sol é seguramente onde temos natureza, qualidades, ferramentas para realizar nossa natureza.

Exemplo 2 – Lua em Virgem na casa V com Câncer na casa III – A comunicação e o pensamento lógico é afetada pelas emoções, por um profundo sentimento de servir. A capacidade cognitiva é afetada pela relação com a mãe, ancestralidade e uma necessidade atávica, herdada dos femininos familiares, servir. Tem dificuldade em gerenciar de forma lógica os pensamentos, tendência a se colocar de forma inferiorizada frente a sua capacidade intelectual. Pode provocar bloqueios ou desenvolver uma mente sensitiva e propensa a paranormalidade, intuitiva. Precisa reconhecer esta capacidade e deixar de traduzir tudo de forma pragmática e restrita. A visão da mãe pode ser de alguém que não corresponde as expectativas, simplória, inferior, humilhada e até incapaz. A posição da Lua por signo, casa e aspectos é onde acontecem oscilações relacionados com o passado e o presente, o real e o imaginário, precisa-se aprende a lidar com isto para que não condicionar a expressão, o trato com os filhos e as relações amorosas, casa V, a atender somente necessidades práticas de sobrevivência material unicamente. Uma visão mais realista da mãe, neste caso em particular, pode ajudar com a comunicação e o aprimoramento do pensamento.
   A partir daí lanço o olhar ao Ascendente e posicionamento do regente, para identificar a trajetória e por onde ela se desenvolve. O Meio do Céu, destino, profissão e papel no coletivo mais o seu regente e a casa que ocupa. A seguir os planetas pessoais, Mercúrio, Vênus e Marte, signos, regências, casas e aspectos. Mas isto fica para a próxima, da série: Interpretar um Mapa Astral não é para principiantes.





quarta-feira, 8 de junho de 2016

Lua Negra/Lilith em Escorpião

       Lua Negra/Lilith em Escorpião


   De 21 de maio de 2016 até 14 de fevereiro de 2017 Lilith estará em trânsito por Escorpião. A casa onde temos Escorpião no nosso Mapa Natal será a área que servirá de cenário para os acontecimentos relacionados a estas experiências. A Luz que traz a Sombra para a consciência e a consequente evolução, superação e libertação.
   Devo lembrar de que a Lua Negra, em trânsito, não provoca absolutamente nada, nós que criamos. Na expectativa de que vai ter um trânsito, já esperamos algo, sintonizamos, abrimos canal, então realmente acontece, então fui eu que teci.
   A Lilith simboliza a sombra citada por Jung, que muitos preferimos evitar, mas que é imprescindível para a integração da nossa personalidade, como forma de nos tornarmos adultos e assumirmos as escolhas que fizemos na vida. Em Escorpião confere uma atração excepcional para o ocultismo, particularmente pela magia, xamanismo, feitiçaria, pelas práticas que se relacionam com mecanismos de poder ou de acesso a outros planos da existência. A pessoa tem uma razoável disponibilidade de poderes curativos e regeneradores, insatisfação com a condição material em que vive com inclinação a tornar-se dependente materialmente. A necessidade de algum tipo de poder pode ser obsessiva e causar um comportamento tirânico ou até mesmo cruel com relação ao parceiro. Provável fascínio ou temor pela ideia da morte, física ou simbólica, o que pode levá-la a procurar conhecê-la pelo estudo da medicina ou do espiritismo.

   Se pensarmos a Lilith a partir das tribos nômades há 6.000 anos atrás, onde o sexo não era vinculado à fecundação e à procriação, essa mulher era empoderada. Podiam alimentar os filhos sem depender de nada e de ninguém. Seu poder era ilimitado. Os homens consideravam as mulheres deusas, porque delas brotava a vida. As mulheres detinham o poder nas sociedades primitivas. Sua sacralidade era cantada e homenageada.
   Com o passar dos tempos mudou o calendário, até então eram lunares, para o solar, e nesta mudança os povos não eram mais exclusivamente nômades, já se fixavam em aldeias, e com isto tinham mais tempo observar a natureza.   Observando os animais copulando vincularam o sexo à fecundação e a procriação. A partir daí o poder do feminino acabou, e resolveram aprisioná-las.
Nas primeiras colocavam argolar nos calcanhares e prendiam perto das cabanas, só assim tinham certeza da paternidade. A passagem da sociedade matriarcal para a patriarcal em algumas regiões se deu muito lentamente, as mulheres resistindo, guerreando, matando inclusive os bebes homens, deixando apenas homens suficiente para continuarem procriando.
   Na visão das mulheres os homens eram inúteis, não podiam arar a terra porque a terra era mulher, só as mulheres férteis podiam mexer nela. Homens não podiam forjar o ferro, que é um metal saído do ventre da mãe terra. Na sociedade matriarcal não tinha estupro e violência, com isto as mulheres não precisavam dos homens para protegê-las. Os homens tinham a função da reprodução e prazer na Babilônia, Caldéia, Suméria e todas as cidades de 6.000 anos atrás. É muito importante este início para entender a Lua Negra, estudá-la é penetrar profundamente no universo feminino. Um feminino que perdeu o poder e já nasce com medo. Cada célula do corpo de uma mulher já tem na memória genética o medo da violência. Medo ancestral de todas as mulheres que foram violentadas a 6.000 anos.
   É disto que se trata a Lua Negra: a revolta da mulher. Revolta e medo que passa a ser um ponto de transgressão no mapa, onde saímos rompendo com tudo.
   A Lua Negra em Escorpião é um mito de ligação com a morte. Trás da experiência do útero a consciência de que seria uma passagem de uma dimensão para outra. Sente uma ameaça real de morte durante a gestação, a mãe sente muito medo de morrer no parto, da morte da criança ou de alguma pessoa próxima. Passa toda a gestação sob pressão, isto provoca na Lua Negra em Escorpião uma ligação intensa e desesperada com a figura materna, o que muitas vezes a leva a romper com ela.
   Desta experiência surge a sensação de que algo trágico sempre está para acontecer, que o mundo vai desmoronar a qualquer momento, que se vivi andando no fio de uma navalha. Quem nasce nesta Lua Negra ama devorando.
Nos homens, a relação com o feminino é de projeção, chega as raias da obsessão. A mãe, a mulher e a filha devem nutrir e fazer tudo por ele. Pode ser homossexual, a mãe invalidou tanto o masculino que quer chegar perto deles para ver como é. São homens femininos.
   Quando crianças se subestimadas pela mãe desenvolvem uma ligação extremamente profunda, desenvolvem uma enorme dificuldade em estabelecer ligações com outras pessoas. Se esta ligação com a mãe possuir muitos ruídos, maiores serão as dificuldades nos seus relacionamentos. A base de Escorpião é a confiança, e ela já desconfia de cara.
   Com a Lua Negra em Escorpião devemos trabalhar a segurança, oferecer proteção real e desenvolver a consciência de que só nós somos capazes de nos oferecer segurança, possível numa vida no caos e no inesperado. Precisamos rever o conceito de seguro.
   Quando esta Lua Negra usa a sua capacidade mediúnica são terapeutas muito bons, podem ajudar muito outras pessoas, pois desde muito cedo sabem que precisam buscar a cura, e que a cura não é deste mundo. Aprendem a passar para os outros a capacidade de resistir ao sofrimento, que ela tem como resolução. Esta Lua Negra só ganha confiança quando toca no outro.
   O sexo para Lua Negra em Escorpião é seríssimo, porque é através dele que ela transforma a energia, e na medida que vai vivendo a sua sexualidade vai encontrando a espiritualidade. É um alquimista do sexo.
   Em tempos de Plutão em Capricórnio, Netuno em Peixes e Urano em Áries esta Lua Negra nos remete a força de resistência ao trágico, a destruição das nossas referências e crenças. As práticas rituais, a necessidade que temos de proteger os mais frágeis, desvalidos e fracos. As forças ocultas e invisíveis, a existência de outros planos e a possibilidade de termos respostas e ajudas se nos conectamos com eles.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Mitologia – Mitos (Sonhos Coletivos)



         Mitologia – Mitos (Sonhos Coletivos)


   Segundo Jung “os mitos são principalmente fenômenos psíquicos que revelam a própria natureza da psique”. Os mitos condensam experiências vividas repetidamente durante milênios, experiências típicas pelas quais passaram (e ainda passam) os seres humanos. Por isso temas idênticos são encontrados nos lugares mais distantes e mais diversos. A partir desses materiais básicos é que sacerdotes e poetas elaboram os mitos, segundo as épocas e culturas. (Nise da Siveira – Jung Vida e Obra).

Amor e Relacionamentos – Na Visão dos Mitos   

   O amor, como dizem, faz o mundo girar. A quantidade de mitos que falam de paixão e repulsa, casamento e separação, amor e rivalidade, fidelidade e infidelidade sexuais e do poder transcendental da compaixão sublinha a importância central do amor em nossa vida. Não há variação em torno do tema dos relacionamentos que não se possa encontrar na mitologia mundial. E, por serem muitos complexas as relações humanas, a moral apresentada nos mitos é igualmente multifacetada. Não há enigma maior do que o mistério de por que as pessoas se atraem ou se repelem, e é comum buscarmos respostas simples para perguntas um enorme esforço da alma até para serem adequadamente formuladas. Os amores e desgostos dos mitos aparecem sob muitas formas e cores, e alguns são claramente insólitos. Mas, ainda que algumas dessas histórias questionem muitos de nossos pressupostos morais sobre os relacionamentos, os mitos relativos ao amor também nos consolam de nossa infelicidade, servem de guia para nossos dilemas e trazem um discernimento duramente necessário sobre as razões pelas quais, em nossa vida pessoal, às vezes criamos os dilemas que criamos, ou que vivemos.

Paixão e Rejeição

   A paixão sexual é retratada na mitologia como uma força mais poderosa que qualquer outra, capaz de levar homens e deuses a atos que contrariam sua vontade e não raro terminam em tragédia. Os gregos atribuíam tal paixão à obra da deusa Afrodite, que apesar de atormentar homens e mulheres com paixões incontroláveis, era capaz de levar a loucura e a destruição aos que a ofendessem. Mas a paixão em si não é retratada como uma força negativa ou imoral: está aliada à força, à coragem, à potência sexual e à reação da alma à beleza; reflete o poder e a tenacidade da própria força vital; e, por ser inspirada pelos deuses, é sagrada. A mitologia nos ensina que o modo como os mortais seguem suas paixões e o grau em que a paixão domina a consciência é que são as verdadeiras fontes de sofrimento, da rejeição e até da catástrofe.

Liz Greene@Juliet Sharman-Burke – Uma Viagem através dos Mitos

segunda-feira, 25 de abril de 2016

A Lua nos Signos e o Cotidiano



             A Lua nos Signos e o Cotidiano


   Com a Lua em trânsito por Sagitário, conjunta ao meu Sol Natal, vejo a oportunidade de esclarecer o papel dela em nosso dia a dia, e como seu posicionamento pode ajudar a planejar as nossas vidas.
   A Lua, para a Astrologia, representa a mãe arquetípica e as nossas emoções, fica aproximadamente 2 dias em cada signo. Acompanhando diariamente seu movimento, podemos aproveitar sua luz e evitar a sombra, próprios de cada signo em que ela passa. Se pudermos adiar os assuntos que não estão positivos teremos uma margem maior de acerto, entre tantas variáveis que a vida proporciona. A Lua atua no humor das pessoas, quem trata com o público percebe isto muito claramente.

Lua em Áries – As pessoas ficam mais entusiasmadas e cheias de energia, mas agressivas e impacientes. Beneficia atividades individuais e desfavorece iniciar o que queremos que seja de longa duração.

Lua em Touro – Ficamos mais afáveis e calmos, mas teimosos e com preguiça. Beneficia as atividades financeiras, investimentos de longo prazo e compra de bens duráveis.

Lua em Gêmeos – Bom humor e agilidade, mas maior instabilidade e inconstância.
Favorece as comunicações, divulgações e estimular a curiosidade por novidades. Negócios fechados nesta Lua podem não durar.

Lua em Câncer – Carência e hipersensibilidade, tendência a buscar proteção e carinho. Favorece os assuntos particulares, encontros familiares. As pessoas ficam mais interessadas em melhorar o ambiente doméstico. Vamos lidar com a carência alheia.

Lua em Leão - Extroversão e calor humano, mas tudo será levado para o lado pessoal, o orgulho está no ar. Bom período pára se divertir e realizar atividades criativas. Chamar a atenção, brilhar e realizar eventos grandiosos e glamurosos.

Lua em Virgem – Aumenta a prestatividade e a simplicidade, mas as pessoas ficam mais exigentes e perfeccionistas. Assuntos de limpeza, organização, saúde e dietas estão favorecidos e tudo o que precisar de praticidade. Cuidar com excesso de crítica.
m nossas vidas. Aumenta o magnetismo e favorece as análises profundas e a pesquisa. Aumenta a sensibilidade e o psiquismo.

Lua e
Libra - Nos comportamos de forma mais diplomática e sociável, mas tendemos a indecisão e maior dificuldade em dizer "não". Favorece os assuntos legais, relacionados a beleza, aprovação de projetos, obter favores e os encontros românticos.

Lua em Escorpião - Intensidade e profundidade são os temas desta Lua. Descartar definitivamente o que perdeu a validade em nossas vidas. Aumenta o magnetismo e favorece as análises profundas e a pesquisa. Aumenta a sensibilidade e o psiquismo.

Lua em Sagitário - Expansão e otimismo, busca de novos horizontes e maior capacidade de entendimento. Podemos ter dificuldades de concentração e tendência ao desperdício. Devemos focalizar nos assuntos que gostaríamos que fossem amplamente divulgados.


Lua em Capricórnio - Objetividade e produtividade, ficamos mais fechados e frios. Iniciar atividades que precisem de obstinação e paciência. Adquirir bens duráveis, iniciar construções e fechar negócios que renderão lucro a longo prazo.

Lua em Aquário - Estimulo mental, muita criatividade e originalidade. Fase em que podemos decretar nossa libertação de padrões obsoletos e revolucionar, as pessoas ficam mais abertas as novidades. Favorece as questões do coletivo e os assuntos sociais, ficamos agitados e propensos a transgredir. Ter conversas francas e diretas, encontrar os amigos e fazer novas amizades.

Lua em Peixes - Maior sensibilidade e empatia, mas maior fragilidade e somatização. Favorece o repouso e a meditação, atividades que precisem da empatia com o público. Não tratar assuntos que precisem de realismo e praticidade, sonho e imaginação são os temas desta Lua impregnada de fantasia e encantamento.

domingo, 24 de abril de 2016

Lua, Marte e Saturno em Sagitário e Vênus e Urano em Áries


Lua, Marte e Saturno em Sagitário e Vênus e Urano em Áries


   Com a Lua em Sagitário, preste a fazer conjunção com o meu Sol Natal, me deu uma súbita vontade de voltar a escrever sobre a Lua, seus posicionamentos e aspectos que faz nos dias que visita cada um dos 12 signos.
   Esta Lua em Sagitário na fase Cheia, tempo de perceber os resultados do que foi encaminhado na Lua Nova, que iniciou em 22 de abril as 02:23hs está se encaminhando para conjunção com Marte e Saturno em Sagitário, isto se dará neste início de semana.
   Esta será a finalização de um ciclo que teve seu início na última Lua Nova que se deu em Áries no dia 07 de abril 2016 as 08:23hs.
As casas, cenários da vida no Mapa Astral, que estes signos, Áries e Libra, ocupam são as áreas que verão resultados nesta Lua Cheia Sagitariana em aspecto de conjunção com Marte e Saturno e trígono com a Vênus e Urano.
   A Lua Cheia expande, amplifica e esclarece, transborda e traz a tona. Viveremos dias muito esclarecedores e didáticos. Quando a Lua toca um signo ela potencializa o lado emocional deste arquétipo, então estaremos sensibilizados a lei, a filosofia, as crenças, a fé e ao aprendizado em alto nível.      Ao fazer conjunção a Marte, o ímpeto pode ser de muita agressividade, pois falamos de emoção e ação, mas a presença de Saturno em Sagitário anda nos dizendo que a lei deve ser cumprida, caso contrário arcaremos com resultados restritivos e paralisantes. Saturno em movimento retrógrado até 13 de agosto de 2016, nos dá a possibilidade de rever tudo que estamos vivenciando, rever posições e até mudar de postura frente aos fato, a partir daí estarão estabelecidos e as penas serão proferidas. Saturno nos fala das nossas responsabilidades e restrições, somos responsáveis pelo que cremos e seremos coagidos a nos responsabilizar por isto. Não há alternativas fora do aprendizado pela sabedoria ou da dor.
   A Vênus em Áries nos mostra os valores através do impulso ariano, conjunta com Urano indica um período de mudanças inexoráveis, repentinas que podem ser catastróficas se teimamos em resistir, não mudar. Será necessário rever e modernizar.



sexta-feira, 8 de abril de 2016

Dando o ar da graça – Um parecer astrológico


Dando o ar da graça – Um parecer astrológico

   
   Sei que ando extremamente ausente deste blog, mas o motivo é justo, justíssimo. Tem a ver com a minha visão e prática astrológica, de não fazer interpretações opinativas e pessoais dos posicionamentos dos astros.
   O momento que vivemos no Brasil e no Mundo, creio eu, é delicado e requer cuidado extremo para se manifestar. Amo e respeito muito o pensar astrológico, sim, pensar, referência, método, para usá-lo para fins vis e circunstâncias como a política, a economia ou para dar opiniões que de nada contribuem para esta ferramenta secular, tão útil como referência e não fim. Embora não veja muito esta prática, mas eu a defendo com unhas e dentes, mesmo que isto não seja muito popular ou comercial.
   Os posicionamentos dos astros indicam uma infinidade de possibilidades, estamos falando de arquétipos, que se manifestam em todos, de formas particulares e pessoais, países, pessoas etc etc.
   A Astrologia não define nada, ela indica possibilidades, amplia o leque de ação, analisa o todo, através dos posicionamentos de Saturno, Júpiter, os Sociais, Urano, Netuno e Plutão, os Trans saturninos, que nos rementem para uma visão orbital fora da nossa alçada, das circunstâncias imediatas, para uma visão cósmica da vida e seus ciclos.
   Começando por Plutão, o mais distante, já mergulhado no Universo, em Capricórnio. Penso que este ciclo nos remete a um movimento de ruptura das energias que mantêm este Sistema Solar na forma como o conhecemos até aqui. Netuno em Peixes é a passagem para uma nova possibilidade de crer, Urano em Áries é a revolução das atitudes individuais, para que possamos entregar para as próximas gerações formatos de comportamento mais humanizados, solidários e com maior noção de grupo, enquanto seres da natureza. Urano é o coletivo, os grupos.
   Chegando mais próximo do nosso Planeta Terra, Saturno em Sagitário nos indica as restrições éticas, de credibilidade e questionamentos sobre leis e formas do convívio coletivo. Gosto de chamar do braço pesado da lei. E agora o maior e mais perto de nós, Júpiter, o gigante do nosso Sistema, em Virgem, extrapolando na faxina. Como alguns de nós põe a casa em rebuliço para limpar em baixo, nos cantos e fazer a limpeza geral, o mais completamente possível.
   Dada estas impressões podemos, creio eu, analisar as circunstâncias em que estamos inseridos pela ótica astrológica, qualquer interpretação dos fatos privilegiando esta ou aquela tendência é especulação tendenciosa. Para não capitular a esta prática que condeno, humana que sou, tenho me dedicado a atuar mais intensamente nos domínios de Vênus, Mercúrio e Marte. Valores, Pensamento/Comunicação e Ação/Atitude, enquanto ser vivente neste instante Universal, porque é o que somos, menos até que isto, nos ciclos das Galáxias.
   Pretendo voltar em breve, se algo tiver que acrescentar, nunca antes disto. Mais que qualquer rótulo profissional sou um ser coletivo que pretende fazer a sua parte, Sol na X, dar a sua contribuição ao coletivo, Ascendente e Marte em Aquário, de forma responsável, Saturno na X, engajada, Júpiter e Urano em Câncer na VI, e ética, o meu lindo Sol em Sagitário.

Até breve!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Repensando Astrologia


               Repensando Astrologia


  Um tanto aborrecida com a Astrologia lindinha, como chamava o colega português e grande astrólogo que não está mais entre nós, Antonio Rosa, ando recolhida nos meus escritos. Como bom Mercúrio em Escorpião em trígono com Júpiter e Urano em Câncer, observando, aprofundando até ter definido a melhor abordagem, sempre respeitando as opiniões alheias e suas susceptibilidades, não posso mais me furtar a dizer como vejo tudo isto.
   O posicionamento do Sol nos signos não determina acontecimentos e sim foca o arquétipo/signo, é um caminho, uma orientação, um ciclo que abre possibilidades dentro desta vibração arquetípica. Sol em Aquário com Urano em Áries aponta o melhor período para que se revolucione os assuntos das casas em que temos Aquário e Áries, vivenciando as energias de interação no coletivo e nossas atitudes frente ao convívio, o respeito as diferenças, como nos relacionamos socialmente e todos os assuntos relativos a estes dois arquétipos. Lembro que Astrologia não é adivinhação, é orientação, e muito menos um jeito de darmos nossas opiniões filosóficas, políticas e pessoais, um bom astrólogo tem que ser minimamente isento e olhar o mapa ou os trânsitos que está analisando numa perspectiva humana, diversificada e aberta. Principalmente por dentro do mapa que estamos analisando e não proferir escancaradamente uma série de crendices e repetições de padrões que estão arraigado em nossas formações.
   A Astrologia é uma linguagem aquariana, de ar/pensamento e revolucionária/Urano seu regente, e por isto não serve para reafirmar ideias e opiniões ultrapassadas e estabelecidas no que há de pior na humanidade, serve sim para a evolução e a mudança, para o progresso e para o constante movimento, dos sistemas, da vida. É o progresso e não a defesa do mesmo que já exauriu, terminou, morreu neste ciclo em que Plutão em Capricórnio vem destruindo tudo que acreditávamos ser certo, seguro e imutável. Para isto Urano em Áries em quadratura constante com Plutão, nos indica que precisamos revolucionar nossas atitudes, mas Urano não representa a mudança por livre e espontânea vontade, e sim por pressões, rompimentos, desastres, violência, choques profundos e muitas vezes mortais, e tudo o mais que nos faça evoluir, revolucionar, mudar radicalmente nossas ações, começando no individual e a seguir em ações coletivas, que são as que mudam realmente, de forma definitiva, sem chance para retrocesso.
  Nossas resistências, que podem ser vistas nos posicionamentos da Lua, Vênus e Saturno que transita por Sagitário pelos próximos 2,5 anos (a mão pesada da justiça), e seus aspectos, principalmente, estão sendo pressionadas a evoluir, dentro do arquétipo em que estão posicionadas, e que se movimentam com a evolução da nossa percepção, inteligência e conhecimento, mesmo que dentro deste mesmo tema. Áries/ação, Touro/estruturação, Gêmeos/pensamento etc.
   A Astrologia evolui com a humanidade e nós astrólogos precisamos estar em constante movimento, com o olho no céu e o outro no movimento do coletivo, no que está nascendo, parece que até temos um novo planeta no Sistema Solar, no que já morreu, já era, já foi, que não tem salvação, evoluindo os nossos aconselhamentos, mesmo que alguns se agarrem desesperadamente e acabem dilacerados, normalmente no sistema nervoso, território de Urano, regente da Astrologia e de Aquário e nas estruturas/seguranças que pensávamos ter, território de Capricórnio, que Plutão vem arrasando, limpando o terreno para uma nova forma.
   Estão proliferando doenças mentais, dos ossos, das articulações, do couro cabeludo e de pele e de todos os tipos, Netuno em Peixes e Júpiter em Virgem. A cada dia surge uma nova, e elas são o resultado de resistências, não querer mudar as atitudes de convívio, neste e com o planeta que habitamos e uns com os outros, lembrando que no século passado a ciência se desenvolveu em grande escala, em detrimento do desenvolvimento do pensamento abstrato, território da astrologia.
   Precisamos nos posicionar numa perspectiva progressista, parar de repetir que Lua em Câncer traz amor, a maternidade, a sensibilidade, remetendo para dias idílicos e afetivos, numa perspectiva irreal de bondade e perfeição religiosa, esquecendo que neste ciclo, tudo isto está em oposição a Plutão e quadratura com Urano. E mais ainda, em trígono com Netuno que vem dissolvendo todas as nossas perspectivas religiosas, fantasiosas e ilusórias. Vamos parar de replicar de forma linear o arquétipo/signo, que é só isto, um arquétipo.
   Se somos orientadores precisamos estar na vanguarda, atentos, críticos do que consideramos um saber, pelo menos na perspectiva de aplicar e explicar a nossa ferramenta de orientação. Para isto devemos estar focados não só ao céu mas no que está acontecendo a nossa volta, abrir, interagir, expandir, crescer e progredir, intelectual e pessoalmente.
Texto: Beth Floriano Borba/Facebook